O garimpo sustentável da MateriaBrasil

É possível construir e reformar sem agredir o meio ambiente? Desta pergunta, nasceu a MateriaBrasil, espécie de consultoria verde comandada pela advogada Carolina Piccin

Por Reportagem visual Carolina Diniz | Texto Helena Tarozzo | Fotos Zé Gabriel Atualizado em 20 dez 2016, 22h35 - Publicado em 17 abr 2014, 18h54
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No bairro da Vila Madalena, em São Paulo, um simpático sobrado esconde um universo à parte. Ali, uma engajada equipe de arquitetos, designers e engenheiros químicos investiga soluções ecológicas para processos produtivos e obras com menor impacto. O escritório, inteiramente reformado como manda o protocolo, é uma das sedes da MateriaBrasil (a outra fica no Rio de Janeiro), firma que dá consultoria e faz a gestão ambiental de marcas e instituições como o Banco Santander, a Embraer e a Siemens. O bom exemplo começa já do lado de fora. Na fachada, além de portas e janelas de madeira de demolição, vemos um imenso barril de compostagem de resíduos orgânicos e um minhocário, utilizado para gerar húmus e fertilizar a terra das plantas. Internamente, uma das principais vitrines encerra o carro-chefe do grupo, a chamada Materioteca. Nela, amostras de cerca de 400 produtos aparecem lado a lado, expostas na parede: há peças como placas de fibra de coco, couro de bananeira, mantas acústicas de pet reaproveitado e até chapas de tubos de pasta de dente. Para os clientes, entrar em contato com essa diversidade de itenspermite sentir e avaliar melhor as propriedades físicas de cada um, o que facilita a escolha e a adequação das matérias-primas – na maior parte brasileiras – aos diferentes projetos e ambientes. “Sempre me perguntavam quais os acabamentos renováveis indicados para piso e parede, esquadrias e até mesmo marcenaria. Percebi logo o tamanho da demanda diante da falta de conhecimento sobre as possibilidades na área da construção”, conta a advogada Carolina Piccin, há dez anos à frente da empresa. Paulistana querendo mudar o mundo, ela enxerga um futuro mais verde a partir da transformação coletiva. Por isso, investe também em programas educativos. “Do fornecedor ao prestador de serviço, a ideia é falar com todos. Temos a visão de que você, sozinho, não faz grandes mudanças.”

 

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Toras certificadas: com selo FSC, são madeiras fornecidas pela Amata. Há de roxinho a cumaru.

Borracha reutilizada: para o piso, disponível em várias cores. Da Mercur, vai bem em quartos de criança.

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Folha de bananeira: desenvolvida pela Tamoios Tecnologia, funciona para revestimentos em geral.

 

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Pneu no chão: da Aubicon, é um piso reciclado antiderrapante e resistente, ideal para áreas externas.

Palha de seda: produzida pela O Casulo Feliz, é uma opção de visual rústico para cortinas e tapetes.

Madeira mineralizada: a placa ripadada Climatex serve de recheio acústico entre paredes.

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