II SISAU: participantes debatem soluções sustentáveis para o urbanismo

O II Simpósio Internacional de Sustentabilidade em Arquitetura e Urbanismo, organizado pela Associação Brasileira de Escritório de Arquitetura, discute urbanismo sustentável.

Por Por Vanessa D’Amaro, direto de Curitiba, PR Atualizado em 20 dez 2016, 21h01 - Publicado em 8 out 2010, 15h08

Quem iniciou o segundo dia de apresentações e debates no II Simpósio Internacional de Sustentabilidade em Arquitetura e Urbanismo, em Curitiba, foi a organizadora do evento, Cris Lacerda, que passou a palavra a dinamarquesa Dorte Mandrup. Confira as palestras que aconteceram no primeiro dia também!

Um título para uma foto sem titulo O Simpósio seguiu a linha do urbanismo sustentável quando a arquiteta, vinda da Dinamarca especialmente para a ocasião, apresentou para a plateia os planos de tornar Copenhague uma cidade neutra em emissão de carbono até 2025. A profissional iniciou a palestra contando características climáticas e geográficas de Copenhague, que está acima do nível do mar. Como a inundação da cidade por conta do aquecimento global é uma preocupação concreta, a meta é que Copenhague tenha uma população consciente e uma nova geração comprometida com o meio ambiente. Para isto, o governo incentiva o transporte através de bicicletas e a construção de áreas verdes em toda a cidade. Assim, o passeio a pé se torna prazeroso. “Você não pode estar em um ponto de Copenhague e não ver pelo menos uma árvore”, explica Dorte Mandrup. A arquiteta encerrou a exposição com projetos de sua autoria e explicou que, independente das dimensões, é necessário ter responsabilidade com o metro quadrado.

Um título para uma foto sem titulo O urbanista Bruno Moser, do escritório inglês Foster + Partners, apresentou dados sobre a urbanização nos Estados Unidos e no Reino Unido e comentou o crescimento de áreas urbanas em todos os continentes. Sobre as alternativas sustentáveis para estas cidades cada vez mais inchadas, ele diz que é fundamental observar como as pessoas se movem: é preciso medir uso do petróleo e a emissão de carbono. A alternativa, de acordo com o arquiteto, seria incentivar o uso de bicicletas e criar espaços adequados para estacionamentos.

Após as apresentações, os participantes do Simpósio foram convidados a escrever metas e fixá-las numa parede. As mais votadas farão parte das 10 ideias viáveis para aplicação da sustentabilidade na arquitetura e no urbanismo, que serão lançadas e finalizadas no fim da semana, em Florianópolis (SC).

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