Aproveite as vantagens de construir com aço

Arquitetos contam aqui as vantagens de optar por esse sistema, que pode render belas construções, com custo viável e tempo reduzido

Da redação

Arquitetos contam aqui as vantagens de optar por esse sistema, que pode render belas construções, com custo viável e tempo reduzido

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Devido ao terreno íngreme, o arquiteto escocês George Mills investiu num si...
Devido ao terreno íngreme, o arquiteto escocês George Mills investiu num sistema de construção simples. As peças de aço foram encaixadas em 15 dias para erguer a estrutura da casa de 468m², em São Paulo. As paredes são de blocos de concreto celular. O cálculo estrutural é de Gilmas Glioti.

Aço aparente quase sempre é associado à arquitetura contemporânea. "Apesar de muitas vezes denotar traços da modernidade, na Inglaterra, por exemplo, o sistema existe há cerca de 200 anos", afirma o engenheiro João Alfredo Pitta, professor da Faculdade de Engenharia e Arquitetura da Universidade Federal de São Carlos (UFscar), no interior de São Paulo. No Brasil, os primeiros exemplares surgiram nas duas últimas décadas do século 19. Mas, até hoje, a estrutura metálica está envolvida em uma série de mitos.

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Aqui, o aço não se limita apenas à estrutura. As paredes desta casa de 650...
Aqui, o aço não se limita apenas à estrutura. As paredes desta casa de 650m, na Grande São Paulo, são de placas de aço galvanizadas e tijolos de barro. Da Neohaus, esse método construtivo chama-se Metal Frame. Projeto do arquiteto Pepe Asbun (1943-1992) e engenharia calculista da Kelly Pittelko.

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Os perfis de aço (Açominas) desta casa de 320m² em Nova Lima, MG, têm pro...
Os perfis de aço (Açominas) desta casa de 320m² em Nova Lima, MG, têm proteção de anticorrosivos e pintura automotiva. Montou-se a estrutura metálica em 40 dias (erguida sem pressa por decisão do morador) e a obra ficou pronta em 18 meses. Nas paredes, o arquiteto mineiro João Diniz mesclou vidro, tijolo cerâmico, reboco e pintura. Engenheiro calculista: Sebastião Mendes.

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A arquiteta paulista Claudia Haguiara elegeu o aço para construir este sobra...
A arquiteta paulista Claudia Haguiara elegeu o aço para construir este sobrado de 350m², em São Paulo. "A estrutura metálica foi feuita num mês. Já na obra, ficou de pé em 15 dias". As paredes internas são de blocos cerâmicos. As externas, de bloco de concreto celular (Siporex). Arquiteto calculista: Pedro Telecki.

É caro construir com aço?

"Ele não é, em princípio, um material mais ou menos caro, se comparado a outros métodos construtivos", diz Pitta. O preço está diretamente relacionado ao projeto arquitetônico. A dimensão da obra e, principalmente, o seu peso influenciam o custo final, uma vez que o aço é vendido por quilo. João Diniz, arquiteto de Belo Horizonte, explica que se houver adequação total dos materiais empregados na construção, o uso do ferro pode até significar economia. É possível planejar obras mais leves, que baixam o peso da estrutura e, conseqüentemente, o seu preço. "Tirar proveito dos benefícios oferecidos pelo sistema é o segredo para se obter uma bela arquitetura e também economizar em itens que, se mal programados, acarretam maior investimento", defende o arquiteto Eduardo de Almeida, de São Paulo.

Ele é vulnerável à ferrugem?

Esse poderia ser um empecilho para construções com aço no litoral. É verdade que o material pede alguns cuidados específicos, mas, respeitadas as orientações dos especialistas, não há por que se preocupar. "Embora as peças cheguem à obra com protetor de uso industrial, aconselha-se a aplicação de outros produtos isolantes antes da pintura", diz Almeida. Se a opção recair sobre perfis sem tinta, o mercado oferece em escala comercial o chamado aço patinável, ou cortem (quadro à dir.). "Previamente oxidado, ele não impõe limites quanto à localização da obra", completa. O arquiteto George Mills, de São Paulo, já empregou estrutura metálica em casas na cidade, no campo e na praia - e também não vê restrições no uso. "Existem mais pontos positivos do que negativos nesse método construtivo", enfatiza, acrescentando: "A rapidez na montagem da estrutura é o aspecto mais interessante a ser destacado. Isso serve até para acalmar a ansiedade de quem está pagando a obra. Se a pessoa optasse pela técnica convencional, precisaria aguardar meses para ver o esqueleto pronto", diz.

Restringe o emprego de outros materiais?

