Refúgio dos sonhos na Bahia fica no meio de um coqueiral

No alto de uma falésia, este bangalô reúne o melhor do bem viver à beira-mar. Com um quê balinês, não nega o acento regional. Afinal, isto aqui é a Bahia

Por Por Deborah Apsan (visual) e Joana L. baracuhy (texto) | Projeto Emanuela Bazzoli | Fotos Evelyn Müller Atualizado em 14 dez 2016, 12h50 - Publicado em 22 out 2013, 21h18

 

Depois de 33 anos vivendo na Bahia, o italiano Ulisse Baggi projeta e implanta jardins que mesclam espécies ornamentais exóticas e nativas. Reflexo da vida peculiar desse milanês, saborosamente temperada com muito coentro e óleo de dendê, a mistura marcou não só o seu trabalho como paisagista (ele é dono de uma grande flora na região sul da Bahia), mas também a arquitetura das construções que ergueu por lá. A mais recente, de 2009, foi planejada sob medida para ele e a mulher, a baiana Milena, passarem temporadas de descanso – o casal se divide entre Porto Seguro e a paradisíaca Ponta da Juacema. Justamente por partilhar da paixão pelos ingredientes tropicais, uma conterrânea de Ulisse radicada em Arraial d’Ajuda foi escolhida para a tarefa de projetar o refúgio. “Assim como eu, que já morei até mesmo nas ilhas Seicheles, ela também conheceu e pesquisou o jeito de viver em diversos lugares com clima quente e úmido, a exemplo da Índia e da Indonésia”, diz ele. Essa expertise cativou o italiano, interessado em incrementar as acomodações da fazenda adquirida décadas atrás e transformada numa plantação com 15 mil coqueiros, que ainda traz aos pés uma enseada paradisíaca. “Eu já tinha o repertório todo na cabeça. Nas minhas viagens, fiquei louca por essa linguagem cheia de fibras, palha”, resume a arquiteta Emanuela Bazzoli. Assim surgiu o bangalô suspenso (lembrando remotamente palafitas), quase todo de madeira, com telhado de quatro águas e ampla varanda. Postado de frente para o melhor da paisagem, praticamente dispensou as paredes, substituídas por enormes painéis de vidro ou esquadrias com venezianas articuláveis. Com tantos recursos apropriados ao ambiente local, nem as chuvas fortes do inverno são problema. Ali, Ulisse, Milena ou seus frequentes hóspedes apenas relaxam e acompanham a passagem do tempo, embalados pela brisa e pelo barulhinho que as longas folhas das palmeiras fazem ao balançar.

 

Relax completo

Planejada para funcionar como um anexo da área social, a construção resume-se a uma suíte com banheiro incrementado, áreas de descanso e amplas aberturas, para maior integração à paisagem.

 

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Área: 73 m²; Estrutura de madeira, telhado e piso: Siriaco Alves Costa.

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