Entre o cômodo e a vitrine: conheça a tendência walk-in

Profissionais explicam por que o ato de "caminhar para dentro" se tornou o recurso favorito para otimizar o acervo pessoal e valorizar os interiores

Por Redação CASA.com.br Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 out 2026, 19h01 | Atualizado em 19 out 2026, 10h20
Entre o cômodo e a vitrine: conheça a tendência walk-in. Projeto Vivian Reimers. Na foto, sala de estar moderna com paredes brancas, sofá curvo e chaise bege, almofadas marrons, tapete redondo de sisal, e uma adega iluminada embutida com garrafas de vinho e duas geladeiras
 (Luiza Scheirer/Divulgação)
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Facilidade na organização e na visualização do conteúdo guardado: esses dois importantes atributos fazem da marcenaria walk-in uma tendência em ascensão nos projetos de arquitetura de interiores aqui no Brasil.

Na tradução do inglês, o termo significa ‘entrar caminhando’ e é justamente essa versatilidade que torna closets, despensas e adegas walk-in cômodos bastante solicitados nos projetos residenciais contemporâneos. 

Entre o cômodo e a vitrine: conheça a tendência walk-in. Projeto Mariana Monnerat. Na foto, closet em formato de U com armários de madeira clara, gavetas e prateleiras. À esquerda, uma camisa branca e um vestido pink pendurados. No centro, um espelho reflete o vestido e uma caixa Gucci, óculos escuros e uma caixa preta em prateleiras. À direita, uma camisa branca e um casaco bege pendurados, e gavetas na parte inferior
(Daniela Magario/Divulgação)

Se antes parecia impensável a ideia de pisar no interior de um armário para acessar os itens, a execução dos ambientes estruturados com a marcenaria, a partir dessa elaboração, tornou-se real. “É como se o morador estivesse em uma vitrine, e esse é um deslumbre delicioso”, compara a arquiteta Ana Rozenblit, à frente do escritório Spaço Interior. 

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Walk-in closet

Quem não tem na memória cenas de filmes hollywoodianos em que a personagem está no interior do seu closet para escolher as roupas e pertences que usará? 

Sonhos de consumo, os walk-in closets introduziram um novo ponto de vista para a forma de armazenar roupas, sapatos e acessórios. Eles deixam de ser apenas espaços adjacentes aos dormitórios para alçar o protagonismo em projetos sofisticados e personalizados. 

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Entre tantas vantagens, Ana argumenta que o modelo de closet é excelente para casais. “Ele resolve super bem a individualidade dos dois, sem um interferir no sistema do outro”, argumenta. 

Todavia, a arquiteta e diretora da SCA Jardim Europa, Karina Alonso, aponta que a proposta de circular no interior do closet não é possível em todos os projetos. “Para que o morador vivencie essa sensação, é preciso que o ambiente disponha de uma área generosa. Caso contrário, a circulação se torna inviável”, completa.

Entre o cômodo e a vitrine: conheça a tendência walk-in. Projeto Ana Rozenblit. Na foto, closet luxuoso com armários de vidro que exibem roupas e acessórios, um pufe rosa no centro sobre um tapete cinza, e uma poltrona cinza à esquerda. O chão é de madeira clara e há uma cortina translúcida na janela.
(Kadu Lopes/Divulgação)
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Para deixar a experiência do closet ainda mais imersiva, Ana revela que itens adicionais tornam o ambiente ainda mais essencial, como é o caso dos pufes, ilhas centrais e penteadeiras.

Fechado ou aberto?

É comum que, em um primeiro momento, surja uma dúvida no que diz respeito aos walk-ins closets: eles são necessariamente abertos ou fechados? A resposta é que podem ser executados das duas maneiras, contanto que exista um espaço mais amplo para circulação dentro da delimitação do cômodo.

Entre o cômodo e a vitrine: conheça a tendência walk-in. Projeto Cora Mader. Na foto, closet espaçoso com armários e prateleiras de madeira clara, roupas penduradas em cabides e dobradas, e uma pessoa desfocada ao fundo, sugerindo movimento
(Felco/Divulgação)
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Independentemente da escolha do modelo desejado, tanto um como o outro demanda recursos arquitetônicos para funcionarem de maneira otimizada, principalmente no que diz respeito à arrumação e ao armazenamento das roupas, sapatos e acessórios. Por isso, o perfil do ambiente pede que se tenham prateleiras, cabideiros, gavetas, sapateiras ou caixas organizadoras, deixando o acervo preservado e resguardado em setores próprios.

Apartamento tem adega seca para 125 garrafas em madeira

Despensa walk-in

As despensas walk-ins são sinônimos de organização na cozinha, servindo tanto para estocar os alimentos, como para guardar aquilo que ocuparia espaço e comprometeria o visual de um ambiente organizado.

Entre o cômodo e a vitrine: conheça a tendência walk-in. Projeto Cristiane Schiavoni. Na foto, despensa organizada com prateleiras brancas e parede de azulejos pretos, exibindo potes de vidro com alimentos como farinha, arroz, feijão, macarrão, açúcar, tapioca e polvilho, além de cestos e utensílios de cozinha
(Carlos Piratininga/Divulgação)
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“Guardamos nelas os eletrodomésticos de menor uso, como liquidificador e batedeira, além de itens volumosos como potes de mantimentos, tigelas e formas, entre tantos acessórios que usamos no dia a dia”, enumera a arquiteta Mari Milani.   

A conveniência de entrar para pegar aquilo que for necessário é muito benéfica para que tudo continue nos seus devidos lugares. “Pela facilidade de visualização, não há motivos para bagunça”, reitera.

Adegas walk-in

A paixão pelos rótulos de vinhos ganhou um upgrade com a elaboração de adegas climatizadas sob medida. “Valorizamos completamente o projeto quando a posicionamos no layout como o centro das atenções”, pontua a arquiteta Rosangela Pena.

Entre o cômodo e a vitrine: conheça a tendência walk-in. Projeto Spaço Interior. Na foto, Adega moderna com paredes e piso de madeira clara, prateleiras pretas repletas de garrafas de vinho, iluminação embutida e teto ripado. À direita, a porta de vidro da adega está aberta, revelando o interior.
(Kadu Lopes/Divulgação)

Mas não é só isso: ao dimensionar o seu interior para receber um volume expressivo de rótulos colecionados pelo morador, entrar na adega passa a ser um ritual. “É um prazer entrar, manusear as garrafas e escolher aquela que melhor combina com a ocasião”, revela. 

Entre o cômodo e a vitrine: conheça a tendência walk-in. Projeto Amanda Miranda. Na foto, adega moderna com paredes e teto de madeira clara, exibindo garrafas de vinho em suportes individuais e em prateleiras inclinadas. Há uma janela vertical fosca à esquerda e uma garrafa decorativa com rolhas no chão.
(Luiza Schreier/Divulgação)

Luz em foco

Um recurso importante que se deve planejar é a iluminação interna; afinal nem sempre será possível ter janelas no espaço destinado ao cômodo. Por isso, contar com um projeto luminotécnico que forneça uma luz adequada é uma maneira de deixar o ambiente mais prático e confortável.

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