Conheça as principais técnicas de meditação

Entenda as diferenças entre algumas técnicas de meditação, escolha uma e inicie uma jornada para dentro de si mesma

Por Thays Prado Atualizado em 20 dez 2016, 18h42 - Publicado em 10 Maio 2012, 20h25
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Independentemente da técnica adotada, a meditação traz equilíbrio, paz e também felicidade. Em termos concretos, ficamos mais relaxados e criativos, temos mais clareza mental, fortalecemos nossa memória, ganhamos capacidade de foco, concentração, discernimento e administramos melhor o tempo. Conheça algumas técnicas:

Budismo kadampa – Meditação para uma vida moderna

 

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“Na tradição kadampa, a intenção é transmitir os ensinamentos de Buda de maneira fiel, mas adaptados à confusa vida que as pessoas levam”, explica Gen Kelsang Pelsang, professora residente do Centro Budista Mahabodhi.

 

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Uma das primeiras instruções que os praticantes recebem é em relação ao barulho: não é preciso fazer qualquer barreira para evitá-lo, apenas deixamos que passem. A coluna ereta e a postura relaxada são fundamentais para a prática, que costuma ser breve.

 

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A professora diz que, em caso de sono, não há problema em abrir levemente os olhos ou mesmo abri-los bem e olhar para a luz do Sol ou de um objeto luminoso. “O pior vício da meditação é se acostumar a ficar na postura com a mente distraída.”

Meditação transcendental – Rumo à fonte dos pensamentos

 

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A meditação transcendental (MT) consiste em atingir níveis cada vez mais refinados da mente até chegar à fonte dos pensamentos. Para isso, a ferramenta utilizada é um mantra individual, recebido de um professor após uma cerimônia de iniciação.

 

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O praticante passa por um período de verificação, em que compreendem mais a fundo o que acontece com o organismo e a mente durante a meditação, tiram dúvidas de ordem técnica e trocam experiências com os outros iniciados.

 

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O que conta para obter os resultados da prática é a força de vontade do aluno de fazer duas meditações diárias, de 20 minutos cada – uma pela manhã, ao acordar, e outra no período da tarde, idealmente de 5 a 8 horas após a primeira.

Raja ioga – Doce felicidade no coração

 

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A raja ioga é conhecida como a linha da ioga que trabalha a meditação e tem como base a criação de pensamentos positivos. O propósito é atingir outros níveis de consciência, usando o pensamento como ferramenta para conhecermos não apenas a nossa alma, mas também Deus, a fonte de todas as coisas.

 

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A técnica entende que não podemos começar a meditação silenciando a mente, que está em plena agitação – isso seria o mesmo que frear um carro em alta velocidade. O primeiro passo é desapegar-se de tudo o que está em volta: barulhos, objetos, situações. Depois, é necessário escolher um pensamento positivo em que desejamos focar.

 

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Dessa forma, o fluxo da mente não é interrompido, apenas direcionado. Em seguida, o meditador experimenta o pensamento escolhido e vivencia aquele sentimento. Com o tempo, a ideia é que sejamos preenchidos por uma quietude interior. Em vez de esvaziarmos a mente, a tornamos plena.

Vipassana – Plena atenção aos detalhes

 

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Segundo os ensinamentos de Buda, a meditação é composta por dois aspectos: samatha, que é a tranquilização e a concentração da mente, e vipassana, a habilidade de ver a realidade com clareza.

 

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A meditação é vista como um processo de treinamento que nos ajuda a perceber a tendência da mente de reagir a tudo o que é externo, cobiçando o que considera bom, tendo aversão ao que acha ruim e sem se dar conta de que é justamente isso o que causa sofrimento. Com a prática, a mente começa a se purificar e se torna mais tranquila.

 

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Focar na respiração é primordial, pois oferece um objeto para que a nossa “mente-macaco”, que fica pulando de um lado para o outro, tenha no que se concentrar.

Dança circular sagrada – Integração das diferenças

 

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As Danças Circulares Sagradas, como um conjunto de danças folclóricas, foram apresentadas, pela primeira vez, na comunidade de Findhorn, na Escócia, em meados da década de 70, pelo coreógrafo alemão Bernhard Wosien.

A dinâmica da dança circular é semelhante à de um relacionamento amoroso, em que um vai percebendo como o outro funciona até que possam se acertar.

A roda vai girando, pessoas diferentes passam umas pelas outras, para uma palma, um giro ou um leve movimento de cabeça, e diferentes energias vão se encontrando. E, de tanto se encontrar com cada integrante do círculo, as pessoas acabam se encontrando também consigo mesmas e se dão conta de que, nós, seres humanos, temos mais coisas em comum do que costumamos perceber.

Hare krishna – Espiritualidade com alegria

 

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Chandramuka Swami, representante da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna, no Rio de Janeiro, ensina que não devemos ser apenas meditadores convencionais, que realizam a prática da meditação pela manhã e se esquecem de Krishna, ou seja, Deus, no restante do dia.

Os devotos iniciados têm o hábito de começar a meditar às 5h da manhã e passam até duas horas apenas cantando o Mahamantra (“Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare, Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare”), que entoa os vários nomes de Krishna. São 1 728 vezes em que o mantra é entoado, todas as manhãs.

Mas isso não é o mais importante. Qualquer coisa que se faça, seja o preparo de uma comida, uma ajuda a alguém ou mesmo o pronunciar de uma palavra, deve ser dedicado a Deus.

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