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Conheça a dupla Marcelo Morettin e Vinícius Andrade

Eles se conheceram na escola e cursaram a mesma faculdade. Mas só viraram sócios muito tempo depois. Hoje, arebatam prêmios e concursos juntos.

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Os trabalhos premiados

 

 

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Em 14 anos de parceria, esses paulistanos venceram dez concursos e perderam a conta das vezes que se inscreveram. O mais recente deles foi uma das disputas mais acirradas do meio nos últimos tempos: a sede do Instituto Moreira Salles, na avenida Paulista, em São Paulo. Tiveram seu projeto escolhido entre propostas de escritórios atuantes e criativos no cenário nacional. Com essa conquista, Marcelo Morettin e Vinicius Andrade, 42 e 43 anos, atravessam agora amarca das duas décadas de atuação (o que os tira da categoria de jovens arquitetos) à frente de um escritório enxuto, de 12 profssionais (contando com os dois), com a clareza de que é esse o tamanho que querem ter. “A gente montou um time excelente, mas o legal é acompanhar cada trabalho”, diz Vinicius, revelando sua veia didática na prática do dia a dia e também na universidade: ambos dão aula no ateliê de projetos da Escola da Cidade, faculdade paulistana de arquitetura.

Entre seus trabalhos, eles chamam de pequenos projetos – como a exposição itinerante Tropicália (2004) e a série de casas que defnem seu traço limpo, racional e com uso inventivo de tecnologia e de processos industriais – moradiasconstruídas com materiais econômicos e em pouco tempo. Mas juram não guardar preferências. “Gostamos tanto das casas no mato quanto do desafo de conceber um espaço de uso público e ocupação museográfca como o IMS”, diz Vinicius, lembrando que, das necessidades pessoais às institucionais, é a atenção à vontade do cliente que defne o caminho dos projetos. O mesmo vale para intervenções de interesse social, como o Conjunto Habitacional Lidiane, encomenda da Secretaria da Habitação de São Paulo. Pequenos ou grandes, todos os trabalhos eles conduzem da sala alugada no centro da cidade, a poucos metros da sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil (de cuja gestão participam atualmente). Uma das lutas políticas da dupla hoje é justamente conseguir a restauração do velho edifício do IAB, concurso do qual, dessa vez, não poderão participar. “Acho que podemos sobreviver a isso”, brinca Vinicius

Gosto pelo processo

 

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A afeição pelos concursos – algo que a essa altura toma mais tempo do que traz trabalho para o escritório – é um dos pontos que esclarece a união de sucesso entre pessoas com perfs pessoais quase opostos. Circunspecto e muito comedido a cada palavra que diz, é às vezes Marcelo quem completa o raciocínio de Vinicius, dono do humor ligeiro de quem pensa e faz muitas coisas ao mesmo tempo. “O grande lance do trabalho pra gente é o que conseguimos entender e extrair do processo”, analisa Vinicius. “A cara que damos a cada projeto é consequência do que achamos mais legal, que é encontrar a estratégia para atender às necessidades colocadas”, diz o arquiteto. Tanto é verdade que, mesmo tendo sido uma escolha quase unânime para o concurso do Instituto Moreira Salles, o edifício proposto pela dupla (abaixo, à dir.) recebeu um senão importante do júri: a fachada. “E concordamos plenamente! De todas as preocupações, como ocupação,distribuição e, o que é muito importante, a relação com a cidade, a pele do edifício fcou para os cinco minutos fnais. Não era mesmo a melhor escolha.” A preocupação com a coerência do aspecto fnal aparece nos premiados edifícios urbanos residenciais feitos por encomenda para a construtora Idea!Zarvos, como o Aimberê 1749, cujo grande corpo de concreto esconde uma variedade improvável de plantas.

Planos para o futuro

 

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Pais de Maria, Olívia e Aurora (Andrade) e Luiza (Morettin), Vinicius, caçula do cineasta João Batista de Andrade (O Homem Que Virou Suco), e Marcelo, flho de um casal de matemáticos, gostam de se dedicar à família e são bastante comprometidos com a função de educadores. “Tivemos a sorte de aprender com mestres como Paulo Mendes da Rocha e Eduardo de Almeida”, lembra Vinicius (que conheceu o sócio no colégio Vera Cruz, e não na FAU-USP, onde eles contam que mal se falavam). “Mas olho para as gerações que estão chegando, com uma clareza sobre questões difíceis da cidade, e acho que veremos daqui a uns anos, sentados em nossas cadeiras, esse pessoal mudar tudo aquilo que não conseguimos.”

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