Tijolinho à viiista!
Por Helene Zaro Koller
Em vez do famoso terra à vista!, o grito aqui é tijolinho à vista!. Brincadeiras à parte, esse material conquista admiradores na cidade, na praia e no campo. O tijolo aparente confere um ar rústico às moradas que o levam na fachada e garante um bom conforto térmico e acústico. Compilamos 23 fachadas de casas revestidas com esse material para ajudá-lo na definição de seu projeto. Agora, se você ainda não escolheu o tipo de revestimento que vai usar nas paredes, aproveite a seleção de 53 materiais, entre pedra, vidro e resina, madeira, papel e tecido, metal e cerâmica.
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Erguida num terreno inclinado em Vinhedo, no interior paulista, esta casa de 214 m² respeitou a topografia e privilegiou a ecologia. A construção utiliza tijolo aparente de solo-cimento, material prensado em máquinas hidráulicas que dispensa queima e agride menos o ambiente. Nas janelas e nas portas de vidro abundantes para deixar a luz entrar foram usados caixilhos de cedro-rosa e angelim envernizado. Projeto de Mirian Ehrenberger.
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Este chalé de 107 m², em Campos do Jordão, SP, conta com uma rigorosa seleção de materiais: tijolos aparentes na fachada e estrutura de eucalipto rústico e telhas de barro. O refúgio parece ter dois andares, mas o piso superior abriga apenas a caixa dágua. Projeto de Olivier Perroy e Lena Cintra.
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Tijolo aparente na fachada esse era o desejo dos proprietários. Assim, o autor do projeto de 383 m² buscou inspiração na obra do arquiteto finlandês Alvar Aalto (1898-1976), que executou trabalhos surpreendentes com o material em meados do século 20. Com essa referência, aqui o resultado explicita a versatilidade dos blocos, usados como estrutura e acabamento. Algo fácil de visualizar com a pista deixada pelo profissional: onde a armação é de concreto, o tijolo aparece de pé, como revestimento; quando forma paredes de verdade, está assentado na horizontal. Projeto de Gilberto Belleza.
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A estrutura desta casa de 767 m², localizada num condomínio em São Paulo, é limpa: sem telhados, com linhas puras, vãos generosos e varanda elevada. Ela se destaca, entretanto, pela harmoniosa mistura de materiais. Ao lado dos tijolos de demolição, que conferem um ar rústico à construção, estão elementos como madeira, pedra, alumínio, vidro e ferro oxidado. Repare como os brises de aço são realçados pela parede de tijolos. Projeto de Gianfranco Vannucchi.
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Construída no alto da serra da Mantiqueira, MG, esta casa de 573 m² mantém a mesma linguagem da natureza. Com estrutura mista de concreto e madeira, exibe materiais em estado bruto, sem acabamentos. Muros de pedra estão na base e nos peitoris. As paredes são de tijolos aparentes, e o piso, de ardósia. Projeto de Marcos Acayaba.
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As vigas aparentes apenas enfeitam a superfície de tijolinhos vermelhos, que são a grande estrela da fachada desta casa urbana. Para não sair da combinação, as janelas, de jatobá envernizado, são do mesmo tom das paredes. Projeto de João Carlos Della Manna.
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Toda coberta de branco, a fachada do sobrado fica homogênea e realça sutilmente a textura dos tijolos. Janelas, molduras e grades tornam-se parte de um mesmo conjunto uniforme. A solução é possível com uma técnica simples: os tijolos receberam um tipo de pátina conseguido com a aplicação de cal, lixa e escova de aço. Para proteger contra a umidade, foi aplicada uma camada de silicone. Projeto de Patrícia G.
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Construída com madeira extraída de áreas de manejo florestal, esta moradia de 370 m² em Campos do Jordão, SP, tem seus espaços distribuídos como nos antigos casarões de fazenda, onde o ponto central era a sala. Tijolinhos à vista fecham a estrutura de pilares de maçaranduba maciça e vigas lavradas a machado. A posição das esquadrias foi determinada pela armação de madeira e pela insolação. Projeto de Augusto França.
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O elemento mais forte aqui são os tijolinhos mesclados. Alguns são mais avermelhados, outros têm um tom mais claro. Somados à textura amarela das paredes e às janelas de freijó, os tijolos imprimem um aspecto natural e uma coloração quente à moradia paulistana. A bay-window diante da floreira enche a casa de luz. Projeto de Tina Escaleira.
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Este recanto de 311 m² no interior de São Paulo deve sua simplicidade e solidez aos materiais de demolição que emprega. Tijolos com tamanhos variados compõem a fachada rústica, que exibe também janelas de madeira aplainada. Os tijolos foram assentados com saibro, uma mistura de argila e areia grossa que confere um acabamento mais tosco. A peroba do piso e dos guarda-corpos também veio de uma demolição diretamente para a obra. Projeto de Renato Marques, com a colaboração de Mônica Groper Morbin.
