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Uma cabana na Serra para encontrar o sossego

A cabana de 115 m² em Cunha, a 225 km de São Paulo, nasceu como um anexo. Mas se provou confortável e passou por uma ampliação. Hoje, ela é a protagonista do terreno.

Era início dos anos 90 e o designer paulista Décio Navarro, então diretor de arte de uma revista feminina, buscava um lugar tranquilo para descansar nos fins de semana com a mulher, Elizabeth, e as três filhas. Encontrou em Cunha o pouso ideal, com cachoeiras e matas preservadas, ateliês de cerâmica e restaurantes de excelente gastronomia. Por muitos anos a família se hospedou em pousadas ou casas alugadas. Até que em 2005 comprou um terreno na cidade serrana a fim de construir seu cantinho. Décio levou um ano antes de começar a obra, limpando o terreno e analisando a área. “Caminhava sozinho, imaginando onde poderia erguer a casa. Eu queria um jardim para contemplar quando tudo estivesse pronto”, fala.

Num primeiro momento, pensou numa construção ampla, dotada de piscina e área de lazer. “Com o intuito de acompanhar a obra, ergui uma cabana rústica de 65 m². A ideia era transformá-la num anexo quando a casa principal ficasse pronta”, diz ele, que ainda não era formado em arquitetura e contou com o apoio de um empreiteiro da região e de mão de obra local. A construção foi acomodada num declive com solo firme no lote, misturando-se à natureza. “Para desenhá-la, encontrei inspiração nas montanhas suaves da região”, conta. Daí a integração com o exterior, as amplas janelas de vidro e os materiais naturais serem características expressivas do projeto inicial, resumido a suíte, quarto, banheiro, sala e microcozinha. “Nos afeiçoamos à casa e, ao longo do tempo, percebi que não precisava de um espaço enorme. Decidi aumentá-la só um pouco para maior conforto”, revela o arquiteto. A ampliação resultou em 115 m², distribuídos em dois andares, com nova área de serviço, cozinha,varanda e deck, além de quarto maior. “Em dias quentes, cuido do jardim, reformo um móvel na varanda… Se chove, jogamos cartas. Amo este lugar, chova ou faça sol.”

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