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Casa em Curitiba tem estética da arquitetura moderna paulista

Composta por concreto aparente envolto no verde, a Casa BRM foi assinada pelo escritório Biselli Katchborian Arquitetos Associados

Casa de concreto com espelho d'água e parede em vidro e bosque ao fundo

 (Nelson Kon/Casa.com.br)

Com uma estética digna da melhor arquitetura moderna paulista, a Casa BRM, assinada pelo escritório Biselli Katchborian Arquitetos Associados, fica na verdade em um condomínio privado, em Curitiba, Paraná. Construída em terreno com declive acentuado, a residência se projeta em meio a um exuberante bosque.

Projeção em formato de paralelepípedo de base retangular em concreto atrás de vegetação

 (Nelson Kon/Casa.com.br)

A inclinação do solo levou os profissionais a uma organização vertical do programa: são quatro pavimentos, dois superiores e dois inferiores, distribuídos a partir de meio nível em relação à cota da rua. O térreo é o andar intermediário da construção. O pavimento inferior abriga a área social, o bloco de serviços e a suíte principal, enquanto o pavimento superior abriga os dormitórios dos filhos.

Concreto aparente

 

Casa composta por dois blocos em concreto encaixados perpendicularmente

 (Nelson Kon/Casa.com.br)

A volumetria expressiva é resultado do arranjo em dois blocos com proporções e características estruturais distintas. O volume alongado, que abriga o maior número de quartos, é caracterizado pela estrutura em concreto protendido aparente e generosos balanços de 7,5m. O bloco inferior, de proporção mais quadrada, é setorizado a partir da circulação vertical.

Parte de baixo da casa, com jardim e árvores

 (Nelson Kon/Casa.com.br)

A suíte master – voltada para o bosque a noroeste – e as áreas de serviços se situam ao Sul da escada e têm sua estrutura em concreto protendido aparente. A sala, de pé direito duplo, possui estrutura metálica e pelas suas vedações em painéis de zinco.

Influência moderna

 

Perspectiva lateral da casa em concreto aparente

 (Nelson Kon/Casa.com.br)

Grandes planos de vidro oferecem a possibilidade de integração da área social com o terraço e a área verde que cerca a residência. Ainda no nível inferior, o projeto estrutural traz a sensação de que a casa parece “flutuar”, não tocando o solo, já que os apoios do piso térreo estão recuados, no miolo da construção. Essa característica aparece em várias obras emblemáticas do modernismo, como o MASP, de Lina Bo Bardi, e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, de Vilanova Artigas, as quais também parecem estar voando no entorno. Veja mais imagens na galeria!

 

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