Escola no Uruguai aproveita ao máximo os recursos naturais

Construção sustentável gera a própria energia

Por Roberta Gonçalves Atualizado em 9 set 2021, 11h26 - Publicado em 19 mar 2018, 17h00

Painéis solares em parte do fechamento, temperatura estável o ano todo e ambientes interligados por um corredor de vidro. Assim se apresenta a escola número 294 de Jaureguiberry, a cerca de 80 km de Montevidéu, no Uruguai.

Projetada pelo arquiteto norte-americano Michael Reynolds, a edificação de 270 m² aproveita o sol para gerar energia, a água da chuva e a terra para o cultivo de hortas orgânicas com banana, maracujá e outras frutas. Tais procedimentos são parte da técnica batizada de Earthship, proposta de arquitetura sustentável criada por Michael nos anos 70. O método inclui ainda a macrorreciclagem, que emprega materiais como pneus, vidros e garrafas para erguer a estrutura.

Com 33 m de comprimento, o corredor com fechamento de vidro dá acesso às salas, deixando a luz natural entrar. À parte cimento e madeira, 60 dos materiais utilizados no edifício são reciclados, como garrafas, latas e papelão. Divulgação/Lorena Presno/Tagma

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A obra em si – coordenada pelo grupo Tagma, organização sem fins lucrativos de jovens uruguaios – foi uma verdadeira Torre de Babel. “Cerca de 100 estudantes de mais de 40 nacionalidades, incluindo brasileiros, colaboraram para concluir tudo em dois meses”, relata Juan Pablo Méndez, responsável pela comunicação do programa Una Escuela Sustentable.

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O espaço conta com três salas de aula, dois banheiros e um prédio anexo com cozinha, refeitório, sala de atividades e sala da direção.

 

Cerca de 2 mil pneus compõem as paredes. Na técnica Earthship, eles são preenchidos com terra e substituem tijolos e blocos de concreto. Divulgação/Lorena Presno/Tagma

 

 

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