24 soluções para criar cantinhos verdes
Traga o verde para dentro de casa! Além de 24 ideias, damos dicas e truques de como cuidar do seu jardim
Por Helene Zaro Koller
Tanto faz o tamanho da sua casa - ela certamente tem espaço para abrigar o verde. Não sabe como? Reunimos 24 soluções que vão ajudá-lo a criar um cantinho com plantas muito especial. Há um armário que expõe orquídeas, um quintal com jeito rústico, uma primavera que sombreia a garagem, uma varanda repleta de suculentas, um perfumado canteiro de ervas e até um lago cristalino de carpas. Além das sugestões, tiramos algumas dúvidas frequentes (que espécies resistem à poluição? como montar um jardim na cobertura?) e trazemos dicas e pequenos truques de como cuidar de espécies como primavera, buchinho, frutíferas e suculentas.
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Piso de cerâmica, móveis de madeira aparente, cesto de fibra, tom oliva na parede: nesta área coberta do quintal, o arquiteto Fernando Figoli e a paisagista Claudia Muñoz, da Línea Paisagismo (11 3578-1178), optaram por elementos que remetem à natureza e imprimem uma atmosfera acolhedora. Pilhas de vasos, ferramentas e regadores ficam à vista. Também distribuímos plantas pelo local. Cada cantinho ganha um toque de verde, diz Claudia. Entre as espécies, há orquídea-bambu (Arundina bambusifolia, (1)), fícus (2) e diversas orquídeas (3). Atrás do banco, uma placa da Mercatto Casa exibe um poema de Carlos Drummond de Andrade. Nas almofadas (Cinerama e Jacaré do Brasil), uma delicada mistura de xadrez e floral.
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Delimitada por um muro de quase 4 m de altura, a área de entrada desta casa parecia muito confinada. A paisagista Neiva Rizotto (11 3064-4641) amenizou o problema com uma espécie de cobertura verde: instalou uma pérgula tomada pela ipoméia-rubra (Ipomoea horsfaliiae, 1) e pela madressilva (Lonicera japonica, 2) junto ao topo da alvenaria. Para recobrir as paredes, plantou murta (Murraya paniculata, 3) e unha-de-gato (Ficus pumila, 4). Escolhi a ipoméia-rubra porque ela dá flores quase o ano todo, justifica. A espécie precisa ser conduzida por meio de entrelaçamento e amarrações. De resto, é retirar folhas secas e regar.
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Como o terraço tinha piso cerâmico, montou-se ali um jardim de vasos. A paisagista Paula Galbi (11 5585-7730) limitou os recipientes a uma área de 3,50 m² para sobrar espaço para cadeiras. Camadas de seixos sobre o chão demarcam o lugar. A paisagista ensina truques que asseguram o visual organizado em um jardim desse tipo: Concentre os recipientes num canto e coloque os menores aos pés dos maiores. Escolher espécies de uma mesma família a das suculentas tornou a composição harmoniosa, assim como selecionar vasos de um só autor (Mário Boudart, 11 5585-7730). Entre outras espécies, foram empregadas iuca (Yuca gloriosa, 1), clúsia (Clusia grandifora, 2), peixinho (Nematanthus nervosus, 3) e ripsális (Rhipsalis sp., 4).
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Apaixonada por orquídeas, a moradora queria uma coleção na cobertura, mas o espaço era limitado. A solução veio com um armário, feito por Arthur Casas (11 3664-7700), que concentrou nas prateleiras os recipientes (Uemura Flores e Plantas, 11 3641-7940). A peça de canela de demolição (1 x 2,30 m), protegida por cera de carnaúba, foi executada pela Espaço Santana (11 2959-2999). Dentro do móvel são guardados os acessórios para cuidar das plantas. Este canto ficou perfeito para o cultivo de orquídeas: elas ficam resguardadas do vento e do sol diretos, mas recebem bastante claridade. A periodicidade das regas varia conforme a espécie. Como regra geral, coloque água na terra com parcimônia uma vez por semana, sem deixar encharcar escolha vasos em que o líquido escoe facilmente.
