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Saúde: Metrô valoriza imóveis

À margem da avenida Jabaquara, o bairro cresce para o alto. Servido por quatro estações de metrô - Santa Cruz, Saúde, Praça da Árvore e São Judas - ele conta também com boas escolas, hospitais e um shopping

Um título para uma foto sem titulo

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Parece que as casas por aqui estão com os dias contados. O perfil do bairro aponta para apartamentos com dois e três quartos e área máxima de 120 m². Desde o final dos anos 1990, a região é alvo de investimentos imobiliários – especialmente em duas áreas, Chácara Inglesa e Vila Gumercindo. “Diante da qualidade dos lançamentos e da infra-estrutura que o bairro oferece, os preços ainda são acessíveis”, resume Sérgio Ros, diretor de Marketing da construtora Tarjab. Quanto mais próximo do metrô, maior o valor do imóvel. Quem desfrutar desse privilégio, tem mais é que deixar o carro na garagem, pois a concentração de automóveis nos arredores das estações de metrô, escolas e hospitais atrai ladrões. Quase sempre as vítimas vêm de outros bairros. Mais um motivo para o habitante local preferir o transporte sob a terra é o trânsito na Av. Jabaquara. O complexo viário João Jorge Saad, inaugurado no final de 2000, até que aliviou um pouco o acesso às avenidas Ibirapuera, Sena Madureira, 23 de Maio e Rubem Berta. Mas o “cebolinha” não consegue fazer milagres na hora do rush. A primeira seção do bondinho, que fazia parada na bucólica Praça da Árvore, ainda vive na memória dos moradores antigos de Saúde e Mirandópolis, bairros da zona sul de São Paulo. Hoje, mais de sessenta anos depois, o cenário é bem diferente. As ruas de terra e as árvores floridas deram lugar ao comércio e à estação do metrô Praça da Árvore. Do passado, só o Bazar Odete, a Casa Anita e a Casa Zilá permanecem para contar histórias.

A paulistana Oliadyr Goldoni Sciessere, conhecida como Dona Fia, reside na rua Doutor Samuel Porto há mais de cinqüenta anos e conta causos que parecem roteiro de filme. “Todos os domingos, uma pessoa ficava na porta de uma farmácia escrevendo cartas para os retirantes. Desde 1940, a rua Carneiro da Cunha tornou-se um reduto nordestino, com saídas de ônibus para lá”, lembra Dona Fia. Sob a fachada de “turísticos”, esses veículos funcionavam como rodoviárias clandestinas, fechadas em setembro de 2006 pela sub-prefeitura de Vila Mariana, que fiscaliza os estabelecimentos irregulares na região.

Postivos

Transporte em abundância

Proximidade de comércio, hospitais e escolas

Negativos

Poluição visual nas avenidas

Furtos e roubos de carros

“Preservamos a nossa qualidade de vida”

Trabalhar no mesmo bairro em que se vive é privilégio para poucos. “Não pego mais trânsito para ir ao escritório”, conta o engenheiro Paulo Flaquer Filho, com 28 anos na foto. Casado com a dentista Daniela Carneiro Flaquer, ele escolheu como novo endereço um apartamento recém-lançado na Saúde. “Minha esposa trabalha na avenida Paulista, por isso a proximidade do metrô facilita bastante. A segurança do bairro foi outro importante motivo”, acrescenta. O casal, que veio do interior há dez anos, diz matar um pouquinho a saudade da antiga casa morando em uma região como essa.

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