Materiais mais modernos substituem tijolo e argamassa na construção

O resultado se revela numa obra mais rápida, limpa e sustentável

Por Texto: Lara Muniz | Reportagem Visual: Deborah Apsan e Lara Muniz Atualizado em 9 set 2021, 13h12 - Publicado em 24 mar 2017, 10h55

Conhecido como CLT, sigla em inglês para cross laminated timber, o laminado de madeira cruzada que fecha os planos verticais desta casa no interior paulista encontra outra tradução: várias camadas de madeira maciça coladas com adesivo estrutural em sentidos alternados e submetidas a alta pressão. “Optar pelo CLT significa apostar em uma obra mais sustentável e eficiente”, explica o arquiteto Sergio Sampaio, responsável por este projeto. Com a estrutura metálica já pronta, a matéria-prima da empresa Crosslam ocupou o lugar das paredes, provando sua versatilidade de uso. O mesmo material se repete ainda nos brises que contornam a morada, garantindo unidade visual.

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Beleza Longeva

A matéria-prima natural pede manutenção com aplicação de stain a cada cinco anos

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As paredes são duplas: externamente, levam painéis de laminado de madeira cruzada, ou CLT, e, por dentro, gesso acartonado. As peças de CLT de 2,70 x 3,50 m e 6 cm de espessura são parafusadas à estrutura metálica com cantoneiras em L (A). Depois de presas à base, há outro ponto de ajuste a meia altura (B) e um terceiro no alto (C). É importante posicionar o CLT de modo que suas fibras fiquem na vertical – para escoar bem a água da chuva – e investir em beirais e rufos metálicos que protejam o topo das chapas contra infiltrações.

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Segundo o arquiteto Sergio Sampaio: “Trabalhar com CLT torna a obra mais rápida, eficiente e ecológica. Levando em conta todos esses aspectos, o material oferece custo bastante competitivo”. Confira mais dicas do profissional:

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1. Força a toda prova

De acordo com a espessura do CLT (são diversas as medidas) e o planejamento do projeto, ele pode assumir vocação estrutural. Aqui, como fechamento, as chapas têm 6 cm de espessura. “Com 10 cm, elas seriam autoportantes”, avalia Sergio.

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2. Montagem rápida

Ao lidar com menos fornecedores, a obra tem mais agilidade do que uma construção de alvenaria convencional. O tempo de cura do concreto e da argamassa, por exemplo, não entra nesse calendário, acelerando o relógio.

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3. Experiência de valor

Além de oferecer ótimo isolamento térmico e acústico, as edificações ficam mais leves no balanço final e poupam as fundações de sobrecarga. Vale ressaltar que a madeira adotada na composição do produto é de reflorestamento.

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4. Acabamento refinado

Por fora, a fachada exibe um belo tom escuro, resultado da aplicação de stain na cor pinhão sobre o CLT. Do lado de dentro, vê-se o drywall finalizado com gesso e pintura: o vão entre os dois painéis abriga as instalações de hidráulica e elétrica.

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