Casa de madeira em Búzios é o refúgio de férias de família parisiense

O azul da enseada e o verde da mata se agigantam diante desta casa em Búzios, destino certo de uma família parisiense para curtir a natureza

Reportagem Simone Raitzik (visual e texto) | Design Manoel Vitorino Jr. | Fotos André Nazareth | Ilustrações Fabio Flaks

O azul da enseada e o verde da mata se agigantam diante desta casa em Búzios, destino certo de uma família parisiense para curtir a natureza. Ela comparece através dos painéis de vidro, maximizados pelo desenho da cobertura.

André Nazareth

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<p> O azul da enseada e o verde da mata se agigantam diante desta casa em Búzios, destino certo de uma família parisiense para curtir a natureza. Ela comparece através dos painéis de vidro, maximizados pelo desenho da cobertura. Projeto da arquiteta Irina Bruscky.</p>
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A arquiteta pernambucana Irina Bruscky passou todas as férias de sua infância no balneário fluminense de Arraial do Cabo. Com as duas irmãs, se esbaldava descendo as dunas de areia branca e mergulhando no mar azul-turquesa. O tempo passou, as meninas cresceram, cada uma seguiu um rumo e Irina, após se formar em arquitetura, foi morar na França, onde casou e se estabeleceu. Os milhares de quilômetros de distância não esmaeceram suas lembranças das praias e dos momentos de puro prazer que viveu lá. “Sonhava com um pouso ali, o meu lar no Brasil”, conta ela, que hoje vive com os dois filhos em Paris. A oportunidade apareceu quando, numa temporada em Búzios, visitou um terreno à venda no alto da montanha. “Era um visual incrível e o preço estava ótimo. Fechei o negócio na hora”, lembra. Sem perder tempo, começou a projetar uma casa com a arquitetura em que acredita: integrada e respeitosa com o entorno. “A ideia era causar o mínimo de impacto, mantendo o declive e a vegetação nativa. E, acima de tudo, tomar partido da vista de quase 360 graus”, conta.

Mesmo morando em Paris, Irina não economizou visitas à obra a cada três ou quatro meses. “Eu sabia que a casa destoava dos padrões da região, então fiquei de olho na execução”, revela. Desde o princípio, fez questão de deixar claro para os envolvidos que o método construtivo seria o mais sustentável possível. “Me preocupei em posicionar a construção no terreno para garantir conforto térmico, ventilação cruzada e farta iluminação natural. Além disso, usei apenas madeira de manejo florestal e investi em coletores solares”, conta ela. O sistema pré-fabricado da Ita Construtora, com pilares e vigas de madeira maciça certificada, deu origem a uma estrutura montada numa semana. Mas a finalização tomou mais um ano de trabalho e detalhamento constante para orientar a mão de obra, ainda que os acabamentos escolhidos tenham sido simples. “Praticamente só usei cimento, madeira, pedra e vidro. As paredes foram caiadas de branco”, diz Irina, que mal tocou na vegetação nativa do terreno. “Há aqui um diálogo permanente com o céu, o mar e a mata. Como a casa de praia dos meus sonhos”, define.

 

Ode ao retângulo

Fincada em sapatas de concreto no solo argiloso (bastante estável), a casa ocupa uma faixa longitudinal do terreno em declive. Entra-se pelo alto, na área social, e os quartos se distribuem pelos dois andares abaixo. Atendendo à lei da cidade, os três níveis não se sobrepõem completamente: o de baixo está sempre recuado em relação ao de cima. “Optei pelo padrão retangular, em módulos, por ser mais econômico na execução”, revela a arquiteta.

Fabio Flaks

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