O que as unhas revelam sobre sua saúde

A função das unhas é proteger a extremidade dos dedos. Mas podemos ajudá-las a fazer isso com saúde e beleza.

Por Texto: Maria Flor Calil | Fotos: Luciana Cristhovem Atualizado em 20 dez 2016, 22h38 - Publicado em 16 Maio 2013, 20h18

As mãos são nosso cartão de visita. E as unhas têm um papel importante na apresentação. Você as mantém curtas ou longas? Gosta de esmaltes claros ou escuros? Tira ou só afasta a cutícula? Na China antiga, por exemplo, as compridas eram cultuadas como sinônimo de nobreza e os guerreiros, para demonstrar poder e coragem, pintavam-nas de preto antes das batalhas. Códigos de conduta baseados na estética. O aspecto das unhas pode refletir ainda a saúde do organismo ou evidenciar de deficiências nutricionais a distúrbios hormonais (como hipo e hipertireoidismo), uso de alguns medicamentos e males envolvendo rim, pulmão e fígado, por exemplo. Nisso concordam a medicina ocidental e a tradicional chinesa. Segundo Aparecida Enomoto, doutora em medicina tradicional chinesa, fragilidade e nervuras nas unhas significam desequilíbrio (por excesso ou bloqueio) do fluxo de energia ch’i do fígado. “O fígado é um aparador das emoções. Se estamos tristes ou felizes, tudo se reflete nele. E, conjuntamente com a observação da língua e do pulso, é por intermédio das unhas que identificamos distúrbios no órgão”, diz Aparecida.

Uma das causas mais comuns de unhas fracas e quebradiças é a falta de hidratação. A lavagem excessiva das mãos, o uso de produtos de limpeza e esmaltes de má qualidade, por vezes misturados a solventes, contribuem para desidratá-las. Para ter unhas fortes e bonitas, o primeiro passo é garantir a nutrição, com aporte adequado de vitaminas. O segundo é hidratá-las com cremes específicos à venda nas farmácias ou fórmulas indicadas por dermatologistas, que devem ser aplicados quando as unhas não estiverem pintadas. Loções fortalecedoras também ajudam a evitar desidratação.

Longe das micoses

Causadas por fungos, as micoses são mais comuns nas unhas dos pés devido as características locais, como maior umidade e calor desencadeados pelo uso de meias e calçados fechados. O contato com chão úmido contaminado, em vestiários ou bordas de piscina, também pode favorecer seu surgimento. Para evitar o incômodo, atenção aos cuidados de higiene pessoal, do ambiente e de utensílios, principalmente alicates e cortadores de unha, que devem ser bem limpos e nunca compartilhados.

A dermatologista Thais Bello Di Giacomo aconselha: “Quem faz as unhas em salão de beleza deve se certificar de que os instrumentos foram esterilizados para evitar a transmissão de doenças como hepatite e HPV”.

Cutícula: eis a questão 

Essa película funciona como uma vedação ao redor da unha. Removê-la pode abrir caminho para infecções. Por isso a recomendação para que apenas se apare o excesso e empurre a cutícula com delicadeza para não causar deformações na base. Manicure do salão Bardot, Cris Santos observa que o hábito de retirar a cutícula vem diminuindo. As clientes têm pedido que ela dê só uma afastadinha. E indica: “Use cremes para hidratar bem a cutícula e retire a pele que fica levantada. Em pouco tempo, a película tende a crescer menos”.

Mania de salão

Fazer as unhas com frequência não é ruim. Mas o esmalte, embora crie uma barreira física que previne a desidratação, dificulta a penetração das loções hidratantes. Deixá-las ao natural (sem esmalte) por 24 horas é uma boa pedida. “Apesar de ser um tecido morto, a unha perde água e resseca, como acontece com uma bolsa feita de couro, que precisa de cuidados periódicos para manter o viço”, explica Thais Giacomo. Na hora da pintura, nada de misturar o esmalte com solventes ou com outras tonalidades – as famosas misturinhas. Mas vale trocar de tom, um de cada vez. Os vermelhos, laranjas e marrons contêm produtos de base amarela e esses resíduos podem manchar as unhas.Para quem é alérgica, já há no mercado diversas opções de produtos sem DBP, tolueno e formaldeído (substâncias que ajudam o esmalte a manter brilho, consistência e fixação, mas tendem a causar mais irritação). Quanto aos removedores, prefira aqueles sem acetona, outro item que resseca a lâmina ungueal.

Cortando e lixando

Não importa o formato delas – longas e ovaladas ou curtas e quadradas –, Francisco Le Voci, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, lembra que o lixamento deve ser cuidadoso. Não se deve agredir o corpo da unha, apenas usar uma lixa especial para polimento. O corte? Uma boa pista é manter a unha reta e nunca muito rente às laterais. Se encravar, esqueça qualquer tipo de cutucada. Procure um podólogo, que é o profissional com formação técnica para resolver o problema. As unhas agradecem.

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1. Bala de colágeno para fortalecimento, Collagen Candy, Schraiber (R$ 32,80, frasco com 25 unidades).

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2. Óleo secante Mohda, com Argan, hidrata as cutículas ao finalizar a esmaltação (R$ 3).

3. Da coleção Misteriosa Turquia, esmalte sem tolueno ou formaldeído, Colorama (R$ 3).

4. Polpa Hidratante de Castanha da Natura Ekos (R$ 23,80).

5. Gel com vitamina C para restaurar a cutícula, Avon (R$ 6).

6. A fórmula da DNA Italy contém cálcio (R$ 4,50).

7. Base reestruturadora para unhas quebradiças da linha Technology, Risqué (R$ 3,20).

8. Cortador de unha teen, da ProArt (R$ 3,60).

9. Também da ProArt, a lixa dá forma sem agredir (R$ 3,82).

10. Alicate da Mundial (R$ 16,90).

11. Afastador largo e raspador de cutículas dois em um (R$ 6,37), raspador de cutículas (R$ 3,37) e palito de limpeza (R$ 6,13) da ProArt.

12. Cera nutritiva para unhas e cutículas da linha Pink, da Granado (R$ 14,50). 

13. Esmalte sem DBP, tolueno e formaldeído da OPI (R$ 35,90).

14. De longa duração e antialérgico: esmalte Make B., O Boticário (R$ 12,99).

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