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Maçanetas em 17 versões

Segurança não é a única preocupação no momento de comprar esse item. Durabilidade e design também compõem a equação. Fique atento às nossas orientações e confira os modelos a partir de R$ 42,55.

Fechaduras e maçanetas podem parecer só um detalhe na decoração. Mas vale a pena gastar um pouco mais de tempo considerando suas opções – que são muitas. A diversidade de desenhos, materiais e preços é um desafio para o comprador. Como na escolha da maioria dos acabamentos, é preciso ficar de olho tanto em questões técnicas quanto estéticas. O primeiro aspecto inclui material, durabilidade, nível de segurança e facilidade de acesso, enquanto o segundo abrange seu gosto, as tendências de design e a decoração da sua casa. Antes de mais nada, não custa lembrar: portas diferentes demandam trancas diferentes. “Portas comuns pedem fechaduras semelhantes, do tipo cilindro. Já as de correr precisam de fechaduras com gancho, em vez de lingueta”, explica Rafael Assa, proprietário da fábrica Fortezza. Confira também alguns modelos de portas exclusivas, feitas sob medida.

Desvende as informações na embalagem e escolha direito.

O que preciso saber na hora da compra?

 

Embora pareça ser uma peça única, o mecanismo que abre e fecha as portas é formado de diversos elementos (veja quadro na pág. 73), que podem ser comprados em um kit completo ou separadamente – inclusive de fabricantes diferentes, já que as medidas costumam ser compatíveis. “O importante é que os componentes se encaixem com perfeição na porta”, diz Patrícia Oliveira, diretora de marketing da Papaiz. Ela explica que os equipamentos mais comuns têm 40 ou 55 mm e sugere que você meça a espessura da porta e leve a peça antiga na hora da compra da nova. Preste atenção também se a lingueta da nova fechadura é do mesmo tamanho da anterior – caso contrário, será necessário adaptar o batente.

Quais os materiais disponíveis?

 

Maçanetas e fechaduras são, na maioria, de latão, aço ou zamac (liga de zinco, alumínio e cobre). “Funcionalmente, esses materiais se assemelham. O que muda é a resistência à corrosão”, diz Ziegfried Wagner Jorge, supervisor de marketing da La Fonte. Os equipamentos são classificados de 1 (lugares sem umidade) a 4 (regiões litorâneas), dado que vem impresso na embalagem. O material mais resistente é o latão, seguido pelo aço. O zamac não deve ser usado no litoral, pois a salinidade danifica o produto rapidamente.

E como avaliar a durabilidade?

 

Regulada pela norma NBR 14 913, a durabilidade tem outra classificação, também evidenciada na embalagem: uso moderado, leve e intenso. Para imóveis residenciais, bastam os equipamentos leves, que proporcionam pelo menos 35 mil acionamentos antes de apresentar problemas. A garantia varia de acordo com o fabricante, mas três anos é o tempo de praxe.

Qual é a fechadura mais segura?

 

A fechadura sozinha pouco faz por sua segurança. “Ela forma um conjunto com porta, batentes e dobradiças. E todos devem ter o mesmo nível de segurança”, afirma Patrícia, da Papaiz. A má notícia é dada por Rafael, da Fortezza: “Toda porta pode ser arrombada por um especialista. O que muda é o tempo que ele vai levar para isso”. No quesito segurança, a norma brasileira classifica os equipamentos como leve, baixo, médio, alto e máximo – o que também precisa constar na embalagem. Para as portas externas, o mínimo que se recomenda são as fechaduras com cilindro com variação de segredo – aquela chave normal, que todo mundo tem. Você pode substituí-la por uma chave tetra, em forma de cruz, bem mais difícil de ser forçada, ou por fechaduras com travas múltiplas.

Que tipo de maçaneta é o mais prático?

 

“Prefira o modelo alavanca, com traços orgânicos, mais curvos”, sugere o arquiteto Décio Navarro, de São Paulo. Maçanetas do tipo globo, ou bola, são as piores no quesito acessibilidade – elas exigem mais força para o acionamento e dificultam a vida de portadores de deficiência, de pessoas idosas e a sua, quando estiver com as mãos ocupadas.

Como combiná-la com a decoração?

 

Não há regras rígidas, apenas sugestões. “Para não errar, a maçaneta deve seguir as linhas da decoração do ambiente”, diz Décio. Casas modernas pedem maçanetas do tipo alavanca, de desenho retilíneo e simples, por exemplo. Quem se sente confiante pode tentar misturas de novo e antigo. “Recentemente usei uma maçaneta muito antiga e trabalhada em uma porta contemporânea, e o resultado ficou ótimo”, conta o arquiteto.

Quais as tendências nessa área?

 

Como esse equipamento tem o ciclo de inovação longo – as substituições de linhas costumam acontecer a cada cinco anos em média –, as novidades são mais estáveis do que em outros segmentos da decoração. Uma forte tendência é que maçaneta e fechadura contem cada uma com o próprio espelho. Entre os acabamentos, o aço inox escovado vem substituindo o brilho do cromo por um visual mais discreto. Acabamentos foscos – como o epóxi – configuram uma alternativa acertada para locais onde a maresia preocupa. Para quem busca um visual mais arrojado, a pedida é trocar as maçanetas por puxadores com um mínimo de 30 cm de extensão. Porém eles são mais indicados para portas do tipo pivotante (giram sobre um eixo), em geral destinadas à entrada.

Como é a manutenção?

 

Na limpeza, use pano úmido seguido de pano seco para retirar a poeira. No litoral, esse cuidado deve ser frequente. “Não precisa aplicar nenhum lubrificante na fechadura”, diz Patrícia, da Papaiz. Na hora da construção ou da reforma, fechaduras e maçanetas devem estar entre os últimos itens instalados, pois do contrário podem acabar com restos de massa e tinta grudados, entre outros danos.

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