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Concebida como um galpão, esta casa de 160 m² tem um ar de chalé. Isso se deve à cobertura inclinada e à pequena janela encaixada nas telhas de concreto, que lembra uma mansarda. As paredes de tijolos são ligadas por uma estrutura de perfis metálicos de aço. Assimétrica e irregular, a construção ganha ainda mais realce com a parede de blocos de vidro e os tirantes metálicos, pintados de amarelo, que travam a estrutura. Projeto de Luiz Renato Pereira Rosa.
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A construção rústica de 580 m², no litoral sul da Bahia, faz uso de materiais da região. Paredes de tijolos artesanais e alvenaria revestida com textura tornam as fachadas delicadas. Os pilares da varanda e as vigas que sustentam a cobertura são feitos de toras arredondadas artesanalmente. Projeto de Margarida Copony.
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Nesta arejada casa de 258 m² no litoral pernambucano, nada bloqueia a visão do oceano, nem mesmo a geométrica fachada, feita de tijolos maciços. O proeminente bloco branco abriga a cozinha. Nesta face da moradia, as janelas são do tipo óculos circulares e com vidro basculante, feitas para a passagem de luz e da ventilação. Projeto de Lúcia Helena de Andrade Lima e Eduardo Almeida.
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Bay-windows, chaminés, mansardas e vigas de muiracatiara no acabamento do telhado dão graça à fachada desta casa de 723 m² em Campos do Jordão, SP. As paredes de alvenaria foram revestidas externamente de tijolinho aparente rústico de diversos tons, o que confere um efeito salpicado às paredes. Projeto de Umberto Ladeira.
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Para projetar esta casa de 152 m² no interior de São Paulo sem abrir mão da beleza e do conforto, buscaram-se soluções que barateassem a obra. De segunda linha, os tijolos aparentes da fachada vieram de uma olaria próxima. As próprias paredes de tijolos sustentam a cobertura, dispensando ferros e concreto. Projeto de Marcelo Dombrady e Isaura Lopes/Filarte Arquitetura e Marcenaria, com a colaboração de Roberta Martinez.
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Ao remover o reboco durante a reforma desta casa, uma bela surpresa: os tijolos eram maciços e bonitos. Uma vez raspada sua cobertura e refeito o rejunte, eles puderam ficar à vista. As molduras de cimento em volta das janelas são pingadeiras, que, além de enfeitar, evitam que a água da chuva empoce e estrague as esquadrias, compradas de demolição. Projeto de reforma de Sandra Sayeg Tranchesi.
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Inspirado no estilo normando, este chalé de 240 m², na região serrana do Rio de Janeiro, concretizou o sonho do proprietário de ter um refúgio espaçoso e confortável, com um toque europeu. A fachada é marcada pelo tom de terra dos tijolos aparentes. A bay-window, outro destaque desta face da casa, garante mais iluminação na sala. Projeto de Guilherme Goldenstein.
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A simetria, o equilíbrio e as colunas desta mansão de 560 m², no interior de São Paulo, revelam o desejo de seus moradores de viver em meio à perfeição de um cenário neoclássico. Na fachada, colunas sustentam o pórtico de entrada. Pintado de branco, ele realça as paredes de tijolo aparente. Projeto de William Gorham.
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Os tijolos à vista dão um ar despojado a esta casa de fim de semana de 720 m², no interior paulista. A sofisticação é discreta, revelada sobretudo na qualidade dos materiais (toda a caixilharia é de freijó) e no cuidado com os acabamentos. Projeto de Eneida Mendes, da EF Arquitetura.
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Com piscina e jardins espalhados no terreno de 3 mil m², a casa de 352 m² perto da capital paulista se funde à paisagem e aproveita as pedras do lote. O projeto modular determinou os três volumes da fachada, coberta de tijolos aparentes. Projeto de Bela Gebara.
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Para despistar olhares alheios, esta casa urbana de 332 m² exibe uma fachada discreta, com o uso de concreto e tijolo aparente. A construção superou o declive de 6 m ao ser projetada em três pavimentos, que abrigam salas, cozinha, três suítes e um escritório-ateliê. Projeto de José Guilherme Whitaker.
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A construção de 375 m² em Campos do Jordão, SP, foi distribuída em platôs, recurso que separou em módulos as alas social e íntima. O destaque da fachada é a combinação aparente de estrutura de pequiá e tijolos de barro, impermeabilizados com resina de silicone. Para equilibrar o orçamento, a arquiteta economizou padronizando materiais: fez uso de muita madeira e tijolo, assim pôde comprá-los em lote. Projeto de Michaela Striker.
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A fachada desta casa urbana de 80 m² conquista pela combinação charmosa de vidro, madeira e tijolos. Esses últimos foram clareados com uma nata de cimento, cal e areia, aplicada com espátula. Em seguida, retirou-se o excesso com esponja. Projeto de Carlos Verna.
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