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Casarão do início do século 20 é restaurado em Porto Alegre

O casarão virou um condomínio na reforma regida pelas normas da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural da capital gaúcha

Nesta reportagem, você acompanha uma ação de gentileza urbana. Um arquiteto preservou a memória e a beleza da cidade em uma restauração do bem. Você também pode contar de que forma você foi gentil com a cidade – a sua história pode ser publicada aqui.

A ideia de reformar

 

Toda vez que passava pela moradia abandonada quase inteiramente consumida por um incêndio, o arquiteto Cristian Illanes se entristecia de ver naquela situação uma casa tão rica em traços e história. “Ela é um exemplar da arquitetura eclética porto-alegrense do início do século 20”, diz o moço, que vê o reúso de edifcações como aliado da sustentabilidade. Por isso, ele não titubeou quando o engenheiro civil Paulo Laydner contou que pretendia convertê-la num condomínio. “Vendi meu apartamento para ajudar a fnanciar a obra”, lembra Cristian. Além do investimento, ele se envolveu profssionalmente na empreitada: com o sócio, Gustavo Jaquet, participou do projeto executivo (o arquitetônico fcou a cargo de Ediolanda Liedke), regido pelas normas da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Epahc), órgão municipal de Porto Alegre – exigidas porque a casa é listada como de interesse para preservação.

Como o arquiteto ocupou o casarão

 

Quando a reforma fcou pronta, em 2008, Cristian ocupou a unidade 101, e seu pai, a 102. Dois anos depois, a namorada, a advogada Letícia Lugin, alugou a 106. “Os vizinhos formam um grupo de amigos. Fazemos até festas coletivas”, conta ele. Por motivos como esse, os estúdios são cobiçados. “Sempre passa alguém perguntando sobre casas disponíveis. Acho que uma das razões para isso está no fato de o projeto respeitar também a história do bairro”, analisa Cristian, que desde o ano passado divide o teto com Letícia. No caso, o teto de dois dos estúdios, já que o pai dele se mudou e o casal transformou os sobrados 101 e 102 num só, à espera de um bebê que deve aportar no condomínio Travessa da Harmonia – homenagem ao antigo nome da rua onde ele se localiza – em 2013.

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