Projetos com uma pitada de cada estilo ou feitos sob medida de acordo com a personalidade do proprietário.
Por Helene Zaro Koller
Moderno, clássico, rústico, colonial, neoclássico. Apesar de tantos estilos arquitetônicos, às vezes não conseguimos nos encontrar em um só. Então surgem os projetos com pitadas de cada estilo ou, ainda, com um estilo único o estilo de seu dono ou de seu criador, como Paulo Mendes da Rocha e Ruy Ohtake. Estas 28 fachadas possuem características próprias, uma identidade que não se repete. Encontre aqui idéias que tornam o projeto de sua casa marcante. E se você procura por fachadas brancas, de madeira, urbanas, enfim, procure em nossa área específica sobre o assunto.
Divulgação
Desde a infância, a proprietária deste refúgio de 350 m² no litoral paulista sonhava com um sobrado da cor do sol. Dito e feito. Quando construiu, logo cuidou para que essa tonalidade vibrante estivesse nas paredes, que foram caiadas (com mistura de cal, água e Pó Xadrez) e receberam acabamento de massa grossa. Um cercado de bambu esconde a caixa dágua no topo do telhado, sendo um elemento diferenciado na fachada. Projeto de José Giorgi Neto.
Esta casa de 594 m², em São Paulo, é um projeto ousado que resultou numa combinação de materiais totalmente harmoniosa: estrutura de madeira fechada com alvenaria, painéis envidraçados e uma delicada cobertura em arco. Na cobertura, mais uma pitada de irreverência: em vez de telhas, há uma manta emborrachada. Projeto de Warchavchik Arquitetos.
Parece uma casa de praia, mas não é: cada porção desta moradia de 268 m², no interior de São Paulo, é dotada de um telhado. A madeira lavrada da estrutura fica aparente foi preenchida com alvenaria de blocos e revestida de massa grossa. Um item que colabora para dar personalidade à fachada é a cor: azul, como o céu local. Repare ainda no galo dos ventos no topo da construção. Além de anunciar mudanças no tempo, esse acessório é associado à fé cristã e à proteção da casa. Projeto de Ângelo Puccetti e Onofre dos Santos Jr., com a colaboração de Marcelo Alexandre Juliano.
Sem telhado, em formato de caixote, este loft de 326 m² em Bauru, no interior paulista, tem como referência os galpões nova-iorquinos que foram transformados em moradias na década de 1960. Os tijolos e as colunas de concreto são aparentes. Na frente, o portão de ferro foi envelhecido e enferrujado artificialmente. A cobertura da garagem é de telhas metálicas, que fazem uma curva e ficam apoiadas por delicadas tesouras com pintura eletrostática branca. Projeto de Alexandra Alcântara Teixeira.
As formas dinâmicas vários planos, cobertura curva e as cores contrastantes não foram escolhas casuais. Afinal, esta é a moradia de um rapaz, em um condomínio nas proximidades de São Paulo. Dotada de um mezanino, a construção de 99 m² se espalha pela vertical. O forte amarelo realça com o tom roxo definido para a laje da entrada e a cobertura. Projeto de Rocco Associados.
Instalada no alto da serra da Bocaina, interior de São Paulo, a casa de 85 m², de linhas simétricas, usufrui plenamente do visual deslumbrante, sem perder a privacidade. Isso graças às pronunciadas aberturas e profusão de vidros fixos, como medida de economia na fachada dos fundos, além de mirantes nas laterais do telhado. Projeto de Fernando de Magalhães Mendonça e Pedro de Melo Saraiva.
O projeto de 572 m² driblou dois desafios: construir aproveitando a paisagem e vencer o barranco do terreno na capital federal. Apoiado em palafitas, o sobrado exibe a mesma madeira (ipê) em toda a sua extensão. Telhas coloniais e piso de pedra goiás contrabalançam o tom escuro do madeiramento. Além do formato irregular, as janelas também ostentam caixilhos desenhados, um recurso para enfeitar a fachada. Projeto de Durmar Martins.
