Jardim São Caetano: bairro planejado

Uma das sete cidades que compõem o Grande ABC, São Caetano do Sul é campeã em qualidade de vida no país e conta com um bairro cheio de casas protegidas apenas pela sombra das árvores

Por Da redação Atualizado em 14 dez 2016, 11h59 - Publicado em 4 dez 2006, 16h36

A Organização das Nações Unidas já concedeu três vezes a São Caetano o primeiro lugar no ranking brasileiro dos municípios com elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Em seus 15 km2 de extensão, a cidade exibe bons lugares para viver, como o Jardim São Caetano. Rodeado por dois parques, numa área estritamente residencial, oferece casas amplas em ruas largas e com muitas árvores. A sua nobreza agora se estende ao bairro vizinho, Mauá, foco recente de investimentos imobiliários. “Com a mudança na lei de uso do solo na região, ocupada antes por indústrias, há muitos empreendimentos novos e os imóveis valorizaram entre 30 a 50% nos últimos dois anos”, conta Aparecido Viana, diretor da imobiliária que leva seu nome. Universidades como Mauá, Uniban e Centro Universitário Municipal de São Caetano (Imes) ficam próximas e é fácil o acesso à rodovia Anchieta e à Avenida do Estado, na capital. Faltam cinemas, teatros e casas noturnas; mas o que incomoda mesmo são as cheias do Ribeirão dos Meninos: a construção de um muro de 2 m de altura num trecho de 1,1 km do piscinão da ponte Preta e o alteamento das pontes das avenidas Almirante Dellamare e Presidente Wilson, em andamento, devem minimizar o problema. A montadora GM chegou na região nos anos 30 e é uma das responsáveis pela renda per capita anual de US$ 16,5 mil, duas vezes a média brasileira. A cidade conta também com 99,7% da população alfabetizada, 100% de infra-estrutura e programa de reutilização de água para irrigar parques. Hoje, a redução de impostos atrai empresas de serviços e tecnologia. O Jardim São Caetano foi loteado pela Cia. City em 1962. Positivos Segurança

Ausência de trânsito

Área verde

Negativos

Faltam opções culturais

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Possibilidade de enchente

Por causa dos pais

“Meu pai foi uma das pessoas que ajudaram a abrir o bairro ao trabalhar como engenheiro na Cia City”, lembra Aléssia Colombo, que mora ali com a família desde 1973. A arquiteta declara seu amor pelo lugar com o projeto de plantar árvores e colocar bancos no canteiro em frente à casa onde vive. “Acho que a natureza tem o poder de reunir as pessoas”. Ela emenda que o maior problema são as enchentes na Guido Aliberti, dificultando a entrada no local.

Por causa dos filhos

O consultor empresarial Valdivo Begalli buscava um bairro ensolarado por causa da bronquite do filho mais velho. Em 1977, encontrou o lugar ideal no Jardim São Caetano. Mesmo com os filhos crescidos e morando longe, Valdivo nem pensa em sair. “Apostei que seria uma região agradável de viver. Costumo andar diariamente pelas alamedas e quase sempre encontro algum grupo e me junto a ele”, diz. “Acho que a participação ativa e a solidariedade entre os moradores são bons caminhos para resolver os problemas do bairro.”

Qualidade de vida em São Caetano do Sul é poder conversar com o vizinho na rua à noite sem sentir medo, ser bem atendido num hospital público, ter educação de primeira linha na escola municipal. O Jardim São Caetano seduz quem gosta de casas confortáveis. O sossego do lugar revela-se um bálsamo. “Adoro cuidar do meu jardim. Aqui aparece até coruja”, conta Lídia do Amaral, psicopedagoga. Os moradores apreciam prazeres simples, para curtir em família. Ao lado, no bairro Mauá, a oferta de casas e apartamentos, com facilidades de financiamento para a classe média alta, tem atraído industriais, empresários e profissionais liberais – em geral casais jovens ou maduros, com filhos.

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