II SISAU: arquitetos discutem edifícios sustentáveis

Organizado pela Associação Brasileira de Escritório de Arquitetura, o II Simpósio Internacional de Sustentabilidade em Arquitetura e Urbanismo trouxe arquitetos internacionais.

Por Por Vanessa D’Amaro, direto de Curitiba, PR Atualizado em 20 dez 2016, 21h01 - Publicado em 6 out 2010, 17h30

Quando um grupo de arquitetos e estudantes se reúne para discutir maneiras sustentáveis de projetar edifícios e urbanizar cidades, o resultado não poderia ser outro: uma exposição interessante de soluções inovadoras aplicadas em projetos ao redor do mundo todo. No primeiro dia de apresentações em Curitiba, o II Simpósio Internacional de Sustentabilidade em Arquitetura e Urbanismo proporcionou aos participantes um bate papo esclarecedor com profissionais internacionalmente reconhecidos.

Um título para uma foto sem titulo O arquiteto José Enrique Dominguez, do escritório Cervera & Pioz Architects, contou à plateia que, além de desenhar, ele também é poeta. Foi com esta deixa que o espanhol iniciou a sua exposição sobre o que ele chama de arquitetura biônica – que estuda a natureza para projetar prédios com diferentes formatos, curvas e movimento. A grande sacada dos projetos inspirados em plantas e animais é a capacidade que eles têm de se sustentar energeticamente através do sol e do vento. Dominguez prendeu a atenção de toda a plateia quando ilustrou as suas ideias com a Torre Biônica – projeto de um edifício de um quilômetro de altura para a cidade chinesa de Xangai. O que mais surpreende no projeto não é a altura exagerada, mas os diversos usos da Torre: ela abrigaria residências, lojas, escritórios, áreas verdes e espaços de circulação. Além disso, o prédio, que foi inspirado na estrutura de um caule de árvore, seria auto-suficiente na captação e distribuição de água e energia elétrica. “Uma verdadeira cidade vertical” arremata o espanhol sobre o prédio que parece ter saído de filme de ficção científica.

Um título para uma foto sem titulo O americano Sergio Coscia foi o segundo palestrante internacional do dia. No início de sua apresentação, Coscia brincou dizendo que nenhum dos seus projetos tem um quilômetro de altura, mas nem por isso, eles são menos desafiadores. Entre as obras mais notáveis, o arquiteto apresentou a criação de uma cidade universitária – a ser erguida no meio do deserto da Líbia, África. Além de lidar com o clima extremamente seco, o projeto deveria ser orientado para a Meca, cidade sagrada do Islã, localizada na Arábia Saudita. Seria necessário domar a distribuição de ar fresco e refrigeração do espaço, criar estruturas capazes de suportar as variações de temperatura do deserto e ainda trabalhar com a iluminação natural dos prédios.

Inspirados por estas ideias, os participantes encerraram o primeiro dia de apresentações com um debate sobre os edifícios sustentáveis. Todas as discussões realizadas durante o Simpósio irão nortear a lista com 10 propostas sustentáveis para a arquitetura e o urbanismo. A lista completa será apresentada no encerramento do evento em Florianópolis, no dia 8 de outubro.

Sobre o evento

De 5 a 8 de outubro, o evento acontece na três capitais da região sul do país. Em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), as palestras e discussões são simultâneas nos dias 5 e 6 de outubro. O grande encerramento com as 10 propostas sustentáveis para a arquitetura e urbanismo acontece em Florianópolis, nos dias 7 e 8.

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