A madeira dá o tom em refúgio no litoral baiano

Ela aparece nas taubilhas da cobertura, em venezianas que regulam a luz e a brisa, nas passarelas suspensas entre os ambientes e nas pérgulas das áreas externas.

Por Reportagem: Daniela Hirsch (texto) e Deborah Apsan (visual) Design: Manoel Vitorino Junior Fotos: Victor Affaro Atualizado em 20 dez 2016, 15h16 - Publicado em 6 set 2011, 08h18

Privacidade, integração com a natureza e madeira, muita madeira. Esses foram os pedidos da família ao arquiteto baiano David Bastos, letrado nas maneiras de empregar esse recurso sem resultar numa construção pesada. Nesta casa num condomínio em Trancoso, a estrutura (proveniente de uma área de manejo sustentável no Pará) prevê trechos abertos, como as passarelas que conectam os módulos, ou fechados sutilmente com venezianas corrediças. Destaque do projeto, a cor da alvenaria externa foi escolhida também em função da madeira. “Este vermelho cor de terra combina com os tons naturais dela”, descreve David. Para ter um amplo espaço de lazer e convivência com privacidade, os donos compraram dois lotes vizinhos. Assim, puderam acomodar 225 m² de deck e 142 m² de piscina. O investimento se pagou: o espaço gourmet, bem próximo à sala de jantar e à cozinha, é o ambiente mais utilizado da casa. Mais uma vez, as esquadrias de peroba-mica se encarregam do fechamento da construção. “Quando o jardim estiver mais maduro, as trepadeiras vão cobrir o pergolado e sombrear a área de refeições ao ar livre”, diz o arquiteto. A escolha do cumaru sem tratamento no deck e na pérgula foi intencional. Espécie de estrutura resinosa, essa madeira resiste bem a fungos, insetos e brocas, mesmo sem proteção depois de instalada. “Gosto do resultado de combinar o cumaru com e sem proteção. Os tons ficam completamente diferentes: o natural, mais acinzentado, o protegido, avermelhado.”

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