20 artistas pintam a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém

Foram utilizados mais de 1.087 litros de tinta para cobrir os 2.500 metros de paredes Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B.), que fica no Parque Zoobotânico.

Por Redação CASA.com.br Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
3 out 2025, 19h00 • Atualizado em 3 out 2025, 20h12
20 artistas pintam a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém
ALESSANDRO HIPZ (Bruno Carachesti/Divulgação)
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  • Após onze dias de trabalho de 20 artistas, está inaugurada a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B.). Em sua terceira edição, o projeto transformou o histórico Museu Paraense Emílio Goeldi em uma galeria de arte a céu aberto, revitalizando os muros do Parque Zoobotânico — patrimônio tombado que nunca havia recebido intervenção artística em seus 130 anos — e dos prédios do Campus de Pesquisa.

    20 artistas pintam a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém
    DECO TRECO (Bruno Carachesti/Divulgação)

    Durante o processo, foram utilizados mais de 1.087 litros de tinta para cobrir os 2.500 metros de paredes com imagens inspiradas em coleções e pesquisas do Museu Goeldi. O consumo corresponde a 174 latas de tinta — sendo 142 de 3,6 L e 32 de 18 L —, em uma mobilização que reforça a escala do projeto e a intensidade do trabalho realizado pelos artistas. Os murais dialogam com o patrimônio das ciências humanas, naturais e da terra, celebrando a riqueza da fauna, da flora e da cultura amazônica.

    20 artistas pintam a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém
    TSSSREX E GABZ (Bruno Carachesti/Divulgação)

    As obras foram iniciadas no dia 16 de setembro e a inauguração aconteceu no último domingo, dia 28. A experiência deu origem a 19 murais, sendo 17 no Parque Zoobotânico e 2 no Campus de Pesquisa, que permanecerão expostos por pelo menos um ano nas paredes externas do museu.

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    20 artistas pintam a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém
    LENU (Bruno Carachesti/Divulgação)

    Cada pintura dá novo sentido aos espaços, reforçando o papel do M.A.U.B. como um marco da arte urbana em Belém, em sintonia com os debates culturais e ambientais que antecedem a COP30.

    As obras exploram temas que vão de arqueologia, às heranças afro-amazônicas, aos saberes indígenas e à biodiversidade, estabelecendo um diálogo entre arte, ciência e memória coletiva da região.

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    20 artistas pintam a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém
    AMANDA NUNES (Bruno Carachesti/Divulgação)

    “Transformar os muros do Museu Goeldi em uma galeria de arte urbana a céu aberto é um gesto histórico para Belém, ainda mais em ano de COP30. Cada mural nasce do respeito à história e ao acervo do museu, mas também da força criativa de artistas de diferentes lugares do Brasil, sobretudo dos paraenses, que traduzem em cores as suas memórias e identidades”, diz Gibson Massoud, fundador da Sonique, realizadora do M.A.U.B.

    Os 20 artistas que participaram são Alessandro Hipz, And Santtos, Cely Feliz, Kekel, Graf, Wira Tini, Deco Treco, Wes Gama, Ayala, João Nove – Digital Orgânico, Éder Oliveira, Chico Ribeiro, Alex Senna, LENU, Dudi Rodrigues, Dedéh Farias, Amanda Nunes, Dannoelly Cardoso, e a dupla Gabz e Tsssrex.

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    20 artistas pintam a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém
    ALESSANDRO HIPZ (Bruno Carachesti/Divulgação)

    A seleção, feita por meio de edital, reuniu criadores de Belém e de diferentes partes do Brasil, escolhidos por uma curadoria que valorizou tanto a representação da fauna e flora quanto interpretações menos óbvias da biodiversidade amazônica. O processo teve curadoria de William Baglione, fundador do coletivo Famiglia, com quase três décadas de atuação no universo das artes e integrante do M.A.U.B. desde sua estreia, em 2023.

    20 artistas pintam a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém
    DUDI RODRIGUES (Bruno Carachesti/Divulgação)
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    Antes de iniciarem os trabalhos, os artistas participaram de uma imersão de dois dias no Museu Goeldi, vivenciando de perto coleções e acervos como as cerâmicas marajoaras, as peças tapajônicas e a maior coleção indígena do mundo, guardada no Campus de Pesquisa.

    O M.A.U.B é uma realização da Sonique Produções e da Oito Quatro Produções, aprovada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet, e o apoio institucional do Governo Federal e do Ministério da Cultura.

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