Com piscina interna, refúgio leva a ideia de integração

Esta casa leva a ideia de contiguidade ao extremo. Sala, varanda, cozinha e piscina formam um só ambiente em torno do qual os demais se organizam.

Por Por Deborah Apsan e Marianne Wenzel Fotos: Eduardo Pozella Atualizado em 20 dez 2016, 18h24 - Publicado em 19 jan 2011, 13h48

Ela é térrea, branca, discreta. Fica no fim da rua. E, ainda que se mostre pouco, dá para avistá-la de longe, repousando sobre um platô criado na cota mais alta do terreno, acima dos vizinhos, ao lado de uma mata preservada do condomínio. A história desta casa em São Roque, interior de São Paulo, começa em Ubatuba, no litoral, cerca de dez anos atrás. “Foi quando decidimos vender o imóvel de lá para procurar alguma coisa mais próxima da capital”, conta o engenheiro Paulo Lopez. A busca foi longa, porém sem pressa. O pré-requisito, apenas um: que o lote tivesse vista. Paulo e Marcia, sua mulher, queriam uma casa menor. Coube ao filho mais velho, o arquiteto Rodrigo Cervino Lopez, mostrar que os quatro quartos, a sala de TV e a sauna pedidos pelos pais exigiriam mais metros quadrados. Isso, aliado ao desejo por uma construcao terrea e aos ventos que limitariam o uso de uma area de lazer externa, resultou na proposta de reunir tudo sob o mesmo teto. “A cobertura vazada configura o espaco”, conta o arquiteto. Nele, a piscina interna tem um papel fundamental. “Por estar no centro, ela sugere um uso relaxado dos demais ambientes”, explica Rodrigo, que gosta da ideia de confundir espacos internos e externos. Tanto que, quando vai a casa, e o primeiro a abrir todas as portas.

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