Com reforma, casa ganha integração de ponta à ponta

Do sobrado escuro e compartimentado, pouca coisa sobrou. Graças a uma reforma bem pensada, a morada paulistana de 1957 amplia a área de convivência e chega plena e renovada à maturidade.

Por Por Deborah Apsan (visual) e Lara Muniz (texto) | Projeto: HSU Arquitetura Atualizado em 9 set 2021, 14h00 - Publicado em 10 jun 2016, 19h30

Os melhores romances despertam a partir de uma fagulha. Na história de amor entre esta casa paulistana e seu morador, um tímido administrador de empresas, os janelões da fachada acenderam o sentimento. “Manter as esquadrias foi um dos pedidos mais sensíveis que ouvi do proprietário. E não dava para discordar – elas são mesmo marcantes na identidade do imóvel”, avalia o arquiteto Felipe Hsu, responsável pela grande reforma ao longo de oito meses de trabalho.

Recuperar a personalidade da construção, aliás, era a mais importante missão da obra. Depois de várias intervenções anteriores, ela carecia de uma mudança derradeira que unificasse sua linguagem. “Ao repensar o projeto, identificamos um trecho nobre desperdiçado na lateral. Alocar ali um jardim vertical generoso devolveu a vocação social do espaço. E os jantares feitos no ambiente vizinho ganharam uma paisagem e tanto”, brinca Felipe, que contou com a equipe do escritório Oficina2Mais para implementar o paredão verde. Entre as outras alterações que atualizaram a residência, estão o novo ponto da porta de entrada (de frente para um minijardim, com acesso mais fácil à garagem), alguns rasgos em locais estratégicos para iluminar o interior e a revalorização da edícula. Esta última merece detalhamento à parte.

Antes aproveitado apenas como auxiliar da parte de serviços, o volume de 44 m² conquistou amplitude com uma mudança na sua estrutura: a abertura de um vão com pé-direito duplo, convertido em biblioteca. O mezanino acomodou aparelhos de ginástica. “Ter os equipamentos para me exercitar poupa um tempo precioso da rotina. Isso só se tornou possível com a reforma, a qual trouxe uma liberdade ainda maior do que eu esperava”, conta o morador, que cresceu em uma casa ampla, mas se sentia um tanto confinado em meu endereço anterior, um apartamento. “Pude até ter um cachorro, o Asterix, algo inviável antes. A obra concedeu o bônus de permitir a companhia dele”, comemora. No dia das fotos, Asterix acompanhou nossa equipe ao longo do trabalho, tornando o processo mais leve e divertido. Abaixo, confira uma galeria com detalhes da casa e cliques exclusivos do border collie.

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