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10 regras para comer melhor

Manter a forma e a saúde não precisa ser sinônimo de sacrifício e, sim, de inteligência e bom senso. Basta aprender (e incorporar) algumas regrinhas básicas

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Tem pessoas que gostam de complicar, outras, ao contrário, facilitam a nossa vida com ideias simples, bem boladas e fáceis de serem aplicadas. Esse é o caso do jornalista Michael Pollan, autor do livro Regras da Comida, um Manual da Sabedoria Alimentar (ed. Intrínseca). Em pouco mais de 150 páginas, ele nos ensina, de forma divertida e bem-humorada, a comer bem de um jeito para lá de descomplicado. Nada de tabelas de calorias, teorias mirabolantes ou planos impossíveis de serem cumpridos. Deguste a seguir algumas regras sugeridas por Pollan e mantenha a forma e a saúde sem sofrimento.

1. Compre nos corredores ao longo das paredes do supermercado e fique longe do centro: quase todos os estabelecimentos desse tipo são projetados da mesma maneira. Ou seja, os alimentos processados dominam os espaços centrais, e aqueles que interessam, hortifrutigranjeiros, carnes, peixes e laticínios, ficam ao longo das paredes. Mantendo-se nas extremidades da loja, o risco de comprar o que não deve cai – e muito.

2. Só coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza: essa simples regra afasta do carrinho do supermercado, e do seu estômago também, alimentos repletos de substâncias químicas.

3. Lembre-se: se chegou pela janela do seu carro, esqueça, não é comida. Menos ainda se tiver o mesmo nome em todas as línguas: Big Mac, Cheetos ou Pringles são alguns exemplos.

4. Faça refeições coloridas. Essa dica é fácil de entender: as tonalidades de muitas verduras refletem os diferentes ingredientes do bem que elas contêm. São substâncias de nomes estranhos, como antocianinas, polifenóis, flavonoides e carotenoides que podem nos proteger das doenças crônicas e degenerativas.

5. “Quanto mais branco o pão, mais depressa você vai para o caixão”. Transmitido por avós judias e italianas, esse conselho sugere que os riscos da farinha branca para a saúde são popularmente reconhecidos há muitos anos. Da mesma maneira que o açúcar refinado, ela possui poucos nutrientes e engorda. Coma mais grãos integrais e reduza ao máximo o consumo da farinha branca. Com certeza, como as avós que seguiram o conselho, você vai viver mais e melhor.

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6. Coma quando tiver fome, e não quando se sentir entediada

7. Coma menos… provavelmente, esse é o conselho mais desagradável de todos. Mas, convenhamos, nós comemos muito mais do que nosso corpo necessita para ser saudável. E o excesso, segundo pesquisas recentes, faz estragos não só no ponteiro da balança como na saúde. Inclusive, muitas culturas, como a japonesa, aconselham as pessoas a encostar os talheres quando estiverem 80% saciadas.

8. Experimente todas as besteiras que quiser, desde que você mesma as cozinhe. Não há nada de errado em comer doces, frituras e tortas de vez em quando. Mas, graças ao desenvolvimento da indústria alimentícia, essas guloseimas ficaram baratas e de acesso tão fácil que agora elas são praticamente onipresentes em nosso cardápio. A batata frita não se tornou um dos pratos mais populares dos Estados Unidos antes que a indústria se incumbisse de lavar, descascar, cortar, fritar e limpar a sujeira. Provavelmente, você comeria muito menos dessa delícia se tivesse de encarar todo esse trabalhão. O mesmo raciocínio vale para tortas, bolos e afins. Conclusão: desfrute dos seus pratos favoritos sempre que estiver disposta a prepará-los.

9. Sirva-se de uma boa porção e não repita. Afinal, você perde totalmente o controle do que está ingerindo quando vai para a segunda rodada. Uma boa medida é não ultrapassar a quantidade de comida que caberia em suas duas mãos juntas em forma de concha. Se vai infringir a regra e repetir o prato, espere alguns minutos antes de fazê-lo. Você pode descobrir que não está mais com fome ou, se ainda precisar, não será uma porção tão grande quanto desejou no princípio.

10. Plante uma horta se tiver espaço e, se não tiver, faça uma jardineira na janela. Esse ato – aparentemente simples e que garante pelo menos parte da sua alimentação – é um bom jeito para começar a fugir da cultura fast-food e dos valores nela implícitos, tais como: o alimento deve ser rápido e barato, pois é apenas um combustível, e não uma forma de comunhão com a natureza e com as outras pessoas.

 

 

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