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Prédio cresce e ganha telhado verde

Um andar a mais: Nem parece, mas esta cobertura nova em folha foi erguida sobre um prédio cinqüentenário no Rio de Janeiro.

Diante das dúvidas da neta, a avó saiu-se com uma sugestão desconcertante: “Se você procura um apartamento para morar, por que não constrói em cima do prédio?” Ela se referia ao edifício erguido na década de 50, no Rio de Janeiro, até hoje propriedade da família. A proposta deu impulso a uma jornada nada usual. “A moça nos procurou para fazer o projeto da cobertura, que implicou um longo processo de aprovação na prefeitura”, diz Marina Lage, sócia no escritório carioca Tamabi Arquitetura. A ideia era erguer um pavimento a mais sobre os quatro andares existentes, em troca da recuperação do edifício. A moradia extra nasceu unindo o melhor dos velhos e dos novos tempos: respeitou os materiais e as formas da construção original, deu as costas aos prédios que subiram ao longo dos anos e ainda incluiu recursos sustentáveis, como um telhado-jardim. De 2004 até a obra ser autorizada, foram dois anos. Depois, mais oito meses de trabalhos. Hoje, a moradora e o marido desfrutam de um apartamento de primeira mão, num edifício todo restaurado – sem descaracterizar o entorno. Afinal, da rua mal se nota o acréscimo.

Preservação bem dosada Erguido em 1951 dentro da tradição moderna, o residencial Magui é considerado um bem preservado desde 2001, quando a prefeitura do Rio estabeleceu a Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) do Jardim Botânico. A medida visava proteger não só os prédios de valor histórico e arquitetônico como também o ambiente urbano, a atmosfera do bairro. Segundo a lei, havia limitações para alterar a volumetria, a fachada e o telhado do edifício projetado por Raphael Guilherme Moussatche. Daí a proposta dos arquitetos: erguer um novo pavimento – discreto – e, em contrapartida, recuperar o prédio. (Com 5 décadas, ele tinha pastilhas soltas, esquadrias velhas, instalações antigas…). A aprovação da reforma coube à Imageplan, empresa especializada nesse tipo de legalização. “Nesses processos, o entendimento sobre o que pode ser feito é subjetivo. Itens sustentáveis contam favoravelmente”, diz o arquiteto carioca Fernando Alencar, que está à frente da consultoria. “A procura por esse tipo de serviço vem crescendo”, avalia. Por fim, a licença foi concedida: oito meses de prazo para a reforma.

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