Siga a trilha do jardim

Pedriscos, pedras, cerâmicas e até madeira rústica marcam o passo de quem chega para visitar o jardim.

Por Redação Atualizado em 19 jan 2017, 13h35 - Publicado em 15 nov 2006, 18h07
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Placas irregulares no jardim de vasos Na reforma da casa, os paisagistas André Paoliello e Paula Medeiros transformaram um corredor lateral mal iluminado em uma trilha cercada de verde. O trajeto de 24 m foi dividido em placas de cimento de 1,10 m de comprimento feitas no local. Separadas a cada 10 cm, elas têm larguras variadas, o que confere um visual dinâmico ao conjunto. “As placas foram assentadas sobre o contrapiso original. Completamos o desnível de 8 cm com pedriscos”, diz André. Nos vasos, as plantas dracena-arbórea (1), Cyclantus, ou mapuá (2), e Philodendron cascata (3) sobrevivem bem na sombra. Foto Evelyn Müller

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Pedriscos levam ao pergolado As refeições ao ar livre acontecem sob o pergolado de ipê neste quintal de 6 m². Para chegar a ele, passa-se pelo caminho de 1,20 m de largura coberto de pedriscos n° 3 (referência ao tamanho), da Cristiane Rodrigues Pedras Decorativas. “Eles estão protegidos da terra por uma manta de drenagem de poliéster, que escoa a água. Como queria um visual solto, não usei separador de canteiro para a grama-esmeralda”, diz a paisagista Maringá Pilz, da Maringá e Bárbara Jardins. A trepadeira sete-léguas na parede é sustentada por discretos fios de aço. Foto Evelyn Müller

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Pedras circundam a aroeiraA arquiteta Juliana Overmeer e a decoradora Mariana Kraemer buscavam um revestimento de aparência bruta para o pátio de entrada da casa. “A Mariana se lembrou desta pedra do Rio Grande do Sul, onde cresceu”, conta Juliana. Conhecida como basalto, ou rocha porfírica, ela tem 6 cm de espessura. “Encomendamos da Pasinato para que já chegasse cortada em retalhos à obra”, diz. Assentado sobre um contrapiso, o revestimento recebeu um rejunte aparente de cimento. O banco de peroba tem desenho vazado ao redor da aroeira, plantada num canteiro de grama-esmeralda. Foto Evelyn Müller

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Cerâmica imita o tijolo O engenheiro agrônomo Silvio Moreira Sanchez queria um clima de vila italiana no caminho de entrada da casa. Por isso, optou pela cerâmica com aparência de tijolo (Lepri), formando um desenho circular, contornado por pedriscos que disfarçam o desnível de 5 cm. “A vantagem da cerâmica é não juntar limo, o que facilita a manutenção”, diz Silvio. Uma camada de areia e uma manta de drenagem de poliéster isolam os pedriscos da terra. Um separador de canteiro de PVC de 10 cm de altura mantém o contorno curvo do jardim de fórmio (1) e renda-portuguesa (2). Foto Evelyn Müller

Dica do paisagista: prefira o pedrisco nº 3 para forrar áreas de circulação. “Além de não entrar no sapato, ele tem dimensões que garantem um andar confortável”, diz Silvio.

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Vigas de demoliçãoOs degraus da escada que conduz ao pátio da casa foram definidos com toras de viga lavrada, compradas de casas demolidas. “A altura de 20 cm da viga definiu a dimensão do degrau”, diz a paisagista Laila Fernandes, autora do projeto. A lateral foi revestida de paralelepípedos cortados. Ao lado, uma trepadeira madressilva traz frescor ao jardim. Foto Evelyn Müller

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Mosaico português Combinados com o piso de pedra portuguesa, os canteiros de grama são-carlos compõem um belo visual orgânico. “É um paisagismo feito de poucos elementos, como as bolotas de buxinhos”, diz a paisagista Viviany Dobner. Para limpar o mosaico, Viviany recomenda um xampu próprio com máquinas de água e pressão a cada dois meses.¿ Foto Evelyn Müller

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Fulget Mais conhecido como fulget, o granilite lavado reveste esta calçada. Feito de pedras moídas (mármore ou granito) com cimento, a instalação deste piso granulado requer mão-de-obra especializada. Detergentes neutros e jatos de água se encarregam da limpeza. “Jamais use cloro ou água sanitária”, adverte Jorge Wiszniewiecki, da Casa Franceza. Foto Evelyn Müller

