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Jurerê Internacional: sofisticação planejada

Muita área verde, pouca área construída e uma regra que impede a construção de muros fazem desse um oásis de segurança e tranqüilidade na capital catarinense

No Norte da Ilha de Santa Catarina, Jurerê Internacional é modelo de planejamento urbano. O mar de águas límpidas e calmas é apenas mais um atrativo deste sofisticado bairro, criado pela iniciativa privada, valorizado pelo poder público e preservado pelos moradores. As mansões, a ausência de muros e a surpreendente organização demonstram que este é um lugar especial.

Amplas e arborizadas vias facilitam o acesso às casas e aos poucos prédios, todos de alto padrão. As zonas residenciais e comerciais estão bem definidas, apesar do comércio ser um ponto fraco do bairro. Restaurantes, bares e hotéis complementam o cenário. Os cerca de três mil habitantes gozam de uma qualidade de vida inigualável, com proporção de área verde por pessoa cinco vezes maior que os índices recomendados pela Organização das Nações Unidas (ONU). São cerca de 59,6 mil m2 de jardins, garantidos pela rigidez do Plano Diretor local, implantado há 25 anos, o primeiro da Capital. “Aqui só permitimos construções unifamiliares e 70% a menos de ocupação do que a cidade permite. É uma renúncia que fizemos”, exemplifica Andrea Druck de Oliveira Souto, diretora institucional do Grupo Habitasul, responsável pela implementação de Jurerê Internacional. A construção de muros é proibida, reforçando o conceito de segurança.

Da praia, com dois quilômetros de extensão, avista-se as ilhas de Anhatomirim, do Francês e do Arvoredo. Veleiros e lanchas e, eventualmente, até golfinhos podem ser observados ali. A 23 km do Centro da Capital, Jurerê Internacional atrai turistas, moradores e investidores, inclusive estrangeiros. O metro quadrado custa cerca de R$ 1 mil e a valorização imobiliária atingiu 2.651,53% entre março de 1983 e fevereiro de 2005, considerando o preço dos lotes em dólar. “O bairro é um exemplo de respeito ao meio ambiente e conta com uma infra-estrutura de ponta. Soma-se a isso opções gastronômicas de alto nível, vias urbanas bem conservadas e arborizadas. Em termos imobiliários, o investimento na região tem retorno garantido”, afirma o presidente do Sinduscon da Grande Florianópolis, Helio Bairros. O dirigente destaca, entretanto, a incipiente área comercial. “O modelo urbanístico deveria também levar em conta a questão dos serviços, para evitar o deslocamento dos habitantes para outros bairros”, argumenta.

Jurerê Internacional é uma comunidade planejada pelo Grupo Habitasul, que adquiriu os primeiros 49,5 km2 de terras do Governo do Estado, em 1978. A negociação foi feita entre o governador da época, Aderbal Ramos, e o presidente do grupo gaúcho, Péricles de Freitas Druck. A palavra ‘Internacional’ foi acrescentada ao nome para diferenciar o empreendimento do bairro Jurerê, já existente, hoje conhecido por Jurerê Tradicional. No ano seguinte, o complexo imobiliário foi implantado pela Habitasul, a partir de um planejamento inovador baseado modelos habitacionais da Europa e dos Estados Unidos, como Miami. Em 1995 a área ganhou mais 705 hectares, totalizando 12 milhões de m2. Antes mesmo de Florianópolis ter o seu Plano Diretor (1985), Jurerê Internacional já havia definido as suas regras de urbanização – mais rígidas do que as da Prefeitura. O bairro conta com estação de tratamento de esgoto própria, certificado pelas ISOs 9000 e 14001, coleta de lixo e monitoramento de balneabilidade, também próprios. “Operamos o ano todo como se fosse para as 10 mil pessoas que estão aqui na alta temporada”, afirma Andrea Druck, diretora institucional do Grupo Habitasul. Num dos três novos empreendimentos do grupo no bairro, mais uma inovação: coleta de esgoto à vácuo, para evitar qualquer risco de contaminação do lençol freático – sistema inédito no país, segundo a executiva. Positivos

Estrutura urbanística

SegurançaArborização

Mar de águas calmas

Negativos

Comércio e serviços incipientes

Custos elevados

Intenso fluxo de turistas na temporada

Jurerê Internacional é, definitivamente, um bairro de elite. Dentre as cerca de 1.000 casas, muitas mansões, nos mais diferentes estilos arquitetônicos. Em comum, sempre o alto padrão. “O perfil do morador é o mesmo desde o início – público classe A. O que aconteceu foi uma evolução dentro deste perfil, passando para AA”, avalia Andrea Druck, diretora institucional do Grupo Habitasul. Os primeiros a ocuparem o complexo habitacional foram os gaúchos, conterrâneos dos empreendedores. “Há 10 anos, o bairro ainda era de veraneio, e de moradia apenas para aposentados. Nos últimos cinco anos, firmou-se como residencial atraindo, principalmente, empresários paulistas e fazendeiros mato-grossenses em busca de segurança e qualidade de vida”, define o presidente da Associação dos Moradores de Jurerê Internacional (AJIN), Luiz Carlos Zucco.

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