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Esta casa de campo na serra fluminense dispõe de outra varanda maior, equipada para receber os amigos. Mas a família prefere se reunir neste ambiente, mais descontraído. Em vez de sofás, Simone Jazbik (21 2537-4210), autora da decoração, desenhou espreguiçadeiras de madeira, executadas pela Francisco Rodrigues Antiguidades (32 3355-1216). Futons (Eduardo & Virginia, 21 2239-3494) deixam as peças confortáveis e, como não cobrem toda a largura, mantêm uma área livre para apoiar livros e copos. Projeto de arquitetura de Cadas Abranches David (21 2523-2449).
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A busca por um visual romântico guiou a reforma deste jardim. Para atrair passarinhos, foram escolhidas frutíferas, como a minirromã (Punica granatum, 3) e a jabuticabeira (Myrciaria cauliflora, 4). O corredor não recebe muito sol, assim optou-se por plantas que se desenvolvem bem nessa situação. Na viga de madeira rústica, fica o jasmim-dos-poetas (Jasminumpolyanthum, 1). Para não atrapalhar a passagem, o viburno (Viburnum tinus, 2) requer podas regulares. A tumbérgia (Thumbergia erecta, 5) dá flores lilases quase o ano inteiro. Por se tratar de uma área de circulação, os caminhos foram demarcados com placas de cimento e dormentes, que dificultam o crescimento de grama por isso, fez-se uma forração de seixos de arenito. Ambiente da loja Chambret (11 3085-9574) e projeto de Odilon Claro, da Anni Verdi (11 3064-7924).
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Em vez de telhado, a professora Márcia Caporal queria flores para sombrear a garagem. Plantou a primavera (Bouganvillea spectabilis) e optou por amarrar os galhos uns aos outros com meias de seda cortadas, formando uma espécie de copa. Arames poderiam machucar a espécie. Quando nascem brotos, é preciso prendê-los com o mesmo método. Duas estacas presas ao muro ajudam na sustentação. O agrônomo Sílvio Sanchez, da Grama e Flor (11 3814-4940), ensina como manter a espécie: A primavera precisa de muito sol e umidade, mas não gosta de solo encharcado. Atenção também à adubação: use NPK na proporção 4:14:8 a cada três meses e adubo orgânico duas vezes por ano. Se você não quiser conduzir a planta, ela também pode crescer em vasos e ser podada para ficar com cara de arbusto. Nesse caso, não apare os galhos durante florada.
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O piso de tábuas de madeira compõe a base para a criação da área verde. Este deque de ipê, no terraço ao lado do quarto da moradora, já existia quando o paisagista Alex Hanazaki (11 3061-3420) foi chamado a projetar o espaço. Desenhei caixas do mesmo material, associadas a vasos de cerâmica, para dar movimento ao visual, diz. O deque é tratado com verniz naval. Nas caixas dos vasos, porém, a madeira está ao natural. As peças exibem uma cerca viva de murta (Murraya paniculata), que traz privacidade à moradora.
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Neste projeto, o piso de cruzetas, além de aconchegante, evitou um problema. O jardim fica sobre a laje da garagem e tem apenas 30 cm de terra, o que dificulta a drenagem. Se o gramado fosse mais extenso, viveria encharcado, diz a paisagista Claudia Diamant (11 3023-1110). As cruzetas receberam stain (Osmocolor), que deve ser reaplicado uma vez por ano, e foram assentadas sobre uma camada de brita, pois podem apodrecer em contato direto com a umidade da terra.
