Vila Beatriz: lindo pôr-do-sol

O tranquilo mar de árvores agora divide espaço com os prédios mais recentes. Os moradores zelam por praças e áreas verdes

Por Redação CASA.com.br Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 nov 2006, 19h51 | Atualizado em 14 dez 2016, 13h02
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Atrás da praça do Pôr-do-Sol, empilha-se a maior parte dos edifícios de médio e alto padrão. Mesmo com a chegada das torres, o bairro se manteve imune ao agito noturno da vizinha Vila Madalena. “Deus sabe até quando resistiremos à vinda dos bares”, diz Cinira Mamone, representante do movimento pela revitalização do córrego das Corujas, um dos recantos mais lindos da Vila Beatriz. Cinira e seus vizinhos temem que a aglomeração de prédios provoque o adensamento do bairro, o que complica especialmente o trânsito. O argumento não encontra eco nas construtoras. “Tem gente que vive ali interessada em trocar a casa por apartamento por causa da segurança”, diz Romeu Busarello, da construtora Tecnisa. Conflitos à parte, a comunidade une-se em torno de outra questão: a manutenção de praças e áreas verdes.

 

Positivos

Área verde

Boas escolas

Facilidade de acesso

 

Negativos

Imóveis com preços elevados

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Trânsito pela proximidade da Vila Madalena

 

Pássaros no jardim

A artista plástica Mirian Andrews se diz privilegiada por morar em frente a uma praça numa área estritamente residencial. “Meus filhos vão para a escola a pé e temos boas relações com a vizinhança”. A preocupação é com os rumos que o bairro está tomando. “Há dez anos eu via três prédios da minha janela, agora vejo vários”, conta. “Eles não me incomodam, mas temo que isto aqui vire um Itaim, com acúmulo de pessoas, de serviços e de tráfego.”

Na Vila Beatriz, muitas casas antigas são passadas de pai para filho, o que contribui para manter o clima familiar de suas ruas. Nos últimos anos, no entanto, o bairro têm atraído a preferência de recém-casados e moradores jovens, solteiros, que buscam conciliar uma moradia tranqüila com a proximidade da vida cultural e boêmia da Vila Madalena. De olho nesse público, algumas construtoras investiram em imóveis tipo loft – os preferidos da comunidade GLS.

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