Como combinar tons em um ambiente colorido?

Aprenda com a arquitetura Adriana Yazbek os truques que fazem o caleidoscópio da sala que estampa a capa de MINHA CASA dar certo

Por Reportagem Visual Mario Mantovanni | Texto Carine Savietto | Fotos Luis Gomes Atualizado em 20 dez 2016, 18h26 - Publicado em 27 Maio 2013, 19h18

Muita gente aposta em ambientações clarinhas por medo de errar a mão ao tentar uma paleta mais arrojada. Pudera: é comum ver coloridos que não ornam ou que acabam cansando rápido demais. Qual a dica dos profissionais? “Quase sempre combinamos os tons intuitivamente”, afirma a arquiteta Adriana Yazbek. “Entretanto, se você analisar com cuidado uma escolha que foi intuitiva, poderá extrair lições para outros momentos.”

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Base intensa sim, berrante não!

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– O pano de fundo compõe-se de azul e vermelho. Mas atente para o truque que impediu essa dupla de ficar enjoativa: quanto maior a área, mais queimada é a nuance utilizada. Por esse motivo, as tonalidades das divisórias são mais fechadas que as presentes no tapete e no pufe. Sofá e cadeiras, por sua vez, exibem matizes ainda mais abertos.

– A única estampa da sala aparece no papel de parede, um tom sobre tom de azuis. “Uma padronagem menos discreta desequilibraria o conjunto”, opina Adriana.

 

Uma pitada alegre aqui, outra ali

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– Em elementos menores, surgem as cores mais vibrantes. Elas pontuam todo o ambiente e são a perfeita tradução de seu estado de espírito.

– Bem-vindas, as repetições colaboram para um efeito harmônico: o amarelo vivo, que traz um toque ensolarado, comparece na cortina, no banquinho e na cerâmica do jogo de jantar; o verde, em variações clara e escura, se mostra em almofadas e no painel da TV; o laranja destaca o lustre e as portas dos módulos do rack. Um pouco de pink e de roxo também anima a cena.

– “É mais difícil chegar a uma bela mescla de texturas que de tonalidades”, alerta a arquiteta, que privilegiou itens têxteis macios e felpudos a fim de aquecer a área. “Mas essa configura apenas uma entre as infinitas linguagens possíveis. A dica é refletir sobre o aspecto tátil dos objetos, quase sempre ignorado.”

 

Matérias-primas opostas e complementares

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– Não deixe de agregar ao mix componentes neutros, afinal, é neles que os olhos encontram repouso.

– O concreto do banco e dos módulos aponta para um visual urbano e sofisticado, enquanto o tom de madeira natural da mesa e do piso sugere um clima mais rústico e caloroso. Justamente por serem tão distintos, esses materiais costumam render um resultado equilibrado.

– Móveis e acessórios brancos destoariam, pois gritam demais sobre um fundo colorido.

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