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London Festival of Architecture discute cidade no século 21

Veja dez destaques do festival de arquitetura que ocupa toda a cidade, com mais de 200 eventos

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A ideia era aproveitar os ventos fashion da London Collections: Men 2016, semana de moda masculina londrina, que começa nesta sexta, dia 10. Mas a ArDe, nova feira de arquitetura e design, que celebra as intersecções entre arquitetura contemporânea e o design na vida urbana, foi cancelada por falta de patrocínio, segundo o site Dezeen. Porém, parte do conteúdo da ArDe foi incorporado ao London Festival of Architecture, que acontece desde 1 de junho e vai até 30 de junho.

O festival de arquitetura é gigante e ocupa toda a cidade, com mais de 200 eventos, incluindo exposições, palestras e visitas – a pé e de bicicleta – a locais peculiares de Londres. Mas a grande sacada do LFA é colocar na roda temas atuais como a crise de refugiados – que ganhou destaque na Bienal de Arquitetura de Veneza – e a questão da especulação imobiliária, um tema recorrente na capital britânica, uma das mais caras (se não a mais) do mundo para morar. No quesito viver e trabalhar, Londres tem se mostrado ávida por encontrar soluções, sejam de inovação ou regeneração dos espaços públicos e privados.

Transformação

A chegada do novo prefeito de Londres, Sadiq Khan, candidato do Partido Trabalhista e o primeiro muçulmano a comandar uma capital de importância global (“Imagine um filho de imigrantes do Paquistão que cresce em uma grande cidade europeia, em um conjunto habitacional, junto a sete irmãos”, ressalta a reportagem de BBC), também aguça a participação da comunidade e acaloradas discussões sobre questões de moradia e urbanismo.

Para Paul Karakusevic, sócio da firma de arquitetura Karakusevic Carson Architects, que participa do festival, “o evento se coloca no coração do diálogo arquitetônico e tem como ponto de intersecção com a população da cidade uma série de debates e projetos que celebram a nova noção de ‘comunidade’ – que é a principal revolução do século 21”. Como exemplos práticos desta revolução, podemos citar desde os guerrilla gardneres (jardinagem urbana como ativismo verde) aos modos de co-working e co-living (sim, também está na moda dividir moradia).

A diretora do festival, Patricia Brown, acredita que “muito das características e da personalidade de Londres advém do seu sucesso em ser uma metrópole multicultural e inclusiva, valorizando o mosaico de gentes e origens de seus habitantes. Por isso, o conceito de comunidade está em constante transformação. Enquanto Londres continua crescendo, é importante não perder o foco do quanto estas diferenças contribuem para o crossover cultural e urbanístico da cidade”. E, com um mês inteiro dedicado à arquitetura, vale provocar esse desejo de ser diferente e incentivar o orgulho cívico que isso traz.

Selecionamos a seguir aqui dez destaques do London Festival of Architecture:

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