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Reforma derruba paredes de apartamento de 37 m³ com planta irregular

A planta, toda recortada, não queria colaborar. Um arquiteto e um morador sem medo de quebradeira assumiram o desafio de melhorá-la: o resumo está nas fotos abaixo

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No dia 5 de abril, depois de passar pouco mais de três meses reformando seu apartamento, o administrador Marcos Iantorno resolveu fazer um teste: convidou 20 pessoas para comemorar seu aniversário. Sim, 20 pessoas brindando, circulando e se divertindo em 37 m². No fundo, Marcos queria provar até onde o projeto do arquiteto Décio Navarro tinha conseguido resolver sua principal questão: viver com mais conforto num espaço tão diminuto. “Ia chegando mais gente e eu pensava: não vai dar. Mas deu – e foi muito bom. Todos se sentiram acomodados”, conta o morador. A principal razão disso está na sala, que ganhou amplitude e um ir e vir mais fluido com a obra. “Havia muita parede, cantos angulosos e nem sequer um respiro para dispor uma mesinha de jantar”, lembra Décio. Estudando a planta no papel, o arquiteto percebeu que ganharia uma área preciosa se eliminasse o armário embutido do quarto e recuasse sua parede, cedendo 60 cm da largura do dormitório para o estar. Um quarto sem lugar para as roupas? “Por que não? Quando se trata de um imóvel tão pequeno, você vive todo o local como uma coisa só. Desapegar-se da ideia padrão de distribuição pode significar um grande lucro”, complementa. Bom, no final da história, o armário foi parar numa espécie de hall, no canto da sala de estar. “Encaixei a marcenaria num trecho roubado do banheiro da suíte, logo ao lado da entrada. Para consegui-lo, precisei mudar o chuveiro de lugar.” O quebra-cabeça por mais amplitude terminou com a abertura da cozinha, cuja parede divisória perdeu sua maior parte. Só sobrou a porção onde está a TV, estratégica para esconder a área de serviço. Toda a obra foi comandada pelo próprio morador, sócio de uma empresa de execução de reformas. “Como eu já morava aqui há 15 anos, pude avaliar a diferença entre o antes e o depois. Até a entrada de ar e da luz natural melhorou”, analisa Marcos. Ah, se os detalhes fazem a diferença, não é possível deixar de falar de acabamentos, cores e móveis. O piso único e claro de porcelanato, por exemplo, multiplica a luz. “Se usássemos madeira, a sensação arejada e de continuidade não seria a mesma”, ensina Décio. O revestimento permitiu pontuar tons escuros em uma ou outra parede. A marcenaria também foi crucial ao substituir portas de abrir por modelos de correr na suíte, recurso eficaz em ganhar centímetros. Ou ao criar estantes em regiões inesperadas, como abaixo da janela do dormitório. Até o sofá teve desenho sob medida para não comprometer a fuidez e liberar a passagem para a microvaranda de 1 m². Agora, sim, cabe uma mesinha de jantar para quatro. E também um monte de gente – quem sabe até mais de 20 amigos na festa do ano que vem.

 

Trânsito desimpedido

Na planta, é evidente a conquista de fuidez e conforto na circulação após a reforma

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