Estilo shabby chic com pássaros e móveis desgastados

Na onda do shabby-chic, quanto mais desgastado, melhor! O que vale é buscar conforto emocional com pequenas e criativas intervenções.

Por Texto Isabel Sibemberg | Design Roberta Jordá | Fotos Vhrist Atualizado em 20 dez 2016, 19h58 - Publicado em 25 jul 2013, 20h32

Há um certo revival no ar. Em meio à crise econômica, que não poupou nem os gigantes do planeta, remexer o baú ou garimpar brechós e feirinhas de antiguidade em busca de itens mais baratos virou, mais do que nunca, palavra de ordem. Sim, em tempos modernos (e de dinheiro escasso), o mix gasto- novo está liberado. O conceito shabby chic, criado pela inglesa Rachel Ashwell na década de 80, nunca sumiu da cena vanguardista, claro. Depois de patentear o nome, ela espalhou lojas pela Califórnia, Nova York e Londres, com artigos que fazem o maior sucesso entre os mais antenados. “Eu fiz isso a vida inteira”, endossa a decoradora Neza Cesar, mestre no assunto. “Reunir peças com história é um jeito bacana de deixar a casa acolhedora, e é isso que as pessoas estão buscando.” Pois a prática, na verdade nascida nos anos 70, quando uma crise feia lançou os britânicos nessa onda criativa, voltou com tudo. Agora, porém, além de megamoderno, é sustentável. Como não é só na terra da rainha que a mão de obra custa muito, o shabby chic libertou seus seguidores da obrigação de recuperar. A parede está descascando ou a almofada está velha? Um lindo adesivo ou uma pintura de pássaros, ou outro motivo de sua escolha, dá cabo do problema e ainda traz a natureza para perto. Hoje, chique mesmo é ser original.

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