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Artista cria lindas mandalas com flores

Para a artista Kathy Klein, as flores vão muito além do jardim. São capazes de compor uma das mais antigas formas de expressão do homem, as mandalas.

A beleza exteriorizada pelas mandalas ilustradas nesta reportagem é resultado de uma busca. Busca essa que envolve o sentimento mais nobre que um ser humano pode ter: o amor. “Há muito tempo eu procurava por um propósito maior na minha vida, o de levar amor aos outros. Um dia consegui, da forma mais sincera, do fundo do meu coração, pedir a Deus que me ajudasse a encontrar o caminho certo para fazer isso”, conta a artista plástica americana Kathy Klein, autora dessas preciosas mandalas de flores. A resposta veio em suas meditações. “Durante uma semana, as mandalas apareceram em minha mente enquanto eu meditava. No oitavo dia, acordei e olhei para as berinjelas, pimentas e tomates que eu e meu marido, Dan, havíamos plantado. De alguma forma eu quis exaltar as cores desses vegetais. Foi quando surgiu minha primeira danmala.” Criado intuitivamente, esse nome é uma brincadeira feita por Kathy com as letras da palavra mandala. Em sânscrito védico, “dan” significa dar, e “mala”, guirlanda de flores.

Era o ano de 2010 e, desde então, Kathy não conseguiu mais parar de criar mandalas. “Todos os dias eu procuro por folhas e flores. Enquanto eu as construo, é como se estivesse dizendo obrigada a Deus, e, quanto mais eu as faço, mais eu quero oferecê-las a Ele. Hoje a minha mente está em completa paz, e o meu coração, repleto de amor.”

A maneira que Kathy, 48 anos, encontrou para levar amor aos outros e manifestar sua gratidão a Deus – as mandalas, que em sânscrito significam círculos – é uma das formas mais antigas descobertas pelo homem para se expressar. Registros apontam que elas surgiram na Pré-História, quando se desenhava nas pedras das cavernas. Nas mais diversas culturas e religiões, são usadas de formas diferentes, para reverenciar um Deus, para transmitir o que está se passando na mente, ou em terapias meditativas. No livro C.G. Jung: Seu Mito em Nossa Época (Cultrix), a psicoterapeuta Marie-Louise von Franz escreveu: “Buda era representado, no princípio, como uma roda de 12 raios. No Ocidente, Cristo foi com frequência retratado no centro de uma mandala. Jung descobriu o núcleo da psique, o self, também em forma de mandala”.

O que todas elas têm em comum é um ponto central, simbolizando Deus, a partir do qual diferentes desenhos simétricos se desenvolvem e representam a totalidade, ou seja, a conexão de Deus com o todo. E é essa geometria perfeita que acalma a mente e coloca ordem nos pensamentos, como acreditava Jung. “Faça o teste agora. Escolha uma destas mandalas e olhe para ela por alguns minutos. Mas tente olhar com os olhos da alma e você vai se sentir bem próximo de Deus”, ensina Kathy.

Dependendo da época do ano e do lugar onde ela está – seja na Califórnia, no Havaí, no México, seja na pequena fazenda no Arizona onde vive com o marido e os dois filhos, Seffa, 16 anos, e Jacob, 9 –, seu trabalho aproveita a abundância das flores. “No inverno, eu uso folhas secas e outros elementos, como vagens e pinhas. Mas nesta época do ano, que é verão e nossa fazenda está repleta de flores, eu não resisto a criá-las praticamente todos os dias.”

Gerânios, tulipas e orquídeas são alguns da imensa variedade de gêneros usados por ela para fazer suas danmalas, que chegam a ter 1,5 m de diâmetro. Normalmente, entre colher as flores e criar a mandala, Kathy demora de uma a três horas, mas as mais detalhadas exigem até sete horas. “Eu as faço em qualquer lugar, na praia, na floresta, dentro de casa. O importante é não ventar ou chover e eu estar me sentindo plenamente centrada, feliz e serena.”

Após uma meditação, vai retirando do cesto as pétalas, folhas, galhos, frutos e legumes. Observa as cores que combinam, as possibilidades de desenho e, instintivamente, deixa fluir a criação. Depois de confeccionadas, seu marido, Dan, tira fotos e as coloca à disposição no site onde estão à venda em forma de cartões e pôsteres (www.danmala.com). “E, como ela veio da terra, ali ela fica, para que a própria natureza a absorva novamente.”

 

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