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O papel do paisagismo no cenário pós-pandemia

Áreas verdes ganharam ainda mais importância durante o período de isolamento social e isso deve influenciar nos futuros empreendimentos

Quando se fala em paisagismo, é comum pensar que é o mesmo que jardinagem. O cultivo de plantas está envolvido nele, mas o paisagismo vai além e trata-se da a criação, planejamento e gestão de projetos para aproveitar espaços urbanos e não urbanos.

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin (Divulgação/Casa.com.br)

Para Giovana Driessen, especialista em paisagismo e COO da Elephant Skin, a técnica tem papel além do aspecto ecológico, podendo influenciar também no bem estar social e psicológico. “As vegetações proporcionam mais qualidade do ar no meio ambiente e ajudam no equilíbrio do ecossistema tanto da flora quanto da fauna. O desenvolvimento de microclimas mais agradáveis e consequente redução do aquecimento de superfícies no entorno imediato incentivam as pessoas a permanecerem por mais tempo em áreas externas”, explica.

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin (Divulgação/Casa.com.br)

O paisagismo tem aplicação tanto em espaços públicos quanto privados, sendo as principais diferenças a manutenção e espécies de plantas incorporadas. “Geralmente em áreas públicas, o projeto deve levar em consideração espécies que não precisem de cuidados frequentes, que possam crescer naturalmente sem a necessidade de podas constantes e que tenham um sistema de irrigação eficiente. Além disso, é importante ter em mente que algumas plantas podem ser venenosas ou terem espinhos e essas também devem ser evitadas em locais públicos, principalmente próximas a parques ou playgrounds”, afirma a especialista. Giovana também chama atenção para o fato de que os espaço públicos devem dar preferências às espécies nativas, para que elas se acomodem melhor no ambiente.

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin (Divulgação/Casa.com.br)

Além desses cuidados, ela lista outros pontos que devem ser considerados na hora de projetar: análise das condicionantes do terreno como localização, clima, temperatura, relevo, tipo de solo, vegetações existentes no local, as legislações e restrições de construção, a escala das construções no seu entorno para identificar como o novo paisagismo irá se comportar em relação às proporções, as áreas de circulação e áreas de permanência. E, por fim, identificar claramente qual é o uso do espaço e imaginar como as pessoas irão usufruir daquela nova experiência é fundamental para o desenvolvimento de um bom projeto.

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin (Divulgação/Casa.com.br)

Em meio à pandemia, diversos setores têm sofrido com as regras de distanciamento social, o paisagismo, no entanto, não foi negativamente afetado pelo cenário atual. Para Giovana, após a pandemia ele ganhou destaque de forma global. “Por muito tempo, principalmente no Brasil, o paisagismo foi encarado com uma atividade secundária no processo de desenvolvimento de um empreendimento novo”, diz.

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin (Divulgação/Casa.com.br)

“A arquitetura e o projeto de interiores sempre se sobressaíram às áreas externas, mas nos últimos anos, potencializado pelos últimos meses de pandemia, as áreas comuns dos edifícios ganharam mais destaque. O que antes era apenas um ‘jardinzinho’ na entrada dos prédios, hoje os empreendimentos contam com pavimentos inteiros de áreas comuns que são verdadeiros parques suspensos”, afirma.

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin

Imagem em 3D desenvolvida pela Elephant Skin (Divulgação/Casa.com.br)

Pensando no cenário pós-pandemia, Giovana acredita que o paisagismo tem grande papel na busca por melhor qualidade de vida. “Graças a novos métodos de trabalho remoto, as pessoas não precisam mais necessariamente viver próximas ao trabalho, permitindo um novo leque de opções de onde morar.” Ela entende que haverá uma reavaliação de prioridades e finaliza: “As pessoas poderão explorar mais o que as deixam felizes sem abrir mão de seus empregos e consequentemente estarem mais próximas da natureza.”

 

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