Lagoa: natureza exuberante

Praias, montanhas e dunas circundam a lagoa, de 19,71 km2 outro espetáculo natural. Por isso e mais uma boa oferta de bares, restaurantes e danceterias, o bairro atrai os mais diferentes públicos

Por Da redação Atualizado em 14 dez 2016, 12h00 - Publicado em 26 jan 2007, 13h01

O chamado ‘centrinho da Lagoa’ é a parte mais agitada do local. Ali, estão concentrados pequenos prédios comerciais e residenciais e construções multifamiliares. “Dos 500 estabelecimentos comerciais da região, 200 estão no centrinho, com um público jovem importante”, afirma o empresário Juan Alberto Narravette Garcia, diretor geral da regional Lagoa da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif). Já na região do Canto da Lagoa, na parte sul, a predominância é de loteamentos residenciais, com famílias de maior poder aquisitivo. É, também, famosa pelos restaurantes de cozinha internacional. Na Costa da Lagoa, onde só é possível acessar por trilha ou por barco, mansões dividem o espaço com as preservadas construções de origem açoriana da colônia de pescadores e rendeiras desta isolada comunidade.A geografia do local e a falta de planejamento urbano provocam longos e freqüentes engarrafamentos na alta temporada, quando o fluxo de pessoas triplica. De acordo com o diretor de Meio Ambiente do Sinduscon da Grande Florianópolis, Olavo Kucker, o Plano Diretor, em discussão na Capital, deve favorecer o bairro. “Vai haver incentivo para a centralidade provendo, aos moradores, a possibilidade de ter comércio e serviços por perto”, explica. Bruxas, feiticeiras, lobisomem e boitatá são lendas que ainda fazem parte da história do bairro, oficialmente criado em 19 de junho de 1750 como freguesia Nossa Senhora da Conceição da Lagoa. São histórias resgatadas pelo pesquisador, artista plástico e folclorista Franklin Cascaes, falecido em 1983, em 30 anos de pesquisa, que salvaram a memória da cultura popular da ‘Ilha da Magia’.

Os primeiros a habitarem a região foram os índios Tupi Guarani, cujos vestígios estão em sítios arqueológicos, onde foram encontrados pontas de flechas e sambaquis. As oficinas líticas estão preservadas nas pedras das praias da Joaquina e da Galheta. No século 18, entre 1748 e 1756, a região passou a ser ocupada pelos portugueses da Ilha de Açores, como determinou a Corte Portuguesa, sendo uma das freguesias mais antigas do Estado de acordo com o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Engenhos de cana-de-açúcar e de mandioca predominavam na região, principalmente na Costa da Lagoa. Construções em estilo colonial português revelavam a riqueza da região e de seus habitantes. O atual centro cultural está instalado numa edificação de arquitetura francesa.¿

Os surfistas foram os primeiros ‘estrangeiros’ a descobrir a região, nos anos 1970, disputando as ondas da praia de Joaquina, batizada com o nome de uma antiga e famosa rendeira local. A chegada dos novos moradores, a partir de 1980, não pôs fim às tradições açorianas, como a pesca, a renda de bilro e o folclore. O Terno de Reis, a Ratoeira, a Cantoria do Divino, o Pau-de-Fita e o Boi-de-Mamão são algumas das manifestações artístico-culturais ainda preservadas.

Positivos

Comércio forte

Natureza exuberante

Tranqüilidade

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Proximidade das praias e do Centro

Negativos

Congestionamentos

Alto fluxo de turistas na temporada

Problemas de infra-estrutura

Estradas esburacadas

Os dados oficiais apontam 9,2 mil moradores no 55,28 km² da Lagoa da Conceição. Porém, considerando-se o entorno, a população alcança em torno de 14 mil pessoas. Como pólo turístico importante, e bem localizado, desde 1980 o bairro vem atraindo moradores vindos de diversas cidades brasileiras, com os mais diferentes interesses. Estudantes e jovens solteiros moram na Lagoa da Conceição devido à proximidade das praias e das universidades e pela garantia de diversão o ano todo. No Canto e na Costa da Lagoa, famílias de maior poder aquisitivo priorizam a tranqüilidade e a proximidade com a natureza.

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