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Cascas de pínusUm tapete de cascas de pínus confere um ar outonal a este jardim, projeto da paisagista Maria da Conceição Dantas, de As Orquídeas Flores, Plantas e Decorações. O rastro sinuoso de pingo-de-ouro, uma espécie de pleno sol, equilibra o excesso de madeira, material que tem longa vida. “Pode levar até seis anos sem trocar”, diz Maria. Foto Evelyn Müller

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Quartzito branco O arquiteto e paisagista Benedito Abbud queria imprimir um clima zen ao jardim. Ladeado por moréias-bicolor, o caminho mescla quartzito branco (rocha de quartzo) e pedriscos no 2. Cortada com bordas arredondadas, a pedra não escorrega nem esquenta muito sob o sol. Projeto executado pela Vila Jardins Paisagismo. Foto Evelyn Müller

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Arenito rosa O passo acompanha a disposição intercalada das placas de 40 x 40 cm de arenito rosa sobre a grama-esmeralda. “Deixei um intervalo de 8 cm entre elas, o que permite um caminhar confortável”, ensina a paisagista Bárbara Uccello, da Maringá e Bárbara Jardins. Seixos graúdos (Giovanni Pedras) ladeiam o caminho. Foto Evelyn Müller

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Corredor convidativoAconchego é a palavra que orientou Michelle Simoncello e Isabel Bueno Netto, da Officina di Casa, tel. (11) 3057-0139, São Paulo, no projeto deste jardim em um corredor lateral. “Queríamos que quem passasse por ele sentisse vontade de curti-lo”, explica Michelle. Como a área recebe apenas três horas de sol por dia, foram utilizadas plantas de meia-sombra, como os agapantos, ou Agapanthus africanus (1), que margeiam o muro, a clusia, ou Clusia rosa (2), a palmeira-fênix, ou Phoenix roebelinii (3), e a pleomele, ou Pleomele variegata (4). As orquídeas chuva-de-ouro, ou Oncidium varicosum (5), e catléia, ou Cattleya sp. (6) garantem as flores. “A manutenção se resume à limpeza das folhas mortas e a borrifar um adubo próprio para orquídeas a cada 15 dias.”

Piso originalA paginação que mistura placas rústicas de cerâmica e seixos fixados com cimento é parte original da casa, construída na década de 1940. “O piso serviu como ponto de partida para o jardim, sugerindo uma atmosfera acolhedora”, lembra a paisagista Michelle Simoncello. Além de preservar uma característica da construção, ao manter o revestimento as profissionais evitaram ter que procurar, para substituí-lo, uma espécie de grama resistente ao pisoteio e que crescesse bem à sombra, o que dificultaria a manutenção. Fotos Célia Mari Weiss.

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Caminho de madeiraProjetar um jardim que desse pouco trabalho foi a maior preocupação do arquiteto Sérgio Campos, tel. (11) 3227-5776, São Paulo, ao reformular este quintal. Por isso, abriu mão de um gramado e cobriu a terra com pedriscos brancos, espalhados sobre uma manta de drenagem. “Eles delimitam a área de cada planta e dificultam o surgimento de ervas daninhas”, explica. O caminho é demarcado por pequenos deques de dormentes, encontrados em O Mercador, tel. (12) 3883-8516, Caraguatatuba, SP. Espécies fáceis de cuidar arrematam o espaço: orquídea-bambu, ou Arundina bambusifolia (1), maria-sem-vergonha, ou Impatiens walleriana (2), plantada em torno de uma jabuticabeira, e alamanda, ou Allamanda cathartica (3).

Flores o ano todoA alamanda, uma trepadeira de flores amarelas nativa do Brasil, é uma ótima opção para quem quer manter o jardim florido ao longo do ano. “Como é adaptada a nosso clima quente, ela precisa de poucos cuidados”, diz o arquiteto, que recomenda aparar a planta ocasionalmente para controlar o crescimento. A espécie se desenvolve melhor em áreas ensolaradas e, enquanto ainda é pequena, precisa ser conduzida com o auxílio de fios ou arames amarrados para se enroscar em treliças e cercas. Foto: André Fortes.

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