Matriz de estantes compõe fachada luminosa em vilarejo chinês

Biblioteca une tradição e tecnologia para homenagear herança secular da região

Por Giuliana Capello 10 abr 2022, 13h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 11h13
Vista noturna da fachada de biblioteca com fachada luminosa formada por estantes de livros.
 (Sai Zhao/Designboom)
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Vista noturna da fachada de biblioteca com fachada luminosa formada por estantes de livros.
(Sai Zhao/Designboom)

Em Ping Tan, China, a arquitetura tradicional vem cedendo espaço para construções em concreto, em um claro efeito da modernização das cidades. Mas a ideia do laboratório de pesquisa de design Condition_Lab (baseado na Escola de Arquitetura da Universidade Chinesa de Hong Kong – CUHK) para uma nova biblioteca comunitária era diferente.

Fachada luminosa de biblioteca comunitária com painéis de policarbonato translúcidos.
(Sai Zhao/Designboom)

No vilarejo rural, o projeto parte dessa alteração na paisagem arquitetônica para justamente homenagear a herança secular da região, com suas aldeias construídas inteiramente com abeto chinês.

Assim, os arquitetos apresentam a Casa do Livro Pingtan como uma estrutura de madeira que resguarda o DNA arquitetônico local. A intenção é despertar nos moradores um sentimento de maravilhamento pelo seu patrimônio. Ao mesmo tempo, esta obra de arquitetura respeita a história local e avança em busca da modernização.

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Vista ao longe mostra fachada de biblioteca cercada por outras duas construções, às margens de um rio.
(Sai Zhao/Designboom)

Segundo os autores do projeto, a biblioteca se destaca como um patrimônio vivo que poderá conectar e inspirar os visitantes – especialmente as crianças – permitindo que se envolvam diretamente e apreciem sua cultura.

Madeira e policarbonato

Área interna da biblioteca comunitária construída em madeira. Duas crianças brincam perto da fachada em madeira e policarbonato.
(Sai Zhao/Designboom)
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A Casa do Livro Pingtan foi construída inteiramente com madeira da região e, na fachada, painéis de policarbonato – o único material “estranho” à tradição local. Graças à sua transparência, os painéis permitem que a luz do sol penetre durante o dia e ilumine a fachada à noite.

vista do 'miolo' da escada em biblioteca comunitária de madeira, com duas crianças circulando em diferentes pavimentos.
(Sai Zhao/Designboom)

Internamente, a biblioteca toma forma de uma escada de ‘volta infinita’, cercada pela fachada translúcida. Ao longo do percurso ascendente, os visitantes interagem com as estantes e seus livros.

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Colaboração comunitária

Um dos pavimentos da biblioteca em Pingtan, construída em madeira e com a fachada translúcida em painéis de policarbonato.
(Sai Zhao/Designboom)

Desde o início, o Condition_Lab não trabalhou sozinho. Ao contrário, firmou uma estreita colaboração com carpinteiros locais e estudantes de arquitetura da CUHK. Segundo a equipe, os principais atributos do projeto foram: ser local, ser lento e escutar a comunidade.

Desta forma, com a participação da comunidade, os arquitetos conquistaram a confiança dos moradores e do diretor da escola. Isso permitiu a criação de uma narrativa social que também ajudou na busca por apoiadores e patrocinadores do projeto.

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Por fim, a Casa do Livro Pingtan é a segunda biblioteca da equipe projetada e construída na área. A primeira situa-se a dez quilômetros de distância e serve como ‘irmã mais velha’ neste novo grupo de intervenções. Cada projeto revive a tipologia tradicional da casa de madeira ‘galan’, adaptando-a a um design contemporâneo ao reinterpretar elementos como escadas, paredes, janelas e pisos.

*Via Desigboom

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