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A moradora desta cobertura, em São Paulo, queria deixar a vista para a cidade mais agradável. Foram selecionadas, então, espécies com texturas variadas para criar uma composição atraente. Todas as plantas são resistentes à poluição, como a lavanda (Lavandula angustifolia, 1), o ligustro (Ligustrum sinense, 2), a acerola (Malphigia glabra, 3) e o bálsamo (Crassula portulaceae, 4). Sobre a mesa, uma crássula (Crassula perfossa, 5), suculenta que gosta de muito sol e pouca água e suporta variações de temperatura sem perder as folhas. Ter plantas de manutenção fácil era outro desejo da moradora, explica a paisagista Cristina Araújo (11 5182-1570). Mesa da LOeil (11 3085-3211) e cadeiras da Tidelli (11 3032-1535).
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A rosa-trepadeira adorna este coqueiro em uma fazenda do interior paulista. Em vez de amarrar a espécie ao tronco, a paisagista Regina Rotelli (11 3661-3985) optou por uma solução inusitada: usou duas escadas de madeira para conduzi-la. Procurei não esticar as plantas até o topo dos suportes. A ideia é que, com o tempo, as roseiras preencham os tutores e ganhem uma cara de arbusto, explica. Além desse, há outros cuidados fundamentais: plantar a sol pleno, podar anualmente e colocar os adubos foliar e com esterco na composição. A espécie floresce o ano todo, à exceção do inverno, época ideal para a poda, ensina. Já o início da primavera é propício à condução, pois é o período de maior crescimento.
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A ceramista Paula Almeida sempre cultivou plantas nas floreiras de seu apartamento. Decidiu, porém, chamar a florista Alessandra Mitteldorf (11 3297-2995) para organizar o visual dos espaços. Fez só uma exigência: manter o alecrim (1), o manjericão (2) e o bambu-mossô (Phyllostachys pubescens, 3), que crescem junto à janela do escritório. Marquei a área dessas espécies com uma forração de cascas de árvore, diz Alessandra. Seixos cobriram o canto das suculentas (4), novas no pedaço. O comedouro e o bebedouro são do ateliê da moradora (11 3849-2279).
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As varandas do imóvel da ceramista Paula Almeida (11 3849-2279) também foram reformuladas. Mas, como são pequenas, optou-se por distribuir vasos no lugar de mesas e cadeiras. Na sala, a florista Alessandra Mitteldorf (11 3297-2995) aproveitou a visibilidade que as plantas teriam para adotar espécies de formas marcantes: cacto (5), suculenta (6) e iúca (Yucca aloifolia, 7).
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O apartamento térreo foi todo reformado pela arquiteta Carina Brandão (21 9999-9966). Entre as alterações, a profissional facilitou o acesso a este jardim, no fundo da sala. Troquei as janelas originais e, para driblar o desnível criado por uma viga invertida, fiz uma plataforma de madeira dentro do ambiente, conta. Sobre este degrau, um futon estreito (Biofuton, 21 2239-2773) serve de sofá. Como o local pega pouco sol, Carina adotou jardineiras (1 m x 17 cm, altura de 17 cm) com ixoras (Ixora Coccinea), plantas que toleram a meia-sombra, mas acabam dando menos flores. A paisagista Ana Iath (21 8871-0386) ensina como plantar a ixora: ela forrou o fundo das jardineiras com argila expandida e manta de drenagem e completou com terra adubada. As regas acontecem três vezes por semana.
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Arruda, manjericão e alecrim: em vez de flores, as caixas de alvenaria mostravam a beleza das ervas no ambiente da Casa Cor 2008 assinado pelos paisagistas Caterina Poli e Sérgio Menon (11 3814-4931), São Paulo. Elas ficaram separadas em jardineiras de alturas diferentes, erguidas diretamente sobre a terra, sem fundo, o que permitiu dispensar o sistema de drenagem. Quando se planta em uma jardineira convencional, entretanto, é fundamental garantir o escoamento da água. A terra vegetal, reforçada por uma camada de substrato orgânico, preenche os recipientes. Muito sol, regas em dias alternados e adubo vegetal a cada três meses são as dicas para quem quer deixar as ervas sempre bonitas. Outro cuidado importante é podar: se as ervas crescem demais, ficam com cara de arbusto.
