Conheça os principais castelos do Vale do rio Loire, na França

O Vale do Loire, o maior conjunto arquitetônico da França, espera o visitante com centenas de castelos

Por Liane Alves Atualizado em 20 dez 2016, 18h48 - Publicado em 5 jun 2012, 19h44

A atração pelo universo de contos de fada estimula 4 milhões de pessoas a visitar todos os anos o Vale do rio Loire, a 250 km de Paris. É gente que quer conhecer de perto como vivia a corte de nobres franceses, e os reis, as rainhas, os príncipes e as princesas, que, durante mais de 400 anos, habitaram a região. Conheça alguns pontos turísticos imperdíveis desta viagem:

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Chenonceau, o magnífico

O château de Chernonceau é imponente e cercado de jardins. A ala esquerda, uma elegante galeria sobre uma ponte com arcos, está construída sobre o Rio Cher. Uma visita acompanhada é essencial para entender sua história. Uma pequena empresa, a Loire Valley Tours, organiza excursões por esse pedaço da França. Ampliado por Diane de Poitiers, a amante do rei Henrique 2º, e rodeado por centenas de trepadeiras de rosas e tulipas, o castelo reflete sua arquitetura renascentista nas águas do Rio Cher.

 

Amboise e Clos de Lucès

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Nos mais de 30 mil quilômetros quadrados do Vale do Loire existem cerca de 800 castelos, 134 abertos ao público. A região, que tem o tamanho aproximado do Estado de Alagoas, foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade porque aí residiam nobres e príncipes, para quem era um divertimento construir castelos de verão, de inverno, de caça.

Outro imponente castelo, o de Amboise, também foi ampliado pelo rei François. Lá está o túmulo de Da Vinci, que morreu, aos 67 anos, nessa parte da França. Pouca gente sabe disso, mas Leornardo viveu os últimos anos de sua vida no Clos de Lucè, um castelo cedido pelo rei ao amigo, já alquebrado e quase impossibilitado de desenhar. Francisco 1° chamava Da Vinci carinhosamente de “meu pai”.

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Hoje, o Clos de Lucè é decorado com móveis de época e exibe as maquetes de helicópteros, tanques de guerra e asas-delta projetados por Da Vinci. Nas paredes, vídeos mostram seus inventos em movimento. Nos lindos jardins, podem ser admiradas réplicas de suas telas e invenções, quem sabe saboreando um sorvete de rosas ou violetas comprado na sorveteria local.

 

Blois, Cheverny, Villandry e Chaumont-sur-Loire

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Outro ícone da região é o castelo de Blois, em estilo gótico flamboyant, que usa tijolos alternados com pedras calcáreas. Durante séculos, foi a residência preferida dos reis da França e, posteriormente, dos duques de Blois, d’Orléans e os príncipes exilados abrigados.

Para quem aprecia as artes da marcenaria, o château de Cheverny pode ser uma boa indicação: é o mais ricamente mobiliado de todos no vale. No castelo de Chaumont-sur-Loire acontece o Festival Internacional dos Jardins, de 22 de abril a 26 de outubro, com artistas plásticos expondo em espaços criados por renomados paisagistas do mundo, numa união de paisagismo e arte.

 

Outras dicas

Um dos segredos para aproveitar a visita ao Vale do Loire é escolher não mais do que cinco castelos. E terminar a viagem com o château de Chaumont, o mais especial deles. Entre um castelo e outro, vale conhecer as charmosas cidadezinhas locais, como Tours, e sua bela Place Plumereau, rodeada de casinhas de estilo normando.

O grande fecho para essa viagem de sonhos pode ser passear de barco pelo rio. Jean Leys, da Association Millière Raboton, que congrega os barqueiros do Loire, recebe os visitantes no seu barco, com os espumantes da região e as histórias comoventes sobre o rio, suas árvores e ilhas, castores e pássaros.

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