Chove em Milão

O primeiro dia das editoras Lúcia Gurovitz e Cristina Bava em Milão. Elas são as enviadas especiais da revista Casa Claudia para a cobertura jornalística do Salão do Móvel

Por Por Lúcia Gurovitz e Cristina Bava, de Milão Atualizado em 20 dez 2016, 18h17 - Publicado em 14 abr 2008, 19h46

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Um título para uma foto sem titulo Desembarcamos domingo com um sol gostoso e pudemos dispensar os casacos para sair à rua. Mas hoje a chuva atrapalhou nossos planos de começar a filmar a cidade para o DVD de Milão. Também não conseguimos registrar a montagem de algumas instalações espalhadas pelas ruas, que ajudam a colocar a cidade no clima do Salão do Móvel. Na Rinascente, a maior loja de departamentos daqui, as vitrines boladas por nomes como Phillippe Starck, Mario Bellini, Jacopo Foggini e Antonio Citterio estavam ainda cobertas. Elas fazem parte de um evento de design e sustentabilidade chamado Green Energy.

A chuva obrigou muita gente a se abrigar na tradicional Galleria Vittorio Emanuelle. Quem fez sucesso entre a multidão foi a candidata direitista ao parlamento Daniella Santanchè, que posava para fotos. Todo mundo parou para ver aquele mulherão de vermelho. Ontem foram as eleições para o parlamento italiano e, além do Salão do Móvel, o assunto que domina as conversas é a política. Os resultados saem amanhã.

Veja mais fotos:

• A Babel de Milão – 15/04/2008

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• A cadeira dos Campana – 16/04/2008

• A poderosa Poltrona Fau – 17/04/2008

Pertinho do nosso hotel, no bairro de Brera (comparável aos Jardins, em São Paulo) passamos na imperdível 10 Corso Como, um complexo que reúne livraria, galeria de arte, loja de design e de moda, restaurante e hotel. O destaque foram as peças do artista plástico Piero Fornasetti, reeditadas por seu filho Barnaba, como pratos, xícaras, cadeiras, tapetes e azulejos. São utilitários lindíssimos, expostos lado a lado com vestidos da Maison Lanvin, de Paris.

No fim do dia, fomos à Galeria Luisa Delle Piane, um lugar pequeno e aconchegante, também perto do nosso hotel, conversar com a designer francesa Matali Crasset. Ela é uma figura muito simpática, com seus cabelos cortados a tigelinha e roupas ultra coloridas. Na galeria, Matali está apresentando a exposição Nature Morte à Habiter, ou Natureza Morta para Morar. Ela criou uma luminária em formato de árvore, duas poltronas, uma espreguiçadeira de madeira, e vários desenhos a lápis. O importante para Matali é que as peças tenham uma função expandida, ou seja, além de servir para sentar, iluminar e guardar, os móveis são esculturas. Assim, ela acredita ficar bem em cima da fronteira entre arte e design. Esse é um trabalho bastante autoral e muito diferente daquele que ela costuma realizar para grandes empresas, quando recebe a encomenda de um produto.

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