Horto Florestal: sossego em meio à natureza

Até pouco tempo um recanto apenas de casas e mansões com grandes extensões de área verde, o bairro passa por um boom imobiliário

Por Da redação Atualizado em 20 dez 2016, 20h57 - Publicado em 30 mar 2007, 16h50
Um título para uma foto sem titulo

O local se divide em duas áreas bem definidas: nas ruas periféricas e mais reservadas, que ficam ao redor da avenida Santa Luzia e com a acesso para a avenida Juracy Magalhães, distribuem-se as casas e mansões. Na Waldemar Falcão, que liga a rua Lucaia ao bairro de Brotas, estão as imponentes torres de apartamentos que têm, em média, de 200 a 400m² de área privativa. Os primeiros prédios surgiram no final da década de 1980, mas foi só a partir dos anos 2000 que a região entrou definitivamente na mira das construtoras. “O esgotamento de terrenos na Vitória até então a área mais nobre da cidade, valorizou o Horto”, observa Sílvio Agra, diretor da imobiliária que leva seu nome. De acordo com ele, a preocupação com segurança e a dificuldade de manter casas muito grandes explicam, por outro lado, a opção de muitos moradores de se mudar para apartamentos. Localizado também numa região central, coroada pelo verde de uma reserva de Mata Atlântica, o bairro oferece tranqüilidade e contato com a natureza . Há alguns anos, a construção do Hipermercado Extra na avenida Vasco da Gama, com a abertura de uma via de acesso ao bairro, facilitou o dia-a-dia de quem cuida da vida doméstica, já que serviços e comércio local por ali são escassos. O bairro conhecido hoje como Horto Florestal foi, até os anos 1970, uma fazenda de propriedade da família Billian. Loteada, a região passou a abrigar as grandes mansões da elite de Salvador. Sua ocupação se deu, inicialmente, nos arredores da avenida Santa Luzia, onde residiam os Billian, numa área de 20 mil m² conhecida como Chácara Suiça. No final dos anos 1980, o lugar foi tranformado num luxuoso condomínio de apartamentos. Apesar disso, a consolidação do bairro, que se deu ao longo dos anos 1990, manteve o perfil residencial e unifamiliar, predominando os conjuntos de casas, com alguns condomínios horizontais. Hoje, a avenida Waldemar Falcão, onde estão os grandes lançamentos verticais, destaca-se como principal eixo de crescimento do bairro.

Positivos

Muitas áreas verdes

Tranqüilidade

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Facilidade de acesso

Negativos

Ausência de comércio e serviços locais

Poucas opções de transporte público

Alto preço dos imóveis

Quem reside no Horto procura sossego e contato com natureza numa região central e de fácil acesso. Mas é preciso pagar caro por esse privilégio. Predominam famílias de classe A, com renda mensal superior a R$ 20 mil. São empresários, profissionais liberais – há muitos médicos no bairro -, artistas, executivos e funcionários públicos do alto escalão. Em geral, casais com idade entre 35 e 50 anos, com filhos.

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