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Empreendimentos que mesclam condomínio e serviço são os mais procurados

Megaempreendimentos oferecem alternativas para os problemas crônicos da metrópole – principalmente o congestionamento e a insegurança.

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A tradicional ideia de que para morar bem é preciso ter uma boa casa, próxima de áreas verdes e de serviços que facilitem o cotidiano, vem ganhando outra dimensão no mundo – digamos, mais luxuosa. Aos poucos, começam a surgir verdadeiras ilhas de conforto e conveniência dentro das cidades delimitadas por megaempreendimentos que reúnem, numa mesma área, moradia de alto padrão, comércio, serviço e lazer. Em Manaus, o primeiro exemplo é o Parque Ponta Negra, que está sendo construído pelas empresas JHSF e Direcional Engenharia. Com uma área de aproximadamente 100 mil m2, o complexo unirá sete torres residenciais, um hotel e um shopping com 350 lojas, sendo sete âncoras (entre elas, Riachuelo, Etna, Renner e C&A), 12 salas de cinema, praça de alimentação e 1 600 vagas para estacionamento.

“Esse tipo de construção mista já beneficia milhares de pessoas do Brasil, Estados Unidos e Argentina”, informa Paulo Assis, superintendente de Incorporações da Direcional Engenharia. Ele cita o Parque Cidade Jardim, na capital paulista, como o maior dessa classe no país, já que concentra nove edifícios residenciais (com unidades que chegam a 1 885 m2), além de opções para o lazer, cultura, gastronomia e um dos shoppings mais sofisticados do Brasil. O conceito é inspirado no sucesso de empreendimentos como o Bal Harbour Shops, em Miami, e o Time Warner Center, em Nova York, nos Estados Unidos. Projetos que também inspiraram o Ayres Vila, de Buenos Aires. “É um cenário que começa a surgir nos grandes espaços urbanos”, explica o professor de arquitetura e pesquisador Jaime Kuck, da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Manaus. Especialista em urbanismo e sustentabilidade, ele diz que a insegurança, o trânsito caótico, o transporte coletivo ruim e a desorganização das metrópoles estão levando os cidadãos com alto poder aquisitivo a procurar tranquilidade em “ilhas de conforto ambiental e paisagístico”. “Essas manifestações urbanas são consequências da falta de controle do poder público sobre o ordenamento das cidades. As pessoas buscam refúgio”, afirma. Por outro lado, nesses locais, a metrópole se torna mais viável, já que os moradores têm menos dependência do automóvel e acabam colaborando com uma menor emissão de gás carbônico (CO2).

Em Manaus, frisa Jaime, um dos problemas mais graves é o trânsito. “E não há alternativa do transporte coletivo, que, como nos maiores centros urbanos brasileiros, está longe de atender as necessidades da população”, diz. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) ilustram o problema: a capital amazonense bate recordes de vendas de carros novos desde 2007. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AM) registra médias mensais de 4 mil emplacamentos.

Às margens do rio Negro, a proposta do Parque Ponta Negra é, segundo Paulo Assis, dar às pessoas “a possibilidade de fugir do caos no trânsito e encontrar o equilíbrio entre segurança e liberdade”. O bairro tem acesso fácil ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e à recém-inaugurada Ponte Rio Negro, a segunda maior do Brasil em ambiente fluvial (só perde para a Ayrton Senna, sobre o rio Paraná). Os seus 3 500 km fazem a ligação com o município de Iranduba, integrando- o à região metropolitana de Manaus.

Se a localização conta pontos, o conteúdo do complexo seduz definitivamente. Além de uma área exclusiva de acesso ao shopping, os futuros moradores do empreendimento poderão escolher apartamentos de dois, três ou quatro dormitórios (entre 67,54 e 279 m2). Os edifícios com apartamentos de quatro quartos terão áreas comuns com home cinema, home office, ateliê, fitness, sala de ioga, spa, sauna, massagem, sala de descanso, salão de festas, jogos adultos e teen, brinquedoteca, playground, churrasqueiras, quadra poliesportiva, piscinas e praça zen. Os moradores das torres com unidades de dois e três quartos terão quadra poliesportiva, quadra de chute a gol, miniquadra de grama, half pipe, churrasqueiras, super play, praça das mamães (com baby zoo), pista de corrida e bicicross, pomar, jardim zen com bangalôs, redário, pet play, praças de convivência, lounge teen, brinquedoteca, sauna, spa, massagem, descanso, salão de festas e home cinema.

A população manauara deixou clara sua aposta no projeto. “Mais de 90% da área do shopping, 70% dos apartamentos médios e 80% dos grandes já foram comercializados”, informa Paulo Assis.

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