Seu desenho instiga a imaginação. Quem olha de fora a casa de 323 m² no interior de São Paulo pensa ver um vagão de trem. O formato peculiar foi a maneira encontrada de respeitar ao máximo o terreno levemente inclinado. O cuidado com o meio ambiente também se traduz na escolha de materiais a construção reúne três tipos de madeira, todos de reflorestamento (o eucalipto autoclavado, o pínus e o angelim). Projeto de José Augusto Conceição.
Erguido sobre pilotis e dotado de paredes inclinadas, este refúgio de 86 m² em Ubatuba, litoral paulista, lembra uma nave espacial, segundo o arquiteto responsável pelo projeto. A construção sobre pilares toras de eucalipto, tratadas quimicamente contra fungos e cupins evita aterros e afasta a umidade. As paredes são de alvenaria. Projeto de André Guidotti.
Objeto de dissertação de mestrado do proprietário (também co-autor do projeto), a casa-laboratório de 290 m² em São Paulo capricha nos acabamentos e nas soluções construtivas. O esmero está refletido na fachada com tijolos pintados de nata e cal, emprestando um ar contemporâneo à construção. Depois de muitas pesquisas, os moradores optaram por caixilhos de alumínio, com aberturas variadas (de correr, máximo-ar, basculantes e pivotantes) e formatos diferentes. Assim, as esquadrias recortam a fachada de maneira original, uma verdadeira brincadeira geométrica. Projeto de Carlos Verna e Adriana Santini.
De linhas retas, a fachada revestida de blocos de concreto aparente deixa em evidência a estrutura da construção de 165 m² nos arredores de São Paulo. A medida precisa de cada módulo da fachada (1,20 m) evita cortes nos blocos e respeita o espaço das esquadrias feitas sob medida. Projeto de Enrico Benedetti.
Longe de indigesta, a mistura inusitada de materiais confere personalidade ao sítio de 158 m² nos arredores de Manaus. No refúgio integrado à selva, madeira, metal e concreto aparente convivem em harmonia. Mãos-francesas de madeira sustentam o telhado de alumínio. Espécies comuns na Amazônia, a muirapiranga e a testa-de-bezerro formam os pilares fixados em base de concreto. Flertando com a vivenda do ribeirinho, o alpendre integrado à cozinha e à piscina traduz aquilo que o arquiteto define como "caboclo high tech". Projeto de Roberto Moita.
Um dos elementos determinantes na fachada desta casa de 152 m² é a cobertura arredondada de aço, cujo formato em concha tem função acústica. No térreo, portas de correr com três folhas de vidro têm rodízios embutidos e deslizam pelos trilhos de aço, enquanto no mezanino o fechamento é automatizado. Formada por quatro painéis de vidro temperado (3 x 3 m), a cobertura próxima da piscina é mantida firme na horizontal por cabos de aço. Projeto de Roberto Loeb.
Diferente dos demais chalés típicos da região serrana do Rio de Janeiro, este, de 137 m², é mais descontraído. Basta notar a cobertura intrincada. A água principal faz um contraponto com o caimento do telhado da torre de 6,90 m de altura. Os materiais utilizados também reforçam o visual relaxado: as paredes receberam tinta fosca amarela e esmalte azul. Projeto de Eduardo Horta e Andréia Fiorino.
Ao mesmo tempo simples e surpreendente, o desenho desta casa de concreto, vidro e pedra foi definido com base na águas que nascem na serra do Japi, no interior de São Paulo. O arquiteto desviou o curso do riacho para criar o conjunto formado por piscina, espelho dágua e ponte, dividindo a casa de 344 m² em duas alas. O bloco de concreto ganhou portas de vidro e laje plana. Ao lado, fica uma estrutura de tijolo, telhado e pequenas janelas. Projeto de Paulo Mendes da Rocha.
Com curvas exuberantes voltadas para o mar, este refúgio de 680 m² tira partido da plasticidade do concreto, do aconchego da madeira e da transparência do vidro. Grandes vãos criam uma continuidade bem-vinda entre os ambientes internos e externos. Um exemplo é o terraço amplo e sinuoso. A influência das artes plásticas, declarada pelo arquiteto, está presente na composição de formas e no apreço pelos materiais. Projeto de Ruy Ohtake.
