Reforme a edícula ou construa um bangalô

Para conseguir mais espaço em casa, a solução pode estar nos fundos do terreno 

Daniela Lapetina Ilustrações: Galleria 403

Selecionamos duas soluções especiais para você conquistar mais espaço em sua casa: transformar a edícula num espaço multiúso ou construir um bangalô para relaxar. Basta olhar para o fundo do terreno e estudar o seu caso. Se preferir, outras opções são montar um belo jardim ou investir em uma confortável área de lazer.

Edícula vira espaço multiúso

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Um título para uma foto sem titulo

Antes mal aproveitada, esta edícula térrea ganhou múltiplas funções depois da reforma proposta pelo escritório de arquitetura Contrera e Biarari, de Santo André, SP. Com a mudança, a construção conquistou um segundo piso e teve sua metragem ampliada de 13 para 37 m². "Para suportar o peso extra sobre a laje, a estrutura foi reforçada com quatro novos pilares de concreto colocados nas extremidades da edícula", diz o arquiteto Marcos Biarari. Uma escada caracol dá acesso ao piso de cima. Feita de ferro, ela requer alguns cuidados: "Deve receber pintura epóxi, que oferece resistência e durabilidade, e manutenção sempre que apresentar desgastes", orienta o arquiteto.

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Ideal para quem tem criança pequena, o deque que desliza sobre roldanas cobr...
Ideal para quem tem criança pequena, o deque que desliza sobre roldanas cobre a piscina e garante segurança e tranquilidade. Ao longo de um dos trilhos, instalou-se uma grelha para absorver o excesso de água. Alimentada pela água da piscina, com a qual se comunica, a cortina de água pode funcionar movida por uma pequena bomba de máquina de lava-roupas ou ser incluída no sistema de filtros da casa de máquinas.

Um bangalô para relaxar

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Um título para uma foto sem titulo

Localizado nos fundos do terreno, este bangalô está apoiado sobre uma base de alvenaria de 36 cm de altura e 20 cm recuada em relação o piso, um deque de cumaru. A estrutura emprega eucalipto tratado em autoclave. "Esse tratamento protege a madeira de ataques de fungos e cupins por dez anos", revelam os arquitetos paisagistas Luiz Felipe e Luiz Gustavo, do escritório Folha Paisagismo, de São Paulo. Um trecho da cobertura foi fechado com placas de vidro, fixadas em perfis de alumínio sobre o pergolado. A inclinação para trás garante o escoamento da água da chuva. Na outra metade, os arquitetos utilizaram piaçava (veja o detalhe). Espécies tropicais de folhas largas dão privacidade ao bangalô.

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Só os fundos são fechados com vidro. De resto, janelas pivotantes com moldu...
Só os fundos são fechados com vidro. De resto, janelas pivotantes com moldura de madeira simples podem configurar o espaço de várias formas, integrando ou separando os dois ambientes do bangalô e possibilitando diferentes usos. Entre a casa e o pergolado, o piso recebeu placas de concreto revestidas de fulgê.

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Mais alto, o telhado de piaçava tem aberturas em suas quatro águas para fac...
Mais alto, o telhado de piaçava tem aberturas em suas quatro águas para facilitar a saída do ar quente. Resistente, a fibra é trançada em ripas de madeira, presas a caibros a cada 15 ou 20 cm (calcule 8 m de piaçava para cada metro quadrado de cobertura). Segundo os arquitetos, a única manutenção se dá em função de ventos fortes: “Caso a cobertura fique despenteada, ajeite-a novamente para evitar vazamentos”, esclarece Luiz Gustavo, fã do material.

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