Devo usar adubo orgânico ou químico?

Bióloga explica a diferença entre o adubo orgânico e o adubo químico, bem como a principal vantagem de cada um.

Por Redação CASA.com.br Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 out 2025, 13h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 12h28
Cuidados com plantas no outono: o que fazer de diferente nesta época
 (Reprodução/Freepik)
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Já parou para pensar no que acontece debaixo da terra quando colocamos adubo em uma planta? Esse recurso é essencial para que o solo respire, se fortaleça e dê frutos mais saudáveis. Para quem cultiva plantas em casa ou em ambientes externos, o adubo precisa ser inserido nos cuidados com o verde. Karoline Torezani, professora de Ciências Biológicas do Centro Universitário de Brasília (CEUB), compartilha curiosidades sobre como diferentes tipos de adubo influenciam na produtividade e no meio ambiente.

De acordo com a bióloga, o adubo ajuda o solo a reter água, melhora sua estrutura e protege as raízes das variações de temperatura. Torezani explica que esses fatores garantem um crescimento saudável e maior produtividade agrícola. Porém, nem todos os adubos funcionam da mesma forma, possuindo diversas origens, tipos e formas de implementação.

Adubo orgânico

O adubo pode ser orgânico, feito de resíduos de origem animal, ou vegetal, que melhora a qualidade do solo e tem efeito duradouro, embora demande mais tempo e possa ter custo elevado em algumas regiões.

Adubo químico

Já o adubo químico, como explica a bióloga, é produzido industrialmente a partir de minerais como ureia e fosfatos, é concentrado e de absorção rápida, ideal para respostas imediatas.

Cuidados com plantas no outono: o que fazer de diferente nesta época
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Qual usar?

“Há ainda os adubos biológicos, que utilizam microrganismos capazes de aumentar a disponibilidade de nutrientes e estimular o crescimento, representando uma alternativa sustentável em muitos sistemas de cultivo. Na prática, muitas vezes a melhor solução é combinar o químico, que dá efeito rápido, com o orgânico, que fortalece o solo a longo prazo.”

Apesar de todos os benefícios, o uso excessivo pode ser prejudicial. Segundo a docente do CEUB, o adubo altera o pH da terra, provoca salinização e pode poluir rios e lagos com excesso de nutrientes, processo chamado de eutrofização. “Para reduzir esses impactos, práticas como a rotação de culturas, a agricultura de precisão e o uso equilibrado de diferentes adubações são estratégias importantes”, reforça.

Adubo verde

Embora não seja totalmente substituível, Karoline Torezani destaca que o adubo pode ser aliado a técnicas complementares como adubação verde, compostagem e manejo biológico, que reduzem a dependência de fertilizantes químicos e ajudam a manter a fertilidade do solo por mais tempo. “O grande desafio é equilibrar a necessidade de produzir mais com a preservação dos recursos naturais, garantindo que as próximas gerações também possam colher os frutos de um solo saudável”, arremata a especialista.

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