Linhas limpas, predominantemente horizontais, garantem aparência sólida à casa de 1 600 m². A construção também se destaca por sua imponência, resultado dos blocos geométricos de dimensões generosas. O uso de vidro garante o máximo aproveitamento da rica vegetação em torno da moradia. Projeto de Sidonio Porto.
Com estrutura de madeira apoiada em seis pilares, a construção de 94 m² vence um desnível acentuado e se insere na mata sem fazer estragos no terreno. A armação de madeira pré-cortada foi montada em dez dias e, depois, recebeu tijolos maciços. O deque de jatobá é usado como varanda. Projeto de Alexandre Lopes.
Esta casa de 300 m² parece de filme: a mistura de materiais rústicos e industrializados, como blocos de concreto na parte inferior e réguas de pínus e telhas de aço galvanizado na porção superior, garante a ela um aspecto descolado, além de ter tornado a obra eficiente e econômica. Os pergolados na face oeste regulam as entradas de luz e calor. Projeto de Mauro Defferrari e equipe.
Concebida como um galpão, esta casa de 160 m² tem um ar de chalé. Isso se deve à cobertura inclinada e à pequena janela encaixada nas telhas de concreto, que lembra uma mansarda. As paredes de tijolos são ligadas por uma estrutura de perfis metálicos de aço. Assimétrica e irregular, a construção ganha ainda mais realce com a parede de blocos de vidro e os tirantes metálicos, pintados de amarelo, que travam a estrutura. Projeto de Luiz Renato Pereira Rosa.
Paredes curvas e envidraçadas tornam marcante a fachada desta casa de campo de 261 m². A alvenaria revestida de argamassa compõe os diferentes blocos, que foram valorizados por cores como a terracota, o amarelo e o azul-acinzentado. Caixilhos de ferro com vidro 5 m recortam as paredes. Projeto de Marcela Silviano Brandão.
Cercada por paredes de vidro e protegida por uma cobertura que parece alçar vôo, esta casa de veraneio de 280 m² presenteia seus proprietários com uma estonteante vista do oceano. Na fachada, as colunas revestidas de massa texturizada azul suportam a estrutura de jatobá do telhado. O vão entre a cobertura de telhas de concreto e a construção serve para a passagem do vento, que refresca a moradia. Pedra extraída do próprio terreno forma os muros sólidos, eles parecem plantar a construção no solo. Projeto de Rubem Gil.
Esta moradia de 293 m² acomoda quartos, salas e cozinha em três meios-níveis. Por um lado, é bastante discreta, pois da rua mal se vê esses ambientes, à exceção do terraço na cobertura. Por outro, a construção de jeitão pós-moderno exibe traços de personalidade: é o caso da caixa arredondada da frente, em vermelho vivo. Também integra a lista das pequenas extravagâncias a cobertura metálica, curva como a fachada da casa, arrematada por um frontão azulzinho. Projeto de George Ribeiro Neto, com colaboração de Marcio do Amaral.
De visual único, esta casa de 226 m² no litoral pernambucano tem duas metas: aproveitar o vento de onde quer que ele venha e ficar resguardada durante o período de chuvas. Assim, um grande vão central e aberturas bem posicionadas captam a brisa do mar em todas as estações. As formas geométricas são ressaltadas pela pintura sobre o reboco texturizado há blocos brancos, outros azuis, paredes amarelas e pilares vermelhos. Projeto de Roberto Montezuma, Cátia Avellar, Glícia Fernandes e Bruno Lima.
Na fachada desta casa de 145 m², revestimentos simples e pequenos detalhes produziram efeitos charmosos. É o caso das molduras brancas que destacam portas e janelas nas paredes pintadas em tom terracota. A parede que fecha o telhado pela lateral forma um desenho triangular, conferindo um aspecto diferenciado à moradia. Projeto de João Paulo Meirelles.
Sem medo de ousar, a construção localizada em Salvador capricha nas cores fortes e contrastantes. Os tons antagônicos servem também para ressaltar e harmonizar os blocos de formatos variados que compõem a fachada, como num jogo de montar. Um corte estratégico na alvenaria um círculo emoldura a paisagem ao fundo, integrando a casa com o entorno. Projeto de Neilton Dórea.