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As reuniões da confraria de charutos do marido deixavam a casa com cheiro de fumaça. Por isso, a dona deste apartamento térreo pediu que a paisagista Eliane Fortino (11 5181-7406) criasse uma área para encontros ao ar livre, no terraço de 5 x 7 m. O primeiro passo foi erguer uma lareira (à direita), a garantia de calor nas noites frias, conta Eliane. Como o espaço é próximo ao prédio vizinho, a profissional projetou a fonte (à esquerda) com o objetivo de abafar o som da conversa com o barulho da água. Os vasos com viburno (Viburnum tinus), ao lado da lareira, e os papiros (Cyperus papyrus), em frente ao espelho-dágua, são regados por gotejamento através de um sistema automático.
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Ervas, frutíferas, forrações floridas e arbustos se misturam neste canteiro, parte de um jardim projetado pelo paisagista Gilberto Elkis (11 3815-9537). A ideia era reunir espécies de diversos aromas. Procurei também criar um jogo interessante com os volumes. Por isso, usei dois tipos de recipiente: caixas de madeira e vasos de cerâmica, diz. Na floreira elevada de cumaru, foram colocados manjericão (1), tomilho (2) e alecrim (3). A laranja-pêra (4) ocupou as caixas apoiadas no piso. Atenção: em floreiras e vasos, como há pouca terra, a umidade está mais sujeita às variações do clima. Observe sempre se o solo está ressecado e aumente a frequência e o volume de regas quando necessário. Dentro das caixas de cumaru, cachepôs de zinco evitam o contato da água com a madeira.
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Ao projetar este jardim, a arquiteta Laciana Taquary (62 3941-3926) procurou fazer um contraponto à arquitetura da casa, muito moderna, na opinião dos moradores. Apostei em móveis de madeira com ares de fazenda e cachepôs de fibra e apliquei tijolos aparentes no muro, conta. Em vez de flores, ela priorizou espécies verdes, que exigem menos cuidados, como a palmeira Areca cateca (1). Ela parece a palmeira-imperial, mas não cresce tanto: daqui a dez anos, a folhagem ainda estará visível sem que seja preciso erguer o olhar, ensina. De crescimento rápido, a trepadeira mucuna, ou Mucuna benettii (2), propicia uma área de sombra. A espreguiçadeira de eucalipto de reflorestamento é da Saccaro (0800-541-1199).
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Você já deve ter visto lagos artificiais com a água esverdeada, o que torna quase impossível observar os peixes. Isso se deve ao acúmulo de algas no fundo. Para resolver o problema, um novo método desenvolvido pela Ecovale (11 5042-2833) mantém o líquido cristalino: em vez de fazer um tanque de concreto, cava-se um fosso na terra, revestido de uma manta especial. Depois, o fundo é coberto de pedras e areia. Os peixes escolhidos são sempre as carpas, pois sua movimentação arranca as algas, sugadas então por um filtro. Elas são dóceis, atingem, em média, 70 anos e se alimentam de ração se bem tratadas, aceitam carinhos e comida na boca. A espécie tolera temperaturas que variam entre 2 e 32 ºC. O tanque ideal tem 50 cm de profundidade assim o animal pode se esconder do sol em dias quentes.
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De eucalipto de reflorestamento, esta casinha de brinquedo foi inspirada em Daniel Boone, seriado de TV dos anos 1960 sobre uma família de pioneiros americanos. Tentei recriar esse clima aventureiro para tirar a meninada de dentro de casa, explica o engenheiro Lao Napolitano (11 4617-3400), autor do projeto. A construção tem paredes de toras cortadas no formato meia-cana e piso de cumaru. A madeira é tratada em autoclave para evitar a umidade e o ataque de fungos. Com espaço para cinco crianças, o modelo de 1,50 x 3 m precisa de uma área de 3,50 x 6 m. Como nem todas as espécies suportam o peso de uma casa, é possível simular que a construção está apoiada no caule: basta erguê-la sobre uma coluna de eucalipto (foto), colocada junto ao tronco. Assim, a copa envolverá a casa, disfarçando o truque.
