Casa Created with Sketch.

Pare de querer controlar tudo

Confiar nos outros e deixar que as coisas aconteçam no fluxo natural, ajuda a viver com mais leveza e melhor

controle

 (/)

Pessoas do tipo controladoras têm mania de perfeição e não encaram de maneira prática os imprevistos nem a necessidade de mudança. O resultado disso é viver em constante estresse, ansiedade e frustrada. Segundo a psicoterapeuta comportamental Nancy Erlach Danon, de São Paulo, por não tolerarem a frustração, indivíduos de comportamento perfeccionista e controlador sentem muita dificuldade para se relacionar, tanto na vida íntima como no trabalho. “Quem vive dessa maneira limita a relação, podendo se tornar arrogante, irritado, ansioso e solitário”, afirma.

Um bom treinamento para quem age dessa maneira é tentar validar as opiniões alheias. “A primeira coisa que um obcecado por resultados precisa perceber é que não existe nada e nenhuma circunstância na vida em que ele esteja completamente só e possa administrar tudo”, diz a psicoterapeuta Vera Calvet.

O que fazer para corrigir os outros sem ofender? “Peça permissão para emitir sua opinião e nunca seja taxativa ao mostrar o erro. Proponha uma nova atitude mais construtiva, valorizando o que há de positivo e sugerindo uma mudança de estratégia. Ou seja: em vez de ser incisiva, pergunte.”

O receio de que as coisas saiam erradas muitas vezes nos impede de enxergar que a solução está logo ali. Outro ponto importante é manter o foco no presente, evitando sofrer por antecipação ou projetar problemas que ainda nem existem. “Cultivar o contentamento e a apreciação do que é simples é uma prática extremamente saudável. Assim como certa flexibilidade física é fundamental para a saúde do corpo, a maleabilidade mental é essencial para o bem-estar”, diz Christina Carvalho, estudiosa da filosofia budista que traduziu para o português o livro As Seis Perfeições – Como Atingir o Bem-Estar Supremo, de Geshe Sonam Rinchen (ed. WMF Martins Fontes).

 

Como conviver com pessoas controladoras

Se você convive com alguém assim, sabe que agradar é praticamente impossível. E ainda tem mais: o controlador sempre está atento às menores falhas. “Por mais bem intencionado que seja, ao fazer uma crítica, o indivíduo estará sempre se colocando como mestre e impondo seu ponto de vista a quem não pediu sua opinião”, afirma Vera Calvet.

Se você é o alvo da crítica, duas atitudes podem minimizar seu impacto. A primeira é ter a humildade para ouvir e assimilar o que é válido. A segunda é relativizar o comentário, evitando melindres. “Os mestres budistas ensinam que as críticas são sempre mais valiosas do que os elogios, já que nos alertam para os pontos que precisamos melhorar”, diz Christina

Na opinião da autora, para combater o veneno da exigência perfeccionista, nada como uma boa dose de generosidade e paciência. “É importante cultivar o desapego, não só das coisas materiais mas também das expectativas de retorno. Com sentimentos nobres e sendo pacientes, deixamos de esperar tanto do outro e da vida. Na concepção budista, o limite entre a integridade e a intransigência deve ser traçado à base do bom senso”, diz.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s