De olho nas fissuras

Descubra porque elas aparecem e como eliminar esse problema.

Raphaela de Campos Mello Fotos: divulgação

Trinca e rachadura são os nomes mais populares. Mas os engenheiros insistem que o correto é chamar de fissura aquela “cicatriz” que eventualmente brota em nossas casas. Quando deparar com uma, saiba que você está diante de um sinal de alerta. A marca pode ser superficial e, portanto, inofensiva – quando atinge a massa corrida ou a pintura. Ou então perigosa, chegando a comprometer a estabilidade da construção – quando afeta a alvenaria e, sobretudo, elementos estruturais: pilar, viga ou laje. Somente um perito é capaz de determinar as causas e apontar as soluções. A vistoria deve ser minuciosa, já que uma série de motivos pode originar o problema. Confira a seguir os mais comuns:

 

Mapeamento da casa:

a posição da fissura e o lugar onde ela aparece ajudam a indicar as causas e a gravidade do problema.

 

Mudança brusca de temperatura:

os materiais aumentam e diminuem de tamanho em função da variação da temperatura. As lajes de cobertura sem proteção térmica são as principais vítimas. “Ao dilatar, a laje empurra as paredes onde está apoiada. Esse movimento gera fissuras entre a parede e o teto”, afirma Ubiraci Espinelli. O isolamento térmico pode ser obtido com a instalação de uma manta, com a aplicação de argila expandida ou com a construção de um telhado com “colchão de ar” – canal de ar circulante – entre as telhas e o forro.

 

Variação hidroscópica:

superfícies expostas a períodos secos e úmidos também são alvo, já que estão em constante retração e dilatação. Um parapeito mais comprido ou uma moldura ao redor da janela resolvem a questão.

 

Proximidade entre dois materiais distintos:

por apresentarem coeficientes de dilatação diferentes, dois materiais podem se separar quando ligados. Um bom exemplo é a parede de alvenaria encostada numa de concreto. Conforme varia a temperatura, cada uma reage à sua maneira, gerando fissuras que poderiam ser evitadas se existisse uma junta de dilatação.

 

Execução malfeita de reboco:

se o pedreiro usa menos material do que deveria, atenção. “Ele está propiciando o aparecimento de fissuras”, avisa o engenheiro paulista Newton Montini Jr. Já a desempenadeira só deve entrar em ação quando a massa atingir o “ponto em aberto” – quando ainda está úmida, mas não encharcada.

 

Sobrecarga:

quando o peso da construção é superior à resistência de suas bases, os componentes estruturais dão sinal de alerta. Os pontos onde a madeira do telhado se apoia na alvenaria denunciam o excesso de peso e costumam acumular fissuras.

 

Recalque na fundação:

Se a base da construção for mal dimensionada, pode afundar na terra”, afirma Newton. A sondagem do solo, aliada à atuação de um engenheiro especializado em fundações, é fundamental para fugir desse tipo de erro.

 

Atenção aos erros do projeto

A trepidação da rua provocada pela passagem de veículos, uma reforma no vizinho, uma nova construção surgindo nas imediações, um prédio que começa a ser habitado e recebe o peso dos moradores e de sua mobília. Nenhuma dessas situações representa uma justificativa legítima para o surgimento de fissuras. Quando um engenheiro projeta uma edificação, estuda o solo, a vizinhança, leva em conta a possibilidade de haver obras nas proximidades, respeita o intervalo de tempo (um mês) entre a confecção da estrutura e a feitura das paredes, enfim, cerca o projeto de cuidados preventivos. Portanto, fique atento se você recebeu um imóvel novo que começa a trincar. Para saber se a construtora tem responsabilidade – e, se for o caso, acioná-la na Justiça –, recorra à avaliação de um perito.

A dica é observar

Uma vez detectadas, as fissuras demandam observação. Antes de fazer testes no local, o especialista precisa ser abastecido com o maior número de detalhes, a chamada anamnese. Portanto, esteja preparado para responder às seguintes perguntas: quando a fissura surgiu? Na época, algo aconteceu na residência ou na vizinhança? Qual é o tamanho? Ela está aumentando ou está estabilizada? Abre e fecha periodicamente? Para checar o comportamento do “machucado”, você pode cobrir o trecho com uma fita adesiva. Se ela descolar, é porque a fissura aumentou. Ou então pode medi-la de tempos em tempos com régua. A próxima providência é contratar uma vistoria.

Produtos que resolvem e previnem

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Com formulação acrílica elástica (300% de elasticidade), a tinta Sol & Ch...
Com formulação acrílica elástica (300% de elasticidade), a tinta Sol & Chuva, da Tintas Coral, cria uma película impermeável flexível que acompanha a dilatação e a retração de paredes de alvenaria e de concreto, prevenindo o aparecimento de fissuras. R$ 199 a lata de 18 litros.

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Nas versões fosco (400% de elasticidade) e semibrilho (800% de elasticidade), a tinta Frentes & Fachadas, da Tintas Renner, previne e também cobre fissuras de até 2,5 mm em lajes e em paredes externas e internas. R$ 300 (semibrilho 18 litros).

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O Selatrinca, da Suvinil, é uma resina acrílica elástica – parecida com uma goma – própria para preencher fissuras de 2 a 5 mm em alvenaria. Depois, pede massa e tinta. A bisnaga de 310 ml sai por R$ 15.

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Fechatrinca, da Vedacit. Massa acrílica indicada para vedar fissuras de até 5 mm de abertura, em paredes de concreto ou de alvenaria, internas e externas. Espere 24 horas, lixe e aplique a tinta. A bisnaga de 550 g vale R$ 6,19.

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O selante Monopol Acrílico, da Viapol, corrige fissuras entre 8 e 20 mm que atingem o reboco. Após a aplicação, passe tinta. R$ 12,06 o cartucho de 420 g.

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A fita Veda Trinca Scotch antimofo cobre fissuras de até 1 mm em paredes de ...
A fita Veda Trinca Scotch antimofo cobre fissuras de até 1 mm em paredes de alvenaria e de gesso acartonado, forros de massa corrida e de gesso. Sobre ela, passa-se massa corrida. Da 3M, R$ 11,60 (50 mm x 10 m).

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À base de resina acrílica, o SW Restauração Complemento Acrílico Flexível, da Sherwin-Williams, foi feito para ser aplicado sobre o selatrinca da marca. A lata de 18 litros vale R$ 125.

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