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Construção 2009: Crescimento menor e melhor

O setor da construção civil brasileiro prevê um ano mais difícil do que os dois anteriores, porém com crescimento contínuo e saudável em relação a 2006. Os empresários estão otimistas, sim. Mas também realistas.

Um título para uma foto sem titulo

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“Nosso mercado não sofrerá como os outros. Vamos continuar produzindo e vendendo, pois as pessoas precisam de imóveis.” A frase de Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP o Sindicato da Habitação, resume o atual humor do setor imobiliário no país. Durante a divulgação do “Balanço do Mercado Imobiliário de São Paulo em 2008”, no dia 16 de dezembro, Petrucci e outros representantes do segmento avaliaram a crise econômica e suas conseqüências na construção brasileira. E elas não serão drásticas como alguns apontam. “Esperamos um crescimento sadio para 2009. Os anos de 2007 e 2008 estão muito acima da curva de crescimento”, diz Petrucci.

O equilíbrio na balança Em 2007, o mercado lançou 39 mil unidades habitacionais na cidade de São Paulo. Até o final de 2008 devem ser 35 mil. E a previsão para o próximo ano é de 28 mil habitações. Um número próximo ao de 2006: 25 mil. O que representa um crescimento sustentado, diferente do que ocorreu em 2007 e 2008, quando os preços de insumos como aço e cimento subiram até 50%. Isso sem falar nos valores dos terrenos, superdimensionados. Os problemas nesses dois últimos anos se alastraram: “Faltou mão-de-obra e já estávamos usando operários de baixa capacidade. Também faltaram equipamentos nas obras. Vivíamos um ritmo além do desejado em relação à estrutura disponível”, lembra Alberto Du Plessis Filho, vice-presidente de tecnologia do Secovi-SP. E sugere: “Parece que agora o mercado vai se estabilizar e voltaremos a patamares saudáveis”.

As razões são claras, para os participantes do evento: demanda reprimida pela casa própria, classe média emergente, programas governamentais de incentivo à habitação e facilidade de crédito. Segundo João Crestana, presidente do Secovi-SP, não faltarão recursos para a habitação em 2009. São esperados quase R$ 30 bilhões provenientes da caderneta de poupança, mesmo montante deste ano. Já os valores do FGTS sobem de R$ 9 bilhões para R$ 17 bilhões.

A fartura de crédito deve-se não apenas aos incentivos governamentais como à segurança do sistema de financiamento. O comprador brasileiro é responsável e bom pagador, por isso tem dinheiro à disposição, como avalia Celso Petrucci. “O brasileiro, quando toma um empréstimo, paga uma entrada média de 40%. E quita em 12 anos um financiamento de 18. Enquanto isso, o americano pegava 120% de financiamento: adquiria o imóvel e ainda ficava com dinheiro para viajar e comprar carro.”

Nesses tempos de crise, o imóvel volta a ser encarado como um investimento que alia rentabilidade e segurança. “Tem gente que já está trocando o mercado de ações pelo imobiliário – e vai ganhar mais, sem correr riscos, nos próximos dez anos”, afirma Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Há uma demanda forte por imóveis para aluguel, o que representa uma oportunidade de ganhar dinheiro. Na opinião de José Roberto Federighi, vice-presidente de locação do Secovi-SP, tudo indica que em 2009 as locações terão ganho superior aos principais indicadores de preços.

Se por um lado o mercado prevê queda nos lançamentos, por outro aposta em uma maior racionalização do negócio. Vai focar em empreendimentos com maior valor agregado e preço bom, em regiões com maior demanda e menor concorrência. Tudo o que significa venda segura – em uma única palavra, liquidez. “Imóveis com valor de até R$ 350 mil, ou seja, enquadrados no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), têm maior liquidez”, analisa Petrucci. Unidades de alto padrão, acima de R$ 800 mil, também estão valorizadas. “Tem muita gente procurando abrigo em ativos imobiliários.”

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