A arquiteta paulista Cláudia Haguiara lembra que nada impede a utilização de outros recursos em conjunto com o aço. "Lajes pré-moldadas ou maciças, assim como paredes de tijolos convencionais, blocos celulares ou placas de gesso, são algumas alternativas", sugere. Qualquer que seja a opção, entretanto, é fundamental que o profissional responsável pelo projeto defina bem o tipo de amarração entre a estrutura e o fechamento das paredes e dos pisos. "Esse fator é condicionante no que se refere à vida útil dessas superfícies, já que podem sofrer infiltrações e rachaduras devido à movimentação natural do aço", alerta.

Aço patinável, ou cortem.

Em sua composição há uma liga que isola a primeira camada do metal em relação às demais. "Isso evita que o oxigênio entre em contato com os níveis mais profundos da estrutura, impedindo a ação causada pela maresia e pelo excesso de umidade", explica o engenheiro Gilmar Gilioti, da empresa Poliaço. Assim, mesmo que a ferrugem apareça depois de algum tempo, se limitará à superfície do metal, resguardando a ação estrutural dos pilares e das vigas. O único inconveniente é que os perfis precisam ser mais espessos - portanto, mais pesados e caros.

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Além de rapidez, a estrutura metálica promete durabilidade. Construída nos...
Além de rapidez, a estrutura metálica promete durabilidade. Construída nos anos 80, esta casa de 347m², em São Paulo, permanece com os perfis intactos. As vigas e os pilares de aço foram jateados com zinco e a cada sete anos recebem esmalte sintético. Projeto do arquiteto paulista Arnaldo Martino.

Vantagens

Prazos curtos: o tempo de fabricação médio das peças é de 30 dias e o da montagem, de uma semana a 15 dias. Exemplo: uma casa de 300 m² leva cerca de uma semana para ser montada. Uma de concreto, em torno de três meses.

Racionalização de material e mão-de-obra: o sistema industrializado evita desperdício e requer menos operários.

Confecção de trabalhos em paralelo: enquanto se fazem as fundações, as peças metálicas estão sendo fabricadas.

Obra limpa e organizada: sem depósitos de cimento, areia, madeira e ferragens, o entulho é menor.

Flexibilidade de reformas: é possível incorporar novos elementos metálicos.

Maior área útil e distância entre vãos: os pilares e as vigas são mais delgados do que os equivalentes de concreto. Ou seja, a área interna aumenta e a distância entre os pilares também.

Maior área útil e distância entre vãos: os pilares e as vigas são mais delgados do que os equivalentes de concreto. Ou seja, a área interna aumenta e a distância entre os pilares também.

Possibilidade de reciclagem: o aço tem alto valor de revenda e pode ser derretido para a confecção de outras peças.

Desvantagens

Risco de custos maiores: se o projeto não levar em conta todos os itens da construção, o preço pode ser de 5 a 20% maior se comparado ao processo tradicional.

Pouco indicado em construção pequena: como se trata de uma estrutura industrial, não se justifica economicamente a encomenda de poucas peças.

Dificuldade de transporte: a locomoção é mais complicada em locais ermos ou cidades distantes de centros urbanos.

Desembolso em curto espaço de tempo: como os prazos são pequenos, o dinheiro tem que estar disponível.

Necessidade de amarração: a estrutura de aço necessita de perfis complementares para se unir às superfícies de fechamento.

Contração e dilatação constantes: se essa movimentação característica do aço não for respeitada, podem surgir trincas nas paredes e nos pisos. Deve-se respeitar as especificações de projeto: se ele determinar paredes de tijolos, não é aconselhável usar blocos, por exemplo.

Precisão é fundamentalPlanejar cada detalhe da estrutura de aço e seus desdobramentos pode levar meses. Após a definição do tamanho da construção, a planta é desenhada pelo arquiteto e, só então, encaminhada para um engenheiro calculista, especializado no material. "Ele estudará minuciosamente o peso total da obra, a espessura e a dimensão das peças e dos encaixes, além da junção entre a estrutura, as paredes e os pisos", ensina o arquiteto Arnaldo Martino, de São Paulo. Concluída essa etapa, o projeto é entregue à fábrica. O próprio fabricante monta o esqueleto no local, geralmente usando apenas um pequeno guindaste preso ao caminhão da empresa. "As peças costumam ser descarregadas no canteiro e a estrutura, erguida imediatamente", diz Martino. A união dos perfis é feita por meio de parafusos ou soldas.

 

Quem fabrica e vende

SÃO PAULO

Açominas (11) 3874-4850

Construmet (11) 3842-5622 e 3842- 6063

Poliaço (11) 4023-1651

Projecta (11) 6412- 4355

Prometal (11) 4555- 4684

Só Cálculo (11) 5575- 5090

MINAS GERAISUsiminas (31) 3499-8000

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