Arquiteto projeta prédio para ser uma cidade-jardim autossuficiente

Pensando em um mundo pós-pandêmico, o estúdio do italiano Piero Lissoni projetou uma torre modelo em Nova York

Por Kym Souza Atualizado em 25 ago 2020, 09h19 - Publicado em 25 ago 2020, 09h17

O estúdio do arquiteto italiano Piero Lissoni projetou um arranha-céu conceitual em Nova Iorque como uma comunidade independente e uma fazenda urbana vertical, que seria um exemplo de vida na era pós-Covid. Segundo Lissoni Casal Ribeiro, responsável pela área de de arquitetura do estúdio, o Skylines, como foi batizado o projeto, seria como um arranha-céu autossuficiente, fornecendo energia e recursos próprios, além de instalações para os ocupantes morarem, como escola, áreas esportivas e um hospital.

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Para o estúdio de Lissoni, a ideia de autossuficiência dentro de um prédio se tornou ainda mais importante após a pandemia pela qual estamos passando. “A covid-19 nos fez refletir sobre o quão fracos somos diante de uma pandemia e serviu de alerta depois que todo o planeta se fechou por três meses, nos ensinando que as infraestruturas do futuro também devem ser imaginadas para passar por isso em caso de eventual novo bloqueio”, disse Lissoni Casal Ribeiro. 

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Projetado para um terreno urbano imaginário na cidade de Nova York, medindo 80 por 130 metros, o esquema usa energia geotérmica e painéis fotovoltaicos e um sistema de reaproveitamento de água da chuva.

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Uma cortina de cabos de aço formaria a estrutura cônica e sustentaria plataformas de jardim suspensas que correm ao redor de uma torre envidraçada no centro. Segundo o estúdio, a ideia é que, com o tempo, essas plataformas sejam cobertas por árvores e arbustos para formar uma floresta urbana vertical.

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“O equilíbrio entre os espaços externos e internos dá vida a uma espécie de cidade-jardim autossuficiente”, disse Ribeiro. “Um sistema que produz, otimiza e recicla energia. Um microclima perfeito que filtra o ar, absorve dióxido de carbono, produz umidade, reaproveita a água da chuva para irrigar a vegetação, além de proteger dos raios solares e do ruído da cidade”, complementa.

No interior da torre envidraçada, os espaços habitacionais seriam dispostos verticalmente, com atividades comunitárias e culturais nos níveis inferiores e hortas sem solo, acima. No andar seguinte, seria o hospital, que também está imerso em vegetação e bem equipado para enfrentar qualquer emergência de saúde.

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Acima disso, haveria, ainda, escolas e uma universidade, além de espaços para escritórios e coworking. As residências, por sua vez, são colocadas nos andares superiores para aproveitar as vistas.

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Lissoni Casal Ribeiro projetou o Skylines para o concurso internacional de arquitetura Skyhive 2020 Skyscraper Challenge e recebeu uma menção honrosa. 

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