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Nos fundos de um sobrado, a paisagista Helena de Azevedo Freitas (11 2894-8678) organizou a área de 10 x 10 m ao redor de uma mesa de granito de 1,20 m de diâmetro, da Pagliotto (11 5041-5288). Esse móvel, assim como os bancos e as cadeiras de teca, aguenta bem as intempéries. O único elemento que pede manutenção atenta são as escaevolas (Scaevola aemula, 1), que precisam ser regadas duas vezes ao dia. De resto, basta retirar as folhas secas das espécies. Antes, o quintal tinha um piso bastante danificado e uma parte coberta de terra. Forrar o chão com manta de drenagem e, por cima, espalhar pedriscos foi uma maneira rápida e sem quebra-quebra de unificar o ambiente, diz a paisagista. Para completar, ela projetou um caminho de pedra miracema.
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Sem uma vista deslumbrante e com o motor do aparelho de ar-condicionado, este canto da varanda foi resgatado pela designer de interiores Juliana Hamacek (11 8181-5423). Ela criou um armário com o mesmo cumaru do deque para esconder o equipamento. O disfarce (feito pela Multiformas, 11 3819-2597) dispõe de portas de acesso e frestas de ventilação e serve como suporte para ervas, plantadas em vasos de cerâmica vietnamita (LOeil, 11 3085-3211). Como ali venta muito, escolheram-se recipientes pesados, que foram fixados na madeira com fita dupla face. Selecionada por ser um chamariz para os passarinhos, a jabuticabeira (1) foi comprada já adulta. Para os vasos menores, deu-se preferência às ervas, de manutenção mais simples que a das plantas ornamentais. Alecrim (2), salsa (3), manjericão-verde (4), orégano (5) manjericão-roxo (6) vieram da Anni Verdi (11 3064-7924).
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Perto do fim da reforma, a proprietária desta cobertura não via a hora de terminar a obra. Por isso, o paisagista Odilon Claro adotou soluções rápidas na renovação da área externa: cobriu o piso antigo com um deque de itaúba sem verniz e as paredes receberam uma tinta à base de terra e molduras de peroba de demolição, enquadrando meios-vasos. No espaço definido pelas molduras, apliquei um tom mais escuro da mesma tinta, o que barateou a ideia, diz. Ele lembra ainda que, em uma cobertura, as plantas não podem ser altas demais, senão o vento as derruba. Optou-se, então, por exemplares de baixo e médio porte, sendo que os maiores ficaram junto aos guarda-corpos, como o jasmim-amarelo (Jasminum mesnyi, 1) e a clúsia (Clusia rosea, 2). Além do jasmim, a azaleia-japonesa (Rhododendron x simsii, 3) garante flores no espaço. Móveis, vasos e plantas da Anni Verdi (11 3064-7924).
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Voltada para os fundos da casa, a vista desta janela não era das mais belas. Por isso, a designer de interiores Maria do Carmo Ferreira (11 3815-4311) bolou um atrativo: Aproveitei que no local o piso é elevado para montar um pequeno jardim de buchinhos. Os vasos de cerâmica já comprados com as plantas no Ceagesp (SP) têm alturas diferentes, passando a impressão de uma floresta em miniatura. Para dar um bom acabamento, cobriu-se o chão com pedriscos brancos número 3 e uma esteira de bambu foi fixada na grade, ao fundo, o que aumenta a sensação de privacidade sem bloquear a ventilação. Os cuidados com a espécie são simples: regar com frequência, mantendo a terra umedecida, aparar para conservar o formato de bola e deixar a pleno sol.
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