Casal de arquitetos monta uma floresta tropical no jardim de casa

A arquitetura e o paisagismo desta residência provam que o sucesso de um espaço verde está em parecer que ele nunca foi planejado

Por Por Deborah Apsan (visual) e Lara Muniz (texto) | Projeto por Rodrigo Oliveira Atualizado em 9 set 2021, 13h45 - Publicado em 25 dez 2016, 11h10

Montar um bom jardim exige pensar no futuro, ou seja, na maneira como as mudas estarão depois de adultas. “Com a experiência, a gente aprende a direcionar o olhar. Em alguns casos, é melhor contar com vazios, em outros, basta um ponto de fuga”, observa Rodrigo Oliveira, que há mais de 20 anos se dedica a construir jardins.

O paisagismo da residência de Rodrigo tem uma história única. Ele e a esposa são arquitetos e projetaram a morada sonhando em dar vida a um pedaço de floresta tropical em plena capital paulista. “A casa se volta inteiramente para o jardim. Conseguimos montar uma bela paisagem, que também disfarça as bordas irregulares do terreno e barra indiscrições dos vizinhos”, conta Rodrigo.

No jardim do casal de arquitetos, o tom verde impera entre o concreto e a madeira da construção. No entanto, na época de florada, a paleta muda e o espaço recebe uma pitada de cor (Foto: Cacá Bratke)

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O resultado veio da combinação certa de folhagens e palmeiras, cujos variados tons marcam presença o ano todo. A paleta natural, aliás, enriqueceu a neutra e elegante arquitetura do lugar. O cinza do concreto e o marrom pálido dos acabamentos de madeira reluziram ao lado dos incontáveis matizes esverdeados. Vez ou outra, a cartela cromática se amplia com a chegada das flores.

“Gosto de fazer projetos naturalistas, que causam a impressão de que a mão do homem não passou por lá”, afirma o paisagista. A repetição bem dosada de espécies é um dos recursos para gerar a sensação de espontaneidade. Trazer para perto plantas nativas, capazes de se adaptar plenamente ao clima local, também se revela uma boa decisão. Intercalar folhas finas com outras mais largas, ornar diferentes tons de verde e distribuir a vegetação numa gradação de altura demandam um esforço que tem tudo para ser bem recompensado. “Só com planejamento complexo o resultado pode se dar ao luxo de parecer absolutamente simples”, finaliza.

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