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Como adquirir autoconfiança

Essa força nos para dar sempre um passo a frente. Saiba como se tornar mais confiante e manter-se assim

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“A autoconfiança é uma virtude que foi quase perdida na sociedade voltada para as coisas exteriores”, diagnostica M. J. Ryan, autora de O Poder da Autoconfiança (ed. Sextante). A consultora norte-americana está se referindo à corrida insana pela excelência, marca dos tempos atuais.

Justamente quando mais precisamos dessa força decisiva ela nos escapa, seja porque não fomos estimuladas desde cedo a acreditar em nossos talentos, seja porque pressões vindas de todos os lados, inclusive de nós mesmas, nos dão um xeque-mate. Encaramos o espelho e, no lugar de um ser confiante e dono de si, encontramos apenas um par de olhos intimidados.

“A autoconfiança começa a se constituir na relação entre a mãe e o bebê”, afirma Liane Zink, psicoterapeuta corporal e diretora do Instituto de Análise Bioenergética de São Paulo. Ao longo da infância, esse sentimento vai se consolidando à medida que o amor, o interesse e o zelo pela cria se manifestam no dia a dia.

Quando esse vínculo não é estabelecido, o pequeno cresce sem uma base de sustentação para a formação da sua identidade. “Quem apresenta esse histórico não consegue reconhecer seu próprio valor, acha que tudo o que faz é ruim ou dá errado. Torna-se melancólico e se coloca na posição de vítima”, diz Liane.

A psicóloga e terapeuta familiar Rosana Trindade Rodrigues, de São Paulo, alerta que um dos fatores que minam o desabrochar dessa competência é o excesso de crítica por parte dos pais, obcecados pela ideia de que os filhos precisam atingir a perfeição em tudo o que fazem.

No entanto, o desenvolvimento ou não da autoconfiança também é reflexo da personalidade de cada um. Isso explica, por exemplo, por que filhos criados pelos mesmos pais se tornam adultos com níveis distintos desse sentimento.

No entanto, a insegurança de um filho, não deve ser encarada como um problema insolúvel. “O filho mais frágil e sensível pode fazer escolhas sólidas e cautelosas, desde que tenha o apoio da família”, acredita o psicólogo Zheca Catão, de São Paulo.

A ausência de encorajamento dentro do lar também não é um obstáculo insuperável. “Há casos em que a criança encontra suporte fora de casa, tendo como referência um parente, professor ou vizinho”, enfatiza Rosana.

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Resgate a autoconfiança perdida

 

Temos uma boa notícia: a autoconfiança pode ser recuperada a qualquer momento, desde que a pessoa se disponha a investigar as causas de suas inseguranças.

Os estudiosos da psique garantem que o autoconhecimento através da terapia é um grande impulso para o fortalecimento da autoestima. Quando resgatamos o que existe de bom em nós, descobrimos que ninguém pode apagar nossas conquistas.

Outro caminho é procurar a ajuda de um terapeuta corporal. Esse profissional irá auxiliar o paciente a extravasar suas aflições e reencontrar a fé em si mesmo. “Em primeiro lugar, é preciso estimular a percepção do corpo, por exemplo, fazendo a pessoa reconhecer que tem pernas fortes e que pode confiar nelas”, descreve Liane.

Os altos e baixos da autoconfiança

 

Quem tem autoestima elevada, não está imune aos solavancos da vida. Durante uma crise ou perda emocional ou financeira, qualquer pessoa pode se abalar, mesmo que isso não a desestruture. Isso é humano.

Em outros casos, a autoconfiança transborda, afastando as pessoas ao redor. Ninguém suporta um ser presunçoso e arrogante. “A presunção é um mecanismo de defesa que camufla a deficiência de algum aspecto”, analisa a terapeuta familiar Rosana Trindade.

Andemos, então, no caminho do meio, onde o chão é confiável e nossas pernas suportam as ondulações do trajeto. Para tanto, há que se olhar mais de perto, sobretudo, com mais generosidade